A festa mais famosa do Brasil pode ser uma dor de cabeça para as mães que além de pensar na fantasia precisam lidar com a opinião alheia. Às vezes os comentários podem nem ser na maldade, mas não custa darmos aquele toque, né? 

Mãe famosa ou não, solo ou comprometida, filho pequeno ou grande, todas elas já ouviram algumas perguntinhas e críticas disfarçadas de elogios na hora de cair na folia. Se organizarmos direito, cada um cuida da sua vida e nenhuma mamãe precisa se sentir culpada por aproveitar sozinha, com as amigas, ou do lado de alguém especial.

Nesse Carnaval, quem chamou nossa atenção no assunto foi a Rafa Brites. A repórter, apresentadora e influenciadora de Jornadas curtiu o Carnaval com fantasias e registros lindos no Instagram. Mãe do Rocco de três anos e casada com o jornalista Felipe Andreoli, ela aproveitou a rede social também para fazer um desabafo sobre esse julgamento alheio às mães e dar dicas de comentários que nunca (em hipótese alguma!) devem ser feitos. 

Veja abaixo.

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Com esse clique do bloquinho, a Rafa falou tudo em um desabafo na legenda

Reprodução Instagram

 

Confira a legenda abaixo e o post na íntegra.

“Sobre SER MÃE NO CARNAVAL (e no ano inteiro)

Pra começar… não é brincadeira, não é engraçado e a gente sofre muito com isso. “Onde está seu filho?” Não é algo que se diga a uma mãe!!! Nós não andamos o tempo todo com eles, como acontecia na época da barriga. Já pensou que o contrário não acontece? Quando encontramos um pai sem o filho, ninguém fica assustado, pois assume-se que ele está com a mãe. “Aêê! ganhou um vale night”… esse comentário é feito para ambos os sexos, sempre depreciativo, assumindo que aquela relação é possessiva. Para as mães, isso é ainda mais pesado, pois é como se ela tivesse sido “liberada” não só pelo marido, mas pelos afazeres domésticos e maternos também. E uma mãe de ressaca jogada no sofá? Não tem vergonha maior nesse mundo. Está no nosso subconsciente de que a responsabilidade pelos cuidados com as crianças está sempre nos ombros da mãe, nunca do pai ou de uma rede de apoio que ela possa ter.

Quem nunca ouviu “ué…mas você vai sozinha pro carnaval?”? Obviamente, por questão de segurança, a mulher ainda não tem o seu direito de ir e vir sem ser assediada ou importunada, mas essa cultura machista vem desde a época dos casamentos arranjados e dos dotes, quando a filha mulher tinha que sair sempre acompanhada de alguém da família que assegurasse sua pureza.

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Tem também aquela “nossa, seu corpo voltou, né?” É muita crueldade associarmos o ganho de peso gestacional com a ausência de um corpo, como se mudar a forma fosse perder a forma, entende? E como se o nosso corpo estivesse ali para ser julgado ou dissesse respeito a qualquer pessoa que não nós mesmas.

Aaaah, e pra encerrar, tem ainda o velho, “isso não é roupa de uma mãe que se preze” como se uma boa mãe precisasse se enquadrar em uma forma de vestir. Afinal de contas, Maria não é virgem? Nossa santidade não pode ser colocada em risco com qualquer exposição de sensualidade que seja.

Chato isso, né? Por isso é que muitas mulheres se identificaram com o meu vídeo.

Então, nesse carnaval vamos evitar esses comentários.

Ah! E levar esse aprendizado pro resto da vida.

Deixem as mães em paz na farra!!! #mãenafarra #carnaval #carnaval2020 📸: @agnews_oficial

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Além do textão maravilhoso e cheio de verdades. A réporter publicou também um vídeo com respostas geniais àquelas perguntinhas desnecessárias. Confira o post aqui.

E você? Qual a sua dica para driblar esses tipos de comentários?