Picadas de bichos peçonhentos (sim, podem acontecer!): saiba o que fazer e como se proteger

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Eu não sei se vocês sabem, mas o número de acidentes com animais peçonhentos (venenosos) vêm aumentando no Brasil – de acordo com dados do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, entre 2003 e 2013 foi registrado um crescimento de 114,5% desses casos. Embora não seja um fato tão comum para quem mora em cidade grande é importante estarmos atentas: as mães de áreas onde esses bichos vivem sabem que não podemos ignorar o problema (e mesmo na cidade de São Paulo, fiquei sabendo outro dia, conversando com uma amiga, que em seu bairro estava ocorrendo uma multiplicação enorme de escorpiões! Acreditem!).

Por isso, para o post de hoje, achei importante falar sobre como você pode identificar essas picadas (em algumas, o sinal da lesão não fica evidente, e outros sintomas precisam ser notados) e fazer os primeiros socorros, porque algumas dessas notificações, infelizmente, resultam em óbito (pois é, estamos falando de um assunto muito sério!). Se você está pensando em viajar com a família está aqui mais um bom motivo para se informar, caso a experiência passe por um encontro “inesperado” com esses animais. Vem saber quais cuidados devem ser tomados e como se proteger:

Imagem: 123RF

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Quais os primeiros socorros em casos de picadas de animais peçonhentos?

Se possível, coloque o membro atingido em uma posição mais elevada em relação ao restante do corpo, e lave o local apenas com água e sabão. Outros cuidados muito importantes em relação às picadas de animais peçonhentos é não fazer torniquete no local (ou seja, amarrar a região atingida), nem sugar o ferimento com a boca, e menos ainda, aplicar qualquer tipo de substância (só está liberado água e sabão). A criança também deve ser hidratada com goles constantes de água.

Lembrando que as medidas citadas acima se referem apenas aos primeiros socorros, que devem ser tomados de imediato. Além disso, rapidamente, o pequeno deve ser encaminhado a uma unidade de saúde. Lá os médicos analisarão a picada e indicarão (ou não, depende do caso) soros antipeçonhentos, que são disponibilizados gratuitamente em todo país pelo SUS.

 

Como eu sei que o meu filho foi picado?

Caso você não veja o momento da picada, ou o animal por perto (as crianças podem ser atacadas dormindo ou no meio de uma brincadeira), fique atento se o filhote reclamar de dor, coceira ou apresentar manchas e inchaços pelo corpo. Vale destacar ainda que a picada de alguns bichos não resulta em sintomas de imediato (pode levar algumas horas para manifestação). Mas é importante ficar atento e, ao notar alguma queixa (que, em caso de picada de cobra, pode ser ainda sensação de formigamento, dificuldade em manter os olhos abertos e mesmo vômitos e diarreia) da criança, ir a uma unidade de saúde verificar o que se trata.

 

Tem como se proteger?

Claro, e a proteção é a melhor forma de evitar problemas maiores. Primeiramente, a limpeza e verificação constante do ambiente são fundamentais para assegurar que esses animais não estejam por perto. Especialmente em épocas de chuvas, bichos peçonhentos procuram novos abrigos, e podem acabar dentro de casa. Por isso, evite acumular lixos e entulhos e mantenha os armários em ordem (ambientes escuros e úmidos são os preferidos de aranhas e escorpiões, fique de olho! Por esse motivo também, bater os sapatos antes de calçá-los é mais uma medida preventiva, pois os bichos podem se esconder lá dentro).

Ainda sobre os armários, especialmente nos estados da região sul, é comum a incidência de aranhas marrons, que podem se esconder entre roupas de cama ou mesmo de vestuário. Certifique-se antes de pegar alguma peça, pois a picada acontece quando o animal é comprimido (ou seja, ao vestir uma peça em que ela esteja ou ao deitar na cama para dormir, principalmente).

Ralos, buracos na parede, assoalhos e rodapés também devem permanecer vedados, para evitar invasões. Mais um cuidado importante, se for mexer na terra com a criançada: assegure-se de que todos estejam com luvas e botas (especialmente em áreas rurais, onde a incidência desses animais é maior, por ser o habitat deles).

Aliás, se for viajar, especialmente para hotéis-fazenda ou praias, certifique-se do endereço da unidade de saúde mais próxima, para casos de emergência.

 

Quais os animais mais perigosos?

Cobras, aranhas, escorpiões, taturanas e lagartas estão entre os animais peçonhentos de maior incidência no Brasil. Eles injetam seus venenos nas vítimas pelo ferrão, dente, aguilhão ou cerda urticante (os “pelinhos” das taturanas e aranhas, por exemplo). Como já foi dito, esses bichos se concentram mais em zona rural, mas, com a expansão urbana cada vez maior, não está sendo difícil encontrá-los nas cidades. Por isso, o ideal é se proteger e se manter informado sobre a incidência de acidentes na região em que você mora (há épocas específicas em que acontecem alguns “boons” de casos, é bom saber para redobrar a atenção!).




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