Sabe aquela criança educada, que chega a um ambiente e, sem que a mãe precise falar um “A”, cumprimenta a todos com um sorriso no rosto e um jeito muito elegante de se colocar? Pois eu acho lindo! Eu olho para esses pequenos e, no fundo, queria que minha filha fizesse a mesma coisa. Mas, até pouco tempo atrás, Catarina se mostrava exatamente o contrário: a criatura mais teimosa do mundo, que fazia de tudo para não cumprimentar as pessoas (com raríssimas exceções).

E não pensem que isso só acontecia com quem ela não conhece (o que seria até compreensível): o problema está em não querer dizer “olá”, nem dar um abraço nas pessoas mais próximas – avôs, tios… Que chegavam de braços abertos e eram deixados literalmente no vácuo. E aí vinha a briga: de um lado eu, tentando fazer com que ela seguisse as convenções sociais da boa educação; de outro ela, que percebia que aquilo me irritava e insistia na teimosia, para testar meu limite.

menina emburrada

Mas nem sempre foi assim: com alguns meses, Catarina era o bebê mais simpático do universo. Distribuía sorrisos, dava tchauzinho até mesmo mesmo para os desconhecidos. Só que ela foi crescendo: veio a fase de ficar envergonhada (quando já percebia que existiam pessoas mais e menos próximas de seu círculo de convivência), do “terrible two” (com gritos e esperneios – não dava para chegar nem perto), e a recente: um pouco mais civilizada, mas ainda longe daquela criança que sai correndo para encher vovô e vovó de beijos.

Publicidade

Pois outro dia uma amiga me deu uma dica interessante, que tem surtido efeito por aqui – por isso quis compartilhá-la com vocês. Seguindo essa sugestão, ao invés de falar pela centésima vez para que ela desse um abraço nos familiares, deixei que ela se comportasse como sempre (ou seja, esquivando-se do cumprimento), sem fazer qualquer comentário. Alguns minutos depois, quando ninguém mais esperava que ela agisse educadamente (ou seja, quando ela não estava mais chamando a atenção das pessoas com esse comportamento) a chamei de lado e expliquei, de maneira simples e direta, que crianças educadas param para cumprimentar os mais velhos quando chegam a um determinado local (e que, se ela queria ser educada, deveria fazer exatamente isso). E mais: que as pessoas ficariam muito felizes com sua atitude.

Por incrível que pareça, ela disse ter entendido, e foi imediatamente cumprimentar a todos os presentes. E nas vezes que se seguiram, e em que eu conversei com ela da mesma forma, o resultado foi o mesmo. Enfim, fica como dica para as mães de pequenos “ardidos”! Por aqui o segredo foi não me estressar, falar com a pequena separadamente e esperar um pouco para agir, para que o diálogo não virasse mais um braço de força.