E se fosse seu filho? Campanha convida pais à reflexão

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Já imaginou se a sua família não quisesse passar o Natal com seu filho? Se alguém instruir o filho a não chegar perto do seu? E se outra pessoa disser que não gostaria que o filho dela dividisse a sala de aula com o seu? Podem parecer histórias estranhas e absurdas mas, infelizmente, muitas mães de crianças com deficiência já passaram por momentos assim com suas crianças.

Imagem: 123RF

Mas, para mudar essa realidade, elas decidiram se unir. E se uma mãe sozinha já é capaz de atitudes incríveis, das quais até ela mesma duvida, quando várias mães se juntam o resultado só pode ser surpreendente, não é mesmo? Por isso o movimento “E se fosse seu filho” (#esefosseseufilho) está tendo uma grande repercussão! Um grupo de mães de crianças com deficiência se mobilizou para tentar trazer mais empatia aos seus filhos e reforçar a importância da inclusão. Assim nasceu a campanha, que ganhou a adesão de famosos e já reúne mais de 7 mil seguidores no Instagram, além de milhares de compartilhamentos pelas redes sociais e WhatsApp.

A ação reúne vídeos de personalidades conhecidas narrando depoimentos reais de mães, que compartilharam momentos que vivenciaram com seus filhos, infelizmente ainda repletos de preconceito por parte de outras pessoas. É por isso que ao final de cada vídeo vem a pergunta: e se fosse seu filho? A ideia é sensibilizar os espectadores e convidar a todos para refletir.

Confira alguns depoimentos (eu fiquei emocionada com todos, mas literalmente arrepiada com o da atriz Betty Gofman, que falou sobre o dia em que a polícia bateu em sua porta, chamada por sua vizinha, que não “suportava mais” os gritos do seu filho. Quando o policial percebeu que o menino era autista, quase se desculpou por estar lá). Veja e me conte se não é de ficar com lágrimas nos olhos!

Este é um depoimento real da Natasha Freitas, do canal Meu Dia com Antônio. O filho dela nasceu com Síndrome de Down

Para acompanhar as ações da campanha, que teve início no final de 2018, siga a página do Juntos no Instagram (@juntos_grupo). O Grupo Juntos nasceu no Rio de Janeiro, organizado pela professora de educação física Andrea Apolonia, mãe da Rafaela, de 19 anos, que nasceu com Síndrome de Angelman.

Em entrevistas, Andrea contou que durante a adolescência da filha elas sempre faziam tudo sozinhas, sem outras companhias. Foi então que, em 2016, ela decidiu criar o Grupo Juntos, formado por mães e familiares de pessoas com deficiência para criar uma rede de apoio.

Independente, o grupo deve seguir com mais ações de conscientização para esse ano. Por enquanto, vale acompanhar o que já foi produzido e compartilhar com outras pessoas para, juntos, conquistarmos uma sociedade muito mais inclusiva a todos os nossos filhos!


 



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