Tipos de bullying: 8 tipos para ficar bem atento!

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Na escola, na família ou mesmo no trabalho. O bullying pode ocorrer em diversos cenários e em qualquer idade. Muitas pessoas imaginam que ele tenha sempre a mesma “cara”, mas a verdade é que existem diferentes tipos de Bullying. Por isso, é muito importante se informar sobre como o problema ocorre, assim como formas de prevenir e tratar os casos – seja seu filho a vítima ou mesmo o agressor.

É por isso que, a seguir, você confere os detalhes sobre 8 tipos de bullying, além de mais informações sobre o problema. Pois o assunto é sério, as consequências são graves e nós, pais, temos um papel fundamental nessa história. Confira e tire as suas dúvidas (e se tiver mais alguma ou quiser compartilhar uma experiência, me conta nos comentários, combinado?):

tipos de bullying

Imagem: 123RF

Como identificar os diferentes tipos de bullying?

– Bullying verbal: são as piadinhas, as fofocas… É o tipo mais comum de bullying. Há quem alegue que o bullying verbal se trata de piada ou brincadeira, mas é muito fácil diferenciar um do outro – se a vítima não acha graça e sofre, estamos falando de bullying.

– Bullying moral ou sentimental: tratam-se dos apelidos maldosos. Não se tratam de provocações, mas dos famosos apelidos que atacam os sentimentos da vítima. Eu, por exemplo, era chamada de Olívia Palito na infância, por ser muito magra. Pense e logo você se lembrará de muitas crianças que são chamadas com apelidos que destacam, de forma pejorativa, alguma característica (como o “quatro olhos”).

– Bullying psicológico: entre os tipos verbal e moral está o bullying psicológico, cuja principal característica é fazer com que a pessoa sempre se sinta culpada. Infelizmente pode ocorrer até numa relação entre pais e filhos.

– Bullying físico: esse bullying traz prejuízos físicos à vítima, que pode apanhar, ser presa, mordida ou sofrer qualquer outro tipo de ato violento. Para que um bullying físico se torne uma agressão (com punição prevista em lei, inclusive), não é preciso muito – fique atento.

– Bullying material: é quando o agressor destrói algum pertence da vítima, ou então o suja, estraga, joga em algum lugar inacessível…. É caracterizado pelo prejuízo material. Você imediatamente lembrou daqueles meninos terríveis dos filmes americanos, certo? Pois é, mas esse tipo de bullying acontece muito na vida real também.

– Bullying sexual: meninas que se desenvolvem precocemente estão entre as principais vítimas desse tipo de bullying. O agressor se aproveita quando a vítima está indefesa para atacá-la.

– Bullying virtual: mais conhecido como cyberbullying, esse tipo de bullying está se tornando cada vez mais popular por conta dos avanços das redes sociais. Ele mistura todos os tipos anteriores, mas tem um diferencial: o agressor se esconde atrás de um perfil (muitas vezes falso) na internet. E, a partir dele, zomba, cria fofocas ou até mesmo ameaça a vítima. Um dos grandes problemas do cyberbullying é que a fofoca, ou maledicência, ganha proporções enormes, pelo potencial de compartilhamento das redes sociais. Assim a vítima se sente exposta diante de dezenas, centenas e até milhares de pessoas.

– Bullying relacional: pode envolver todos os tipos anteriores, com a diferença de que quem o pratica são pessoas que fazem parte do círculo de amizade da vítima. A manipulação, a exclusão e o uso da amizade como moeda de troca são suas práticas mais comuns. E a saber – um estudo mostrou que esse tipo de bullying é o mais prejudicial de todos (vale realmente ler a matéria).

Quais os riscos desses tipos de bullying?

Como vimos no tipo físico, o bullying pode ferir fisicamente ou mesmo destruir bens materiais da vítima. Mas o maior problema estão nas consequências psicológicas. Quando a criança é vítima do bullying psicológico, por exemplo, é possível que desenvolva mania de perseguição, por se sentir sempre culpada. Sem contar o risco de depressão, comum em todos os casos.

Outro perigo sério é o desenvolvimento de automutilação e outros distúrbios como anorexia e bulimia, especialmente nas vítimas atacadas por suas características físicas. Há casos de bullying que terminam de forma mais séria, com suicídio da vítima (veja um caso recente aqui). Por isso não podemos fechar os olhos para o problema.

Todos nós podemos (e devemos) prevenir

Um dos principais locais em que o bullying ocorre é dentro da escola, e há pediatras que dizem que o primeiro passo para tratar e prevenir novos casos é admitir que a escola é um ambiente passível de bullying, já que reúne crianças de tantas vivências diferentes. Por isso, é importante que escola e família estejam juntas, e que os pais se sintam à vontade para discutir o assunto em reuniões com outros pais, professores e coordenadores.

A escola também tem um papel muito importante no sentido de promover atividades contra a prática. Um exemplo que está sendo bastante difundido é o uso de caixas de sugestões, em que os alunos podem escrever, anonimamente, suas opiniões e críticas. Como muitos têm receio de expor que estão sofrendo bullying (sejam eles mesmos a vítima ou então algum colega), a medida é útil para que eles se sintam mais à vontade para relatar casos, uma vez que a denúncia é fundamental para tratar o problema.

Propor atividades lúdicas (como a dessa professora) exemplificando por que bullying não é legal é mais uma importante forma de prevenção.

Já em casa, a principal recomendação é que os pais observem os seus filhos. Se notar algum comportamento estranho na criança, como os descritos acima, converse com ela. Mas tenha o cuidado de fazê-la se sentir segura e acolhida, do contrário pode ser que ela não conte o que está acontecendo.

Caso seu filho admita que está sendo alvo de bullying na escola, leve o fato ao conhecimento da direção/coordenação. Embora muitas crianças peçam que os pais permaneçam em silêncio (com medo de sofrerem represália do agressor), é importante que essa conversa aconteça, para evitar que o comportamento de bullying seja perpetuado. Converse com seu filho e explique que outras crianças podem estar sofrendo o mesmo, e que contar é o primeiro passo para que o problema seja resolvido para todos.

Como pais, ainda devemos prevenir novos agressores. Para isso, é importante saber que a prática de bullying está associada, em muitos casos, à falta de limites. Portanto, se o seu filho for autor desse comportamento, exponha a ele que você não tolera esse tipo de atitude e, se possível, converse com a escola para trabalharem em conjunto. Elogiar as crianças é fundamental para estimular a autoconfiança, porém, ela não deve ser confundida com tolerância excessiva. O ideal é manter o diálogo e tratar o assunto com seriedade. E se necessário, também adotar punições (sem castigos físicos ou hostis, evidentemente – eu falo mais sobre o assunto aqui).

E, claro, mais um aspecto extremamente importante é a informação. Conhecer os tipos de bullying é uma ferramenta valiosa para compreender que o comportamento mais recluso do seu filho pode não ser à toa, mas sim ter um motivo bem complexo por trás. Identificando casos e falando mais sobre o assunto podemos, juntos, unir forças e mudar nossas crianças. Assim temos chance de formar uma sociedade em que as diferenças não são motivo de piada e sofrimento, mas, sim, de uma rica diversidade e trocas construtivas! Vamos nessa?


 



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