Teste do Quadril no bebê: entenda por que é importantíssimo!

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Embora seja um dos menos conhecidos testes feitos na maternidade, o Teste do Quadril é mais um exame importantíssimo para a detecção precoce de anormalidades no bebê. O procedimento ainda não é obrigatório em todo o país, mas pode ser solicitado pelos pais e realizado horas depois do nascimento, assim como o Teste do Pezinho e outros.

O Teste do Quadril é útil para o diagnóstico de problemas sérios, como doenças relacionadas à Displasia do Desenvolvimento dos Quadris (DDQ). A seguir, eu conto mais sobre o exame. Confira:

Imagem: 123RF

Como funciona o Teste do Quadril?

Para a realização do Teste do Quadril (também chamado de Teste de Ortolani), o pediatra neonatal faz manobras específicas (os “movimentos de Ortolani”) nas perninhas e no quadril do bebê. O teste é feito delicadamente, com o bebê sem roupas e deitado na maca, em ambiente aquecido.  O neonatologista realiza então movimentos de abrir e fechar as pernas e de rotação do quadril. Com essa manobra, é possível observar se o bebê nasceu com o quadril luxado ou instável (que é a Displasia do Desenvolvimento dos Quadris). Estalos durante o procedimento podem indicar alguma normalidade – e no caso de desconfiança, o recém-nascido é encaminhado para fazer testes mais específicos.

O Teste do Quadril não dói e sua realização é fundamental, uma vez que a DDQ, quando diagnosticada precocemente, é tratável de maneira rápida e as chances de sucesso são altas. Por outro lado, se a displasia for detectada tarde (como no momento em que o bebê começar a andar), o problema pode se estender à vida adulta causando outras complicações sérias, como encurtamento do membro, dor e osteoartrose (um tipo de artrite, sem cura).

Quando é necessário fazer?

O período recomendado para a realização do Teste do Quadril é nas primeiras horas, dias ou no máximo semanas de vida do bebê. Não se esqueça de fazer a solicitação do exame, pois não é obrigatório (por enquanto, a obrigatoriedade se aplica somente a alguns estados, como Roraima e Amazonas).

Cerca de um em cada 1.000 recém-nascidos pode nascer com o quadril luxado e cerca de 10 em 1.000 com o quadril subluxado (instável). Ou seja, a DDQ é bastante comum, sendo considerado um dos principais problemas congênitos presentes em recém-nascidos.

E como é o tratamento da displasia detectada com o Teste do Quadril?

O tratamento é bem mais simples se realizado nos primeiros 6 meses de vida do bebê. Nessa fase, é usado um dispositivo com tiras estabilizadoras chamado suspensório de Pavlik. A criança usa por alguns meses e em cerca de 95% dos casos apenas essa utilização resolve o problema.

Após os 6 meses o suspensório de Pavlik não tem ação, e o tratamento é feito com gesso. E depois da criança completar um ano, o tratamento é cirúrgico, e não resolve todos os casos. Por isso o Teste do Quadril ao nascimento é importantíssimo!

Para mais informações, veja a matéria do Ministério da Saúde sobre o teste do quadril aqui.


 



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