Ontem eu comentei aqui sobre minha experiência com o deixar chorar para que Catarina aprendesse a dormir a noite toda. Sei que para muitas mães funciona, mas comigo não funcionou (depois de algumas noites com minha filha chorando de 1 hora e meia a 2 horas por noite e meu coração eu frangalhos, eu desisti). Então para as mães que gostariam de conhecer outras saídas para melhorar a noite de sono do bebê (e é claro, delas mesmas!), conto aqui algumas dicas que me ajudaram muito!

Imagem: 123RF

1) Dê atenção ao sono DIURNO do seu bebê
Esse talvez seja o ponto mais importante para que o bebê tenha uma boa noite de sono, embora muitas mães não reparem nisso. Um bebê que dorme mal durante o dia tem maior probabilidade de acordar à noite. Isso atualmente é muito claro para mim:
– Dia em que Catarina dorme por volta de 1 hora e meia depois do almoço (agora, com 1 ano e 5 meses, ela consolidou seu sono diurno em uma única soneca depois de almoçar) = noite sem acordar.
– Dia em que Catarina dorme menos de 1 hora depois do almoço = noite interrompida.

O que quero dizer com dormir bem durante o dia é dormir o número de sonecas que seu filho precisa (para a idade dele), pelo tempo que ele precisa. E isso é muito individual, só você, mãe, sabe qual é o padrão ideal para o seu filho. Mas uma coisa vale quase para todos os bebês que conheço: se todas as sonecas duram menos de 1 hora (em geral 45 minutos), o bebê acumula muitos estresse durante o dia, e terá um sono bem mais agitado à noite. Se você quer ter uma ideia do padrão médio de sono dos bebês, veja a tabela de sono desse post aqui. E se o desafio é esticar as sonecas, confira esse post.

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O problema aqui em casa é justamente controlar o sono diurno, porque minha filha é bem danada: prefere qualquer atividade a se render à soneca. E aí tenho que ter pulso firme: hora de dormir é hora de dormir, mesmo que reclame, esperneie, etc, etc, etc. E atualmente, quando ela não quer dormir mesmo, coloco-a no carrinho do meu lado e vou lavar louça (que loucura!). Aí acho que ela se entendia e dorme, uma maravilha (não é brincadeira, por incrível que pareça)! Aprendizado disso: na hora de colocar seu filho para dormir, evitar contato visual ajuda muito!

E outro ponto: controlar o sono diurno é também se programar quanto às saídas de carro. Porque Catarina adora dormir com o motor ligado. E aí, se dorme só 20 minutos no trajeto, bagunça todo o esquema de sono daquele dia e pode ter certeza: vai ter samba à noite.Às vezes é um preço a se pagar, contabiliza como noite mal dormida e segue em frente!

2) Considere a política de dormir junto (co-sleeping em inglês)
Já ouvi de tudo: gente que diz que é contra, porque o filho não vai sair mais da cama dos pais (mas nunca tentou com os filhos); gente que adotou com os filhos e disse que eles naturalmente deixaram de acordar e vir para a cama dos pais; gente que adotou e disse que deu trabalho para que o filho voltasse a dormir no próprio quarto…

Foto: Google

Ou seja, não tem regra! E por isso ninguém melhor do que vocês, mãe e pai, para decidirem se vale a pena para a sua família! Aqui em casa, depois de um período que Catarina começou a acordar durante a noite e ficar um tempão acordada, decidi levar para minha cama. Porque o sono dela estava tão leve que ao menor sinal de mamãe sair de perto, ela acordava e chorava. E eu precisava dormir, porque no dia seguinte o trabalho me esperava, certo? E querem saber? Ela não se acostumou. Passada a fase do acorda-por-qualquer-coisa (que aconteceu com 1 ano e pouco e durou algumas semanas), ela voltou a dormir melhor no próprio berço (pode até acordar, mas mama e dorme até o dia seguinte no seu quarto). Hoje minha política é: acordou? Tenta fazer dormir no próprio quarto (seja com carinho, com mamadeira, como for); tá enrolando muito para pegar no sono, ou dormiu e acordou de novo sem seguida? Levo para minha cama e acabo com o tormento. E as noites em que ela precisa disso estão cada vez mais raras.

Eu tinha um preconceito enorme com essa história de levar para a cama dos pais, confesso. Hoje vejo que pode ser uma boa alternativa (mais uma vez: considere a individualidade do seu filho!). Aliás, em seu último livro intitulado “Bom Sono”, um dos pais da técnica do choro controlado, Richard Ferber, coloca o co-sleeping como uma saída viável para resolver problemas de sono. Mas ambos os pais têm que topar a empreitada, porque dormir com um bebê ali não é a mesma coisa que dormir só o casal, certo?

3) Ajuste os horários de dormir do seu filho, para mais cedo ou para mais tarde
Durante os dois primeiros anos, o padrão de sono do bebê muda demais. Ele tira várias sonecas durante o dia, e em poucos meses tirará só uma. Em um mês você consegue que ele durma às 20h completamente apagado só de mamar; no outro mês, nesse mesmo horário, ele briga porque está super aceso e não quer dormir. Conforme as sonecas mudam de horário e de frequência, pode ser necessário um ajuste no horário em que o bebê vai para a cama. Como contei logo acima, com 1 ano e pouco Catarina começou a acordar no meio da madrugada e ficar desperta por 1, 2 horas (às vezes dormia e logo depois acordava, dormia novamente e acordava, e seguíamos assim por muito tempo). Ou o sono começou a ficar muito superficial, só de andar pelo corredor ela já acordava. E sabe o que ajudou? Colocá-la para dormir uma hora mais tarde. Isso até que ela fizesse a mudança de 2 sonecas para apenas uma; aí voltou a dormir no seu horário convencional.

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Em outros dias, fazer o bebê dormir mais cedo também pode ajudar. O dia foi muito agitado e a soneca diurna prejudicada? Talvez valha a pena antecipar a hora de dormir em meia-hora (antecipar demais pode ser perigoso: o bebê pode acordar às 5 da manhã e não querer dormir mais!).

4) Tenha paciência
Se você já tentou de tudo e nada funcionou, saiba que grande parte dos problemas de sono se resolvem sozinhos depois que o bebê completa 2 ou 3 anos de idade. Nessa fase o bebê já tem uma maturidade cerebral muito maior e os ciclos de sono diurno e noturno estão bem mais estáveis. O que muitos pais contam, no entanto, é que o sono pode ser interrompido por outras causas, como o desfralde noturno ou pesadelos.

Pois é, quem sabe quando eles foram um pouquinhos maiores, rsrsrs… Mas não muito, porque mãe de adolescente também não dorme antes do filho chegar em casa!