Bullying entre irmãos também é prejudicial

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Quando falamos em bullying, qual é o primeiro ambiente que você imagina? Para muitas pessoas é a escola. Afinal de contas, estamos falando de um espaço onde se reúnem pessoas diferentes ao longo de várias horas por dia. Contudo, você já parou para pensar que sua casa também pode ser um espaço para bullying entre irmãos?

Imagem: 123RF

Embora receba menos atenção do que o bullying praticado entre colegas, o bullying entre irmãos também é uma realidade – e, assim como o primeiro, pode resultar em consequências graves.

Quem chama a atenção para o assunto é a pesquisadora Corinna Turker, da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos. Em um estudo publicado na Pediatrics junto a outros pesquisadores, Corinna revelou que a saúde mental de crianças e adolescentes pode ser comprometida quando eles sofrem bullying em casa por parte dos irmãos, seja por meio de agressão física ou verbal.

A seguir, entenda melhor o estudo e suas conclusões.

O que o estudo revelou?

A pesquisa analisou dados de cerca de 3.500 jovens entre 10 a 17 anos e adultos que cuidam de crianças entre 0 e 9 anos. De acordo com as informações recolhidas, um terço dessas crianças e adolescentes havia sofrido agressões físicas ou verbais de seus irmãos só no último ano.

Como resultado, aqueles que sofreram agressões significativas (aqui, de acordo com os pesquisadores, entram agressões tanto psicológicas como físicas, leves ou graves, que é quando uma das partes sai machucada) relataram maior sofrimento à saúde mental. Eles apresentaram níveis mais elevados de ansiedade, raiva e até mesmo depressão.

Conclusões

“É certo que as crianças que crescem em um mesmo lar sempre vão brigar, afinal elas estão dividindo o mesmo espaço e os mesmos recursos. Mas existe diferença entre conflitos construtivos e destrutivos”, escreveu Corinna em um artigo à revista Galileu.

Ela esclarece que enquanto os conflitos construtivos passam pela negociação, os destrutivos (analisados no estudo) englobam desde agressões físicas mais sutis (como chutar e morder) até aquelas em que um irmão é machucado, xingado, excluído ou tem algum objeto roubado ou destruído pelo outro.

De acordo com a pesquisadora, os pais devem observar seus filhos. Se os irmãos costumam brigar com frequência, em discussões com a clara intenção de um humilhar o outro – e sempre o mesmo for a vítima – é necessário atenção.

“Se uma discussão entre irmãos cair para o lado da agressividade, seja física ou verbal, os pais devem intervir e encarar a situação como uma oportunidade para ensinar técnicas de resolução de conflitos”, conclui Corinne em seu artigo.

Para ajudar a levar o tema bullying para dentro de casa e fazer as crianças refletirem sobre suas consequências, essa técnica ensinada por uma professora pode ajudar. Precisamos esclarecer nossos filhos, para evitar não só as discussões em família, mas também prevenir futuros agressores fora de casa


 



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