Eu tenho olhos claros, herdados de minha avó paterna e meu avô materno. E quando minha filha Catarina nasceu, obviamente eu tinha uma curiosidade enorme para saber se ela também teria olhos verdes. Meu marido tem olhos castanhos, e eu sabia que a maior probabilidade era de que a pequena também tivesse.

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Catarina nasceu, como quase todos os bebês, com olhos acinzentados, levemente azuis. E eu passei meses me perguntando: “será que os olhos da minha filha ainda mudam de cor”? A resposta só veio depois do seu primeiro aniversário, pois até lá eu sabia que modificações no tom de sua íris poderiam acontecer.

Explicando: a íris é a parte colorida do olhos – aquela que identificamos quando dizemos que um olho é azul, verde ou castanho. Em seu centro fica a pupila – a “bolinha” preta, que é um orifício regulador da quantidade de luz que entra no olho. A cor da íris é dada pela quantidade de melanina presente ali – o mesmo pigmento que dá a cor da pele e dos cabelos de um indivíduo.

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Como no interior da barriga da mãe o feto é exposto a uma quantidade mínima de luz, a produção de melanina no recém-nascido é mínima, e aumenta sensivelmente nos primeiros meses de vida. Assim, o olho do bebê nasce azul ou cinza (com pouca melanina), e pode mudar de cor durante o primeiro ano, de acordo com o que está programado em sua genética.

Se a produção de melanina continuar pequena, os olhos do bebê se manterão claros (azuis, com quantidade mínima de melanina, ou verdes, se uma quantidade um pouco maior do pigmento for produzida). E se a produção de melanina for grande, os olhos serão castanhos ou pretos.

Por parte de pai, tenho vários primos com olhos claros. Com exceção de um, todos nasceram com olhos azuis, que se transformaram em verdes no primeiro ano de vida. E para quem ficou curioso, eu conto: Catarina tem os olhos iguaizinhos aos meus!

Veja também: calculadora prevê como será a cor dos olhos do bebê.