Descobri as mamadeiras de fluxo lento pouco depois do parto. Aqui eu conto como elas foram fundamentais para que eu continuasse amamentando!

Catarina mamou exclusivamente no peito apenas até completar um mês de vida. Ela chorava muito (descobri depois que, no fim do dia, quando minha produção de leite diminuía, a coitadinha chorava de fome), ganhava peso, mas com dificuldade. Então a pediatra sugeriu que fosse associado um complemento ao aleitamento materno. E eu, mãe de primeira viagem, que sabia o quanto era importante que ela continuasse mamando no peito por mais alguns meses, entrei em pânico. Chorei o dia inteiro da introdução do complemento, pensando que em pouco dias minha filha estaria mamando exclusivamente na mamadeira. Se você está passando pelo mesmo e sentindo uma grande frustração, veja esse post aqui, no qual eu conto mais sobre a experiência, e falo sobre culpa de mãe. Até então ninguém havia comentado comigo sobre as mamadeiras de fluxo lento.

Apresentar a mamadeira a ela foi um processo tenso. Peguei todas as mamadeiras de 0 a 6 meses que ganhei no chá-de-bebê (eram ótimas, das melhores marcas), mas a cada mamada Catarina engasgava, regurgitava o leite, e no final tinha mais complemento perdido do que realmente ingerido. Percebi que o grande problema era que o fluxo da mamadeira era bem mais intenso do que o do peito, a que ela estava acostumada. Disso resultava a dificuldade em mamar. Também me preocupava com a fala de outras mães que eu conhecia: que depois de se acostumar em não fazer esforço tomando a mamadeira, a pequena passaria a recusar o peito, que exige muito mais força de sucção.

Veja também: Como consegui manter a amamentação, mesmo dando complemento.

Foi então que decidi pesquisar e descobri as mamadeiras de fluxo lento, ou baixo fluxo. E REALMENTE eu indico para mães que precisarem complementar o leite materno quando o bebê ainda é muito novinho. Na primeira vez em que dei essa mamadeira ela tomou todinha, sem cair uma gotinha de leite para fora (que maravilha!). Parou de engasgar e o que achei melhor de tudo: ela tinha que fazer uma BAITA força para sugar. Como no peito. Conclusão: sabe aquela história de que o bebê larga o peito porque acha a mamadeira muito mais fácil de sugar? Comigo não aconteceu; Catarina mamou até completar 9 meses, para minha felicidade.

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No Brasil, sei que estão disponíveis duas mamadeiras de baixo fluxo de boas marcas: a Airflex (da Avent Phillips) e a Ultivent (da MAM – veja aqui onde encontrar). Catarina usou a da MAM, mas amigas que usaram da Avent também gostaram muito. Ambas têm sistema anti-cólica (esqueça as mamadeiras sem sistema anti-cólica, o bebê engole muito ar, regurgita mais e sofre bastante). E conforme o bebê cresce, há a possibilidade de mudar o bico, aumentar o fluxo e usar como uma mamadeira convencional. Desvantagem: são mais caras (mas valeram cada real que eu gastei).

 

Essa foi a mamadeira que Catarina usou, a Ultivent da Mam (também chamada de First Bottle). Acho importantíssimo lembrar que a Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno até os 2 anos de idade, e sou super favorável a isso. Mas pensando nas mães que por algum motivo precisam complementar a mamada, compartilho essa dica.

Outra opção é a Airflex da Philips Avent, que é a escolhida por muitas mães. Também apresenta fluxo lento. Veja aqui onde encontrar.

Se for comprar mamadeiras de fluxo lento, leve também algumas já com tamanho maior (260mL). Por mais que no começo o bebê mame pouco, depois ele cresce e a mamadeira pequena (125mL da Avent ou 160mL da MAM) não dá conta da mamada com leite, você só usará para água ou suco.

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