
bebê dormindo. Foto: freepik
O sono infantil é certamente um dos assuntos mais desafiantes da maternidade. Difícil encontrar famílias onde não apareceram dúvidas, questionamentos e discussões sobre o que é normal ou preocupante quando os bebês dormem demais ou muito pouco, quando falam dormindo, se mexem bastante, choram, roncam… a lista é praticamente interminável.
No post de hoje, listaremos alguns dos principais mitos sobre o sono dos bebês. Assunto importante para acalmar e ajudar mães e bebês a terem noites de sono mais tranquilas.
Existem muitos mitos sobre o sono das crianças. Alguns pais acreditam que quanto mais tarde o bebê vai para a cama, mais tarde ele se levantará de manhã. Ou, se você deixá-lo no berço para chorar, ele adormecerá antes.
Reunidos aqui estão alguns dos maiores mitos sobre o sono infantil. Confira!
Muitos pais acreditam que se “encherem” a barriga do bebê, ele irá dormir melhor porque não acordará com fome no meio da noite.
Entretanto, aos 4 meses, o intestino do bebê ainda não está preparado para receber alimentos e, além da alteração nas fezes (ele provavelmente fará cocô durante a noite), o bebê pode sentir dores intestinais devido à imaturidade do sistema digestivo e aparecimento de gases.
Aos 4 meses de vida os bebês geralmente passam por mudanças nos padrões de sono pois passam a diferenciar o dia da noite. A introdução da alimentação precocemente pode prejudicar esta adaptação aos novos padrões e consequentemente resultar em dificuldades e problemas de sono por vários meses.
Este mito é um pouco polêmico. Tenho certeza que muitas mães que passam por dificuldades na hora do sono dos bebês estão pensando que isso está bem longe de ser um mito.
Na verdade o ideal seria mudar esta frase para: meu filho não sabe dormir. Fica extremamente cansado, irritado e não sabe o que fazer com tanto sono.
Dormir é um aprendizado. Não há bebê que saiba andar ao nascer, e assim é com o sono. Promover bons hábitos de sono para o bebê desde cedo é primordial para que o bebê aprenda a dormir e consequentemente saiba o que fazer ao final de cada ciclo de sono que termina durante a madrugada.
Todos os bebês são capazes de chegar ao sono sozinhos e é extremamente importante que os pais não “durmam pelos seus filhos”.
Balançar ou deixar o bebê dormir no peito são apenas alguns exemplos de atitudes onde os pais dormem pelos filhos – eles certamente precisarão da mesma atitude para voltar ao sono durante a madrugada. Alguns de hora em hora, tirando o sossego da família toda.
Lembramos aqui que, mesmo que haja algum protesto nos primeiros dias da promoção de hábitos saudáveis de sono e adaptação de rotina, o dormir pode e deve ser uma atividade causadora de bem estar interior para o bebê.
Após a descoberta da capacidade de dormir sozinho, os bebês encontram grande prazer nesta hora.
Quem nunca passou a noite fora, um jantar ou um bar com música alta e quando chegou em casa, deitou na cama e o sono desapareceu? Isso é muito comum já que nosso corpo é uma “máquina” sábia e funciona de acordo com nossas necessidades.
Ao final de cada dia, geralmente a partir das 19h00, a adrenalina no corpo do bebê tende a baixar dando espaço para o hormônio do sono.
Quando o bebê continua sendo estimulado, o corpo começa a fabricar hormônios que vão lutar contra este cansaço para atender à necessidade do bebê de ficar acordado.
O sono pode passar, mas o cansaço e a irritação darão lugar à ele, prejudicando o tempo que a criança vai levar para conseguir dormir e principalmente a qualidade deste tempo. Dormir pode virar uma “guerra” de hormônios.
As crianças só podem eliminar de vez o sono diurno a partir dos 3-4 anos. Existem as transições de 3 para 2 sonecas ao dia geralmente a partir do 4º mês e depois para 1 soneca (normalmente no meio do dia) a partir dos 18 meses, mas por bastante tempo, todas as crianças precisam dormir pelo menos um pouco durante o dia para dar mais qualidade ao sono noturno.
A partir dos 3 anos, o tempo deste sono vai diminuindo até que os pais percebam que ele não é mais necessário ou mesmo a criança passa a não dormir naturalmente.
Forçar a criança a ficar acordada, ou estimular demais apenas para deixar mais cansada, pode fazer com que o bebê acorde mais vezes durante a noite e que a hora de dormir vire uma “guerra”.
É importante os pais identificarem a época certa destas transições e adaptarem a rotina dos bebês para manter a qualidade do sono diurno.
Ainda bem que isso é um mito! Muitas mães me procuram com dúvidas sobre “quando meu filho vai dormir a noite toda”.
Na verdade não há uma regra sobre o tempo, mas há sim algo que funciona para quase todas as famílias: estabeleça uma rotina estruturada e crie um ritual de sono.
Não esqueça de criar algo que seja possível para sua família (para todas as pessoas da família). Assim se a mamãe não puder colocar o bebê para dormir, o pai ou os avós podem fazer isso seguindo a mesma regra.
A ideia aqui é dar segurança aos bebês e fazer com que a hora de sono seja prazerosa e que o bebê tenha um sono restaurador, de qualidade.
É sempre pertinente lembrar que o amadurecimento dos padrões de sono acontece nos primeiros meses de vida do bebê (a partir do terceiro mês). Quando deixam de ser recém-nascidos, os bebês se tornam sensíveis ao claro(dia)/escuro(noite) e passam a organizar o seu ritmo interno de sono e vigília.
O ritmo da casa, a organização da rotina e a promoção de hábitos de sono saudáveis neste período pode consolidar todo o padrão de sono do bebê.
Um sono de qualidade traz consigo consequências maravilhosas para a vida do bebê. Ajuda no crescimento, desenvolvimento físico e psicológico além de ser primordial para as funções imunológicas da criança.
Na verdade, é improvável que as peculiaridades do sono das crianças estejam associadas ao fato de estarem no próprio quarto. Em vez disso, neste caso, não é a qualidade do sono da criança que desempenha um papel, mas a reação dos pais ao despertar do bebê.
Se a criança dormir no mesmo quarto que os pais, eles podem confundir qualquer som que a criança faça durante o sono com o acordar. E para não esperar o choro – levantam-se e amamentam o bebê ou pegam-no nos braços. Embora, talvez, se eles não tivessem feito isso, a criança não teria acordado, mas continuado a dormir em paz.
Se você dorme no mesmo quarto com seu filho, antes de prestar atenção nele, certifique-se de que ele realmente acordou, sem esperar muito choro.
Acredita-se que os bebês recém-nascidos dormem melhor nas proximidades da mãe, pois sentem sua presença o tempo todo e se sentem seguros. E a transferência prematura da criança para um quarto separado pode provocar medos e distúrbios do sono.
Se você não teve uma boa noite de sono desde que seu bebê nasceu, você não está sozinho. Noites sem dormir são um rito de passagem para a maioria dos novos pais – mas não se desespere. Você pode ajudar seu bebê a dormir a noite toda. Honestamente!
Os recém-nascidos dormem 16 ou mais horas por dia, mas geralmente em períodos de apenas algumas horas de cada vez. Embora o padrão possa ser irregular no início, um horário de sono mais consistente surgirá à medida que o bebê amadurece e pode demorar mais entre as mamadas.
Por volta dos 3 a 4 meses de idade, muitos bebês dormem pelo menos cinco horas por vez. Em algum momento durante o primeiro ano de vida do bebê – cada bebê é diferente – ele começará a dormir cerca de 10 horas por noite.
O ideal é que seu bebê durma no seu quarto com você, mas sozinho em um berço, berço ou outra estrutura projetada para bebês, por pelo menos seis meses e, se possível, até um ano. Isso pode ajudar a diminuir o risco de síndrome de morte súbita infantil (SMSL).
Camas de adultos não são seguras para bebês. Um bebê pode ficar preso e sufocar entre as ripas da cabeceira da cama, o espaço entre o colchão e a estrutura da cama ou o espaço entre o colchão e a parede. Um bebê também pode sufocar se um dos pais dormindo acidentalmente rolar e cobrir o nariz e a boca do bebê.
Durante os primeiros meses, as mamadas no meio da noite certamente interromperão o sono dos pais e dos bebês – mas nunca é cedo demais para ajudar seu bebê a dormir bem. Considere estas dicas:
Lembre-se de fazer seu bebê dormir durante a noite não é uma medida de suas habilidades parentais. Dedique algum tempo para entender os hábitos e maneiras de se comunicar do seu bebê, para que você possa ajudá-lo a dormir melhor. Se você tiver dúvidas, converse com o médico do seu bebê.