Fralda biodegradável: nós testamos!

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Há tempos eu procurava uma alternativa interessante para mostrar às mamães que já demonstram uma preocupação ambiental no que se refere ao uso de fraldas descartáveis. Claro que todas nós sabemos que ao jogar no lixo uma fralda descartável convencional, estamos contribuindo para o acúmulo de materiais que demorarão muitos e muitos anos para serem degradados. Por outro lado, considero algo impensável para os dias de hoje o retorno às fraldas de pano. Confesso que eu só usaria em caso de extrema necessidade (se cuidar de um recém-nascido já é extremamente cansativo, imagine então tendo que lavar quilos e quilos de fraldas de tecido diariamente). Por isso gostaria de compartilhar com vocês minha experiência com a primeira fralda ecológica do mundo, biodegradável, e que está disponível no Brasil (aliás, esse não é um post pago!).

Comecei o teste das fraldas Wiona com minha filha Catarina há mais de uma semana. A primeira impressão já foi muito boa, pois a embalagem segue a mesma linha do ecologicamente correto: uma caixa de 100% papelão, sendo 90% do material reciclado. Além disso, a empresa informa que não usa tintas tóxicas. Ponto positivo para a Wiona!

Segundo ponto: a fralda é bem, bem macia mesmo por dentro. O acolchoamento é feito com celulose de bosques de reflorestamento (parece coisa de primeiro mundo, certo? E é, a fralda é feita na Alemanha e foi lançada em 2006) e o branqueamento não usa cloro (é feito com oxigênio). Com o uso da celulose, a marca consegue reduzir pela metade a quantidade do agente de absorção da fralda, que em muitas crianças causa alergia. Ou seja, além de ecológica e biodegradável (todos os seus componentes são degradados em até cinco anos), ela é hipoalergênica. Mais pontos positivos!

Terceiro ponto: a absorção. Usei tanto durante o dia como à noite, e não tive nenhum vazamento. É verdade que a fralda é grande, maior do que uma convencional, e é também mais grossa (minha impressão é que esquenta um pouco mais do que algumas fraldas convencionais), mas Catarina não se mostrou incomodada com isso. Quando a deixei por mais horas com a fralda, parecia que o bumbum não estava tão sequinho como eu encontrava com outras marcas top convencionais. Mas por outro lado não houve um vermelhinho sequer (mesmo sem creme anti-assaduras), impressionante. Ah, e os velcros são bons, dá para abrir e fechar várias vezes que ele continua colando.

Quarto ponto: o preço. Sim, ela é mais cara do que uma fralda convencional (cerca de R$65,00 o pacote com 40 a 48 fraldas, dependendo do tamanho). Mas eu ainda acho barata para o ganho ambiental que ela traz. E pode ser comprada em lojas físicas de algumas cidades e pela internet (com entrega para todo o país).

Quinto ponto: a preocupação social da empresa. A Wiona é parceira do maior hospital de pediatria do Brasil, o Pequeno Príncipe, em Curitiba. Conforme o desempenho de vendas, a empresa doa fraldas para recém-nascidos ali internados. Muito bom saber que a preocupação da Wiona vai além da sustentabilidade!

Minha conclusão pessoal: a fralda é boa mesmo (de novo, esse não é um publieditorial). Eu gostei bastante, recomendo para todas as mães com crianças que tenham alergia às fraldas descartáveis convencionais ou que se proponham a gastar um pouco mais em função de uma vida mais sustentável. Aprovada!!!

Para outras informações: Fraldas Wiona

 

 




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  1. A melhor fralda para o meu bebê - Mil dicas de mãe : Mil dicas de mãe | 7 de fevereiro de 2013
  2. De quantas fraldas seu filho precisa? : Mil dicas de mãe | 14 de abril de 2014
  1. Daniela disse:

    Excelente, Ní, excelente!!!

    Tem tamanho XG? E vc comprou como?

    Vou pesquisar para ver se encontro (afinal, o preço por fralda não é tão mais caro do que a pampers, não, viu???).

    Beijos!!!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Dani, essas fraldas eu recebi da própria Wiona para testar. E já pretendo comprar uma nova leva, pq gostei de verdade. Se você entrar no site deles vai ver uma série de lugares onde dá para comprar. É possível também pela internet (exemplo, no site da Baby.com.br). Os tamanhos dessa fralda são um pouco diferentes. Por exemplo, a que estou usando na Cacá vai de 7 a 16Kg. Bjs!

  2. Graziela disse:

    Já repassei esse post para o maridão… ver se ele aprova um experimento… rsssss

  3. Marília Mota disse:

    Bom saber que existe fralda descartavel biodegradavel. Mas discordo de você com relação a fralda de pano, elas estão muuuito diferentes, muito mais práticas (nada de alfinete, de ficar esfregando fralda) e muito mais bonita (pois é, elas sao estampadas). É só tirar o excesso de sujeira com água corrente, jogar na maquina, secar no sol e colocar no bebê. Nao precisa passar o ferro. Dá uma pesquisa no google (fralda de pano moderna). Com certeza valerá um post.

  4. Arielle disse:

    Descobri as fraldas Wiona poucos dias antes de minha filha nascer, depois de MUITA pesquisa. Infelizmente, o Brasil não admite a importação de muitos produtos interessantíssimos. Na minha opinião, a melhor de todas é a G-diapers, desenvolvida por um casal australiano, inspirado pelo nascimento dos filhos, que se degrada em 45 dias em compostagem, ou imediatamente se a parte interna for jogada no vaso sanitário. Entrei em contato até com o dono da Fábrica nos EUA, mas eles não tinham nenhuma previsão de comercializar com o Brasil. Mas, na falta G-diapers, a Wiona é excelente! Gosto muito do produto, mesmo sendo mais cara e exigindo mais trocas. Nem sempre consigo as do tamanho da Sofia, porque algumas vezes esgota no site. Para a Sofia, conclui que o ideal é comprar as mais próximas do peso máximo. Usei a fralda para o peso máximo de 6 kg até ela estar com pouco mais de 7 kg. Como a fralda é grande, fica mais certinha no corpo. Muito bom o post!!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ari, muito legal você dividir conosco sua experiência com a Wiona, e sua dica para usar a fralda mais certinha no corpo. Grande beijo!

  5. Calu Malavazzi disse:

    Estou experimentando as fraldas da Dipano e estou gostando muito, elas são super macias… Você pode também utilizar um forrinho na fralda (comprado separadamente) que é biodegradável para que as fezes fiquem contidas nele, depois é só jogá-lo fora. Consequentemente os panos absorventes acumulam mais urina e então fica mais fácil de lavar… As fraldas são um pouco caras, mas dizem que se fizer as contas a longo prazo sai mais barato que as descartáveis, fora que são ecologicamente corretas!

  6. Oi, Calu, muito bom saber da sua experiência. Fica aí mais uma dica para as leitoras do blog! Bjs

  7. Anja disse:

    Primeiro: Parabéns pelo lindo Blog!! Gostei.
    Estou usando fraldas de pano de diversas marcas no meu BB de 4 meses desde que ele nasceu.
    Entre eles: gDiapers, PopIn, TotsBots Bamboozle, Christine Bendel, Capri Cover, Kushies… O meu BB nunca teve assaduras (somente no hospital qd foi internado por 3 dias e teve de usar Pampers) e não uso cremes de prevenção de assaduras ou sabonetes nem hidratantes nele.
    Ele banha com agua morna todos dias conforme recomedação dos pediatras na Alemanha.
    Agora descobri um site Brasileiro e vou encomendar umas fraldas para testar. (babybio)
    Eu não tenho problemas com vazamentos nem com a lavagem das fraldas usadas.
    Recomendo muito!! Basta lavar na maquina todas fraldas de 3 em 3 dias (até lá guardo num balde com tampa) num programa com pre lavagem. Estou Poupando muito dinheiro pois tenho a possibilidade de vender as fraldas usadas pós uso na Alemanha no Ebay onde tem um valor altissimo de revenda.
    Acho as fraldas Wiona super interessantes mas também super caras e prefiro usar as descartaveis so em casos de emergência mesmo.

  8. Iva Duarte disse:

    a fralda mamy poko é boa ?

  9. Sérgio Sodré disse:

    Que maravilha, certo? Infelizmente, a história não é tão simples assim. Algumas empresas se “esquecem” de explicar, no material de divulgação, que as fraldas não são biodegradáveis em aterros sanitários, destino final da maioria delas. Não é que as fraldas não sejam biodegradáveis. Elas são. Mas precisam estar no ambiente adequado para que a decomposição aconteça de forma rápida. E aterros sanitários não oferecem esse ambiente, pois não há oxigênio e umidade suficientes. De que adianta descartar a fralda biodegradável junto com o lixo comum, dentro de um saco plástico convencional, para, literalmente, enterrá-la no aterro sanitário?

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