Quando Catarina nasceu e eu me vi no olho do furacão, dormindo no máximo uma hora e meia sem interrupção, com os braços cansados de tanto embalá-la, eu pensei que nunca, jamais, em tempo algum teria saudades dessa fase. E essa sensação durou bastante tempo – até o segundo aniversário da pequena, eu de fato não sentia vontade de voltar no tempo para reviver as situações que uma mãe de recém-nascido conhece bem.

Dizem, no entanto, que o tempo tem a capacidade de apagar as dificuldades e só deixar na memória os bons momentos. E não é que foi exatamente o que aconteceu comigo? Hoje, aos três anos de Catarina, eu sinto saudades de muitas coisas vividas naqueles primeiros meses, a ponto de me pegar folheando os álbuns para sentir a emoção que me despertavam novamente. Será que vocês se sentem da mesma forma?

1) De amamentar: de longe, a maior saudades que sinto. Saudades de colocar minha filha no colo, de segurar sua mãozinha, enquanto ela recebia o melhor de mim – leite e amor. E imagino que as mães que não conseguiram amamentar, mas que participaram ativamente da nutrição de seus filhos de uma outra forma, também sintam o mesmo. Nutrir um filho é doação, é proteção, é cuidar para que ele cresça feliz.

2) Das mãos e pés: acho que eu passava pelo menos uma hora por dia beijando as mãozinhas e pezinhos de Catarina. Tão delicados e ao mesmo tempo tão fortes! Sorte que cresceram rapidamente, pois correram sério risco de serem mordidos, por tanta fofura!

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Imagem: Adrian Dreßler via Compfight cc

Imagem: Adrian Dreßler/Creative Commons

3) Das novidades diárias: em nenhum outro ano de vida um filho muda tanto como no primeiro. Ele passa de um recém-nascido que mal consegue abrir os olhos para um pequeno que anda pela casa! Sinto saudades de ver a reação de Catarina ao lhe dar a primeira papinha, de quando engatinhou e, claro, dos primeiros passinhos! E do seu olhar de felicidade a cada conquista!

4) Do bebê levinho: vejam bem, não é de ninar por horas que eu sinto saudades! Mas de colocar minha filha no ombro e senti-la bem pertinho, sem fazer força para isso. Hoje, quando pego um bebezinho no colo, me impressiono pensando em como Catarina era leve! Devia ter aproveitado mais isso…

5) Do cheirinho: saudade difícil de se explicar! Porque cheirinho de bebê é único, e só quem tem um em casa sabe do que estou falando. Não é o cheiro da fralda, nem do sabão de coco na roupinha – é o cheiro do filho, que é só dele e que você poderia reconhecer a quilômetros de distância!

6) Dos passeios com carrinho: esses foram muitos! Eu colocava Catarina e sua mantinha lilás no carrinho e saíamos para ver as árvores, as flores, os pássaros, as pessoas! E a pequena ria muito, feliz por estar conhecendo o mundo onde havia chegado.

7) Do sorriso: ver essa expressão no rostinho de um filho pela primeira vez (e pela segunda, terceira, quarta…) é emocionante. E que me desculpem os especialistas – eu nunca achei que fosse reflexo, e sim minha filha dizendo que não podia falar, mas que me entendia direitinho!

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E você, também sente saudades do primeiro ano?