Você já ouviu dizer que, enquanto amamenta, a mãe não pode engravidar novamente? Existe um certo sentido nessa afirmação, mas é importante dizer que esse não é um método contraceptivo seguro, e há a chance de uma nova gestação acontecer (tanto que conheço muitas mães que engravidaram dessa forma!). Por isso é importante se precaver e saber qual é o tipo de anticoncepcional que pode ser usado durante a amamentação, assim como outras formas de contracepção liberadas para essa fase.

Eu não sei se você sabe, mas nem todos os anticoncepcionais podem ser utilizados pelas lactantes (mulher que amamenta). A seguir eu conto quais são os liberados, os proibidos, mas recomendo que você bata um bom papo com seu ginecologista sobre o assunto. Afinal, é ele quem saberá fazer a indicação mais precisa para o seu caso.

Imagem: 123RF

Quais anticoncepcionais eu NÃO posso usar durante a amamentação?

As pílulas anticoncepcionais que contêm estrogênio não podem ser usadas pela mãe que amamenta. Isso porque esse hormônio diminui a produção de leite materno e, portanto, prejudica a alimentação do bebê. Como a maior parte das pílulas convencionais possuem estrogênio, é necessário ficar atenta à opção que for comprar.

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E quais eu posso usar?

Já que o estrogênio não pode ser consumido, a dica é que as lactantes procurem alternativas contraceptivas que contenham somente progesterona. Existem pílulas que levam apenas este hormônio na composição e, outras – as chamadas minipílulas -, que possuem uma quantidade reduzida de estrogênio, e podem ser utilizadas também.

A mesma regra vale para a pílula do dia seguinte (procure as compostas apenas por levonorgestrel, que é a progesterona sintética). E lembre-se que a sua indicação é somente para casos de emergência (como quando a camisinha furar, por exemplo).

Ainda falando em hormônios, existem injeções e o DIU (dispositivo intrauterino) que a mulher pode usar (mas também em versões que contenham apenas progesterona!). No caso do DIU, há ainda a opção sem hormônio, que funciona somente como uma barreira física (pois se trata de um instrumento que fica dentro do útero), mas que também já é útil na tentativa de obstruir a passagem de espermatozoides.

Uma vantagem dessas alternativas é que, tanto a injeção quanto o DIU, tratam-se de contracepções mais duradouras. Diferentemente da pílula, a mulher não precisa ficar lembrando todos os dias de usá-los. A injeção deve ser tomada de três em três meses e, o DIU, pode durar até 10 anos dependendo do modelo (e deve ser colocado pelo ginecologista).

Para completar as opções de contraceptivos, o casal ainda pode contar com a camisinha. Disponível nas versões masculina e feminina, a principal vantagem deste contraceptivo é a ausência de efeitos colaterais e, ainda, a proteção contra DSTs (as doenças sexualmente transmissíveis).

E, para aqueles casais que decidirem que não querem mais engravidar, existem ainda os métodos definitivos, de esterilização, que são a vasectomia para os homens e a laqueadura para as mulheres. Tratam-se de cirurgias que interferem na passagem das células sexuais, evitando a fecundação.

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Tem como não engravidar durante a amamentação sem contraceptivos?

A amamentação funciona como uma contracepção natural somente quando realizada de maneira exclusiva e, ainda, com intervalos curtos (entre três ou quatro horas entre uma e outra). É preciso ficar atenta que, conforme vai sendo mais espaçado o tempo entre as mamadas, o risco de engravidar vai aumentando.

Por isso, após o primeiro mês do bebê, já é indicado que a mulher procure o ginecologista para definirem qual o melhor método anticoncepcional para ser utilizado nesse período. Uma alternativa que garanta a contracepção e, também, preserve a saúde de mãe e filho.

Lembrando que os médicos recomendam uma espera de, pelo menos, seis meses para a mulher que teve um parto normal engravidar novamente. Já para quem teve bebê por meio de cesárea, a indicação é de nove meses. Esse intervalo é necessário para o organismo se recuperar do parto e estar preparado para receber uma nova criança.