Quanto tempo seu filho passa no celular? Veja as recomendações da OMS

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Cada vez mais cedo, a tecnologia faz parte da rotina das nossas crianças. Essa nova ferramenta pode oferecer conteúdos muito bacanas aos pequenos, porém é preciso haver cautela. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas recomendações e soltou um alerta: crianças de até 5 anos não devem passar mais de uma hora por dia em frente às telas.

Para bebês com menos de 12 meses, a recomendação é ainda mais restrita: os pequeninos não devem passar nem um minuto na frente de dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets e até mesmo a televisão.

Mas por que essas restrições? Proteger a saúde dos nossos pequenos. Por meio das novas recomendações, o objetivo da OMS é auxiliar no combate ao sedentarismo para prevenir problemas cada vez mais crescentes nas crianças, como o sobrepeso e as complicações que ele acarreta.

A seguir, você confere com mais detalhes as recomendações do órgão.

Imagem: 123RF

Recomendações de acordo com a idade

0 a 12 meses

O que deve ser feito: essas crianças devem permanecer fisicamente ativas várias vezes ao dia. Levando em consideração a idade, é possível mantê-las ativas com brincadeiras interativas no chão (a OMS também recomenda pelo menos 30 minutos em posição de bruços, repartidos ao longo do dia, quando o bebê estiver acordado). Já em relação ao sono, nessa idade os pequenos de 0 a 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono e, os de 4 a 11, de 12 a 16 horas (nessa quantidade também entram cochilos, contanto que sejam de boa qualidade).

O que deve ser evitado: os dispositivos eletrônicos não são recomendados nessa faixa etária. Mais uma restrição é em relação ao período de inatividade, que não deve ultrapassar uma hora seguida (ou seja, o pequeno não deve passar mais de uma hora dentro do carrinho, em cadeiras ou no colo). Em momentos de inatividade, a recomendação é que o cuidador leia ou conte histórias ao bebê.

1 a 2 anos

O que deve ser feito: ao longo do dia, essas crianças devem passar ao menos 180 minutos fazendo atividades físicas, em qualquer intensidade. Isso inclui, claro, as brincadeiras! “O que realmente precisamos fazer é trazer de volta o brincar para as crianças. Trata-se de fazer a mudança do tempo de sedentarismo para o tempo de brincadeira”, afirma Juana Willumsen, especialista da OMS. O propósito, segundo ela, também é proteger o sono. Esses pequenos devem ter de 11 a 14 horas de sono de boa qualidade (incluindo sonecas). A organização ainda recomenda que essas crianças mantenham horários regulares para dormir e acordar.

O que deve ser evitado: a restrição de uma hora seguida de inatividade também vale nessa idade. Os dispositivos eletrônicos devem ser apresentados somente depois dos dois anos, sendo que o tempo em frente às telas não deve ser superior a uma hora. A recomendação de leitura também permanece nessa faixa.

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3 a 4 anos

O que deve ser feito: os 180 minutos diários de atividade física permanecem, mas pelo menos 60 minutos devem envolver atividades de intensidade moderada a elevada (repartidas ao longo do dia). O sono deve ter duração de 10 a 13 horas, mantendo horários regulares para dormir e acordar.

O que deve ser evitado: além de não ficarem contidas por mais de uma hora seguida, essas crianças também não devem permanecer sentadas por longos períodos, e o tempo em frente às telas não deve exceder uma hora. Mais uma vez, em momentos de inatividade a recomendação é que alguém leia para o pequeno.

Ainda de acordo com a entidade, o impacto que os dispositivos eletrônicos provocam na nossa saúde ainda é desconhecido. Contudo, as restrições referentes ao tempo de exposição das crianças às telas referem-se ao período de inatividade que ele acarreta. A ideia é que, ao invés de passar um tempo passivo, apenas olhando para a tela do smartphone, a criança pratique mais atividades físicas (e sem contar que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos prejudica o sono).

“É claro, todos nós usamos aparelhos eletrônicos para trabalho, usamos em escolas para aprendizagem, estamos usando em casa para educação. Trata-se de gerenciar o uso dessas ferramentas valiosas e dar atenção aos benefícios e aos riscos”, destacou Fiona Bull, gerente de programa do Departamento de Prevenção de Doenças Não Transmissíveis da OMS, na divulgação do documento.

Vamos tentar aplicar em casa? Eu sei que não é fácil (não mesmo, sobretudo em famílias com um único filho, que depende de você para brincar acompanhado), mas certamente podemos fazer melhor do que estamos fazendo hoje!


 



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