A diástase é uma das principais causas de flacidez abdominal no pós-parto. Os hormônios estão a flor da pele, tudo ao redor está mudando, e o corpo da nova mamãe também. 

A pressão por atingir um corpo de revista ou o medo de não ter o mesmo físico que antes da gravidez, pode fazer com que muitas mulheres sofram de depressão no momento mais delicado da vida delas. 

Por isso, abaixo você entende o que é a diástase, como ela funciona e como evitá-la. E, pode ficar tranquila, tudo tem solução! 

 

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O que é a diástase? 

Foto: Freepik

Comum depois de uma gravidez, a diástase é o afastamento dos músculos abdominais e a principal causa de flacidez e dor lombar no pós-parto. 

Quando a barriga cresce, se o músculo não estiver bem fortalecido, pode ser que o distanciamento atinja até 10 centímetros. Mas, a condição não é exclusiva das gestantes, porque pessoas com má postura e hábito de carregar peso em excesso, de maneira errada, podem sofrer com a diástase também. 

 

Como diagnosticar a diástase?

diástase

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Caso a barriga esteja com uma flacidez excessiva, principalmente abaixo do umbigo, pode ser sinais de que há uma diástase. 

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Um teste simples, que pode ser feito em casa, é colocar o dedo médio e o indicador 2 centímetros acima do umbigo e contrair o abdômen, deitada de barriga para cima.  

Caso os dedos não se movam, a possibilidade de existir uma diástase é maior, porque em um quadro normal, os dedos seriam levemente impulsionados para cima com o movimento abdominal. 

Em casos mais graves de diástase, é possível colocar até quatro dedos próximos ao umbigo e nenhum se mexer com o movimento abdominal. 

 

O que pode causar a diástase no pós-parto?

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Alguns fatores como genética e estilo de vida antes da gravidez podem contribuir para o surgimento da diástase. Além disso, também é comum ela acontecer por causa de:

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  • Gravidez gemelar. 
  • Bebê com mais de 4kg ao nascer. 
  • Idade superior a 35 anos. 
  • Fraqueza dos músculos abdominais. 

 

Como reverter no pós-parto?

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Com um acompanhamento médico e de um profissional especializado na prática, o pilates pode ajudar a recuperar a força abdominal e sua forma natural. Entretanto, o acompanhamento é extremamente importante, porque se os exercícios forem feitos de maneira errada, o quadro pode se agravar. 

  • Fisioterapia 

Com o diagnóstico de um médico especialista, a fisioterapia é recomendada porque consegue trabalhar especificamente na área afetada. Tratando os músculos e trabalhando eles para a recuperação da força e, consequentemente, colocando-os de volta ao lugar. 

  • Cirurgia 

Em casos mais graves, uma cirurgia pode ser necessário. O procedimento consiste em costurar os músculos e, talvez, combinar a operação com uma lipoaspiração ou abdominoplastia para remover o excesso de pele e gordura. Mas, lembre-se, apenas em último caso!

O tempo de tratamento depende de cada caso e genética, porque, quanto maior for o espaçamento maior será o esforço para unir de volta os músculos. Outros fatores como memória muscular, podem contribuir positivamente para uma recuperação mais rápida também. 

 

Cuidados diários que podem ajudar 

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Algumas pequenas atitudes do dia a dia podem ajudar na recuperação e condicionamento dos músculos. Muitas vezes, elas ajudam, inclusive, a evitar uma diástase. 

  • Manter uma boa postura, seja em pé, sentada e até mesmo deitada. 
  • Evitar carregar ou juntar pesos do chão com uma postura errada e curvada para frente. Prefira agachar.
  • Trocar o bebê em superfícies altas, onde não é necessário se curvar. 

 

Lembre-se que, antes de começar um tratamento em casa, é importante ter o diagnóstico de um médico especialista e o acompanhamento de um fisioterapeuta e personal trainer na hora de colocar os exercícios em prática. Sua saúde em primeiro lugar!