Alimentação da grávida vegana: dicas importantes para colocar em prática

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Se você é adepta do veganismo (aquele tipo de alimentação em que não é ingerido nenhum item de procedência animal) boas notícias: durante a gestação não é preciso mudar a dieta! É isso mesmo: a ciência aponta que a alimentação da grávida vegana, por si só, não acarreta nenhum problema à mulher e ao bebê, desde que o cardápio conte com a suplementação correta.

Assim é a recomendação de dois dos maiores órgãos de nutrição dos Estados Unidos, a American Dietetic Association e a Academy of Nutrition and Dietetics. De acordo com eles, a dieta vegana ainda tem a vantagem de prevenir doenças.

Quer ver então dicas práticas para a alimentação da grávida vegana e o que não pode faltar em seu cardápio durante os meses de espera do bebê? Eu te conto a seguir, vem ver!

alimentação da grávida vegana

Imagem: 123RF

O que a mulher vegana deve comer na gestação?

Entre os nutrientes mais importantes da gravidez está o ácido fólico (vitamina B9), que contribui para a formação do sistema nervoso do bebê, ainda dentro da barriga da mãe. Tanto que a recomendação é cuidar da sua suplementação a partir do momento em que o casal decide ter um filho. A substância é abundante em diversos vegetais, especialmente naqueles de folhas verdes e escuras, caso do brócolis e do espinafre, por exemplo. Lentilha, feijão preto e ervilha são outras fontes do nutriente.

Mais uma vitamina do complexo B essencial durante a gestação é a vitamina B12. Comumente encontrada nas carnes, muitas pessoas se preocupam em desenvolver sua deficiência caso decidam seguir uma dieta vegetariana ou vegana. Porém, dentro dessas categorias, é possível encontrar o nutriente em cereais e sementes, como a quinoa. Mas em alguns casos pode ser necessário fazer suplementação dessa vitamina (por isso é importante manter o acompanhamento com um nutricionista, combinado?).

E por falar em suplementação, não é difícil encontrar por aí pessoas que tomem ômega 3 em cápsulas. E realmente esse reforço pode ser necessário durante a gravidez, já que as maiores fontes desse ácido graxo são alguns peixes (por esse motivo, aliás, não são apenas as gestantes que aderem a dietas restritivas que precisam de suplementação de ômega 3, pois o peixe geralmente não está entre as preferências das grávidas de forma geral, pelo odor característico que pode provocar enjoos!). E por que ele é tão importante na gestação? Cada vez a ciência tem revelado mais motivos! Entre os já conhecidos está o fato de que o nutriente é essencial para o desenvolvimento do cérebro e da retina do feto, além de auxiliar na prevenção de partos prematuros espontâneos, de depressão pós-parto e de alergias infantis. Oleaginosas como nozes e sementes de linhaça e chia são algumas fontes (e, mais uma vez, só recorra à suplementação se recomendado por um profissional).

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Aliás, chia, linhaça e quinoa (da vitamina B12) contêm também ferro, mais um nutriente importante na gestação e ainda encontrado em alimentos como tofu, feijão, lentilha e castanhas. Já suco de laranja, repolho e escarola possuem cálcio, sendo importantes para a dieta vegana na gravidez também. O mesmo vale para cogumelos, fontes de vitamina D, e grão-de-bico, pelo zinco.

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Mais uma dica para a alimentação da grávida vegana é ingerir grãos com leguminosas (como, por exemplo, arroz com feijão! Mas também dá para combinar arroz com ervilha, trigo com lentilha…). Essa combinação é fonte de proteína, nutriente que você precisa bastante na gestação.

Outro alimento muito bem-vindo nesse cenário é a soja. Além de ser fonte de proteínas, seu leite (o leite de soja) oferece cálcio e vitaminas B12 e D (aprenda a preparar esse e outros leites vegetais nesse post).

Por último, não custa reforçar: além de se informar sobre as substituições úteis para manter uma gestação saudável sem a ingestão de alimentos de origem animal, consultar um nutricionista para elaborar um cardápio equilibrado para você (pois cada pessoa e gestação tem suas particularidades) e fazer o seu acompanhamento é fundamental.

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