São muitas as maneiras de se prevenir uma gestação. Mas, nem todas as mulheres se adaptam a todas elas. As opções vão desde pílulas anticoncepcionais até o anticoncepcional injetável – e é sobre ele que vamos falar a seguir! 

Quem não tem boa memória para tomar remédio todos os dias ou não se encaixou com o diu, encontra na opção injetável uma maneira de prevenir-se de uma gravidez com um cuidado periódico. 

Confira a seguir como ele funciona, quais os prós e os efeitos colaterais. 

 

Publicidade

O funcionamento do anticoncepcional injetável 

Foto: Freepik

O anticoncepcional injetável funciona de maneira parecida com a pílula anticoncepcional, porque também é feito à base de hormônios. Ele evita a gravidez manipulando estrogênio, responsável pelo controle da ovulação, e progesterona, ligado ao equilíbrio da produção de óvulos. 

Logo, o processo de ovulação é impedido, o que inviabiliza uma fecundação. O muco cervical se torna mais espesso, o que impede a passagem de espermatozóides. 

O uso pode ser mensal ou trimestral (recomendado para mulheres que não podem receber estrogênio) e a aplicação, que é intramuscular, deve ser feita de maneira, de preferência, em um consultório médico ou farmácia. 

 

O reflexo do medicamento na menstruação

Quem faz o uso do medicamento trimestral, pode sentir uma ausência do ciclo menstrual nos primeiros meses ou durante todo o uso. Caso contrário e no método mensal os efeitos mais comuns são:

Publicidade
  • Queda de fluxo menstrual.
  • Alívio de cólicas menstruais.
  • Diminuição da duração do fluxo. 
  • Sangramento de escape entre os períodos. 

Se esses sintomas persistirem de maneira anormal, como um sangramento de escape excessivo e a longo prazo, é necessário consultar um médico porque apenas ele é capaz de diagnóstico preciso. 

 

Como e quando aplicar o anticoncepcional injetável

Em casos de puerpério, a injeção deve ser administrada depois de 21 a 28 após o nascimento do bebê. Mas, se for um caso de aborto, a injeção pode ser tomada logo no dia seguinte. 

Se a situação for uma troca de remédios, como da pílula para a injeção, por exemplo, o uso também pode ser feito imediatamente. Mas, cada corpo reage de uma maneira diferente aos hormônios, ou seja, é melhor não se arriscar a ter relações sem preservativo, porque pode ser que o remédio ainda não tenha se adaptado ao corpo e vice-versa. 

Nos casos mais comuns, relacionados à menstruação, não é possível tomar a injeção quando é o primeiro ciclo menstrual da mulher. Caso o ciclo seja normal e não tenha a influência de outros métodos contraceptivos, a primeira injeção deve ser tomada até o quinto dia depois do início do ciclo. Então, a nova dose deve ser administrada em 30 dias (no caso da injeção mensal) e não deve atrasar nem anteceder mais do que 3 dias da data do mês anterior. Caso contrário a eficácia pode ser prejudicada. 

 

Publicidade

E o contraceptivo injetável funciona mesmo?

Sim! Como todo o método contraceptivo, ele não é 100% confiável. Mas, apresenta bons índices de eficácia: 

  • 0,1% a 0,6% de falha na injeção mensal. 
  • 0,3% de falha na injeção trimestral. 

Os números ficam a par do resultado obtido com uma cirurgia de ligadura de trompas! Porém, é necessário seguir a risca a periodicidade da injeção (mensal ou trimestral) e não atrasar. 

O prazo voltar a ter relação sexual sem grandes riscos de gravidez é de uma semana após a primeira aplicação. Mas, para prevenir, é recomendado o uso de presevativo pelo menos nos primeiros quinze dias após a primeira injeção. 

 

O preço médio da medicação

a

Foto: Freepik

O valor do anticoncepcional injetável pode variar conforme marca, localidade e periodicidade do uso. Quando o uso for mensal, os preços variam de R$ 15 até R$ 50. Já os trimestrais podem variar de R$ 25 a R$ 60. Algumas injeções conhecidas são:  Cyclofemina, Mesigyna, Perlutan, Ciclovular, Demedrox. 

É importante ressaltar que o anticoncepcional injetável deve ser recomendado por um médico, assim como a aplicação dele deve ser feita por um profissional farmacêutico ou ginecologista. Auto-aplicações são proibidas. 

 

Os efeitos colaterais do anticoncepcional injetável

Os efeitos colaterais, quando moderados, são comuns nas primeiras aplicações. Entretanto, se tomarem proporções preocupantes ou não cessarem, é importante procurar um médico. São eles:

  • Dor nas mamas. 
  • Vômitos. 
  • Enjoos.
  • Tontura.
  • Dor de cabeça. 
  • Alterações no ciclo menstrual.
  • Ganho de peso. 
  • Alteração no humor e libido. 
  • Acne.
  • Redução da densidade mineral óssea. 

Esses, podem variar conforme o estilo de vida, o equilíbrio hormonal e até mesmo a genética da paciente. Em contrapartida, ele possui também benefícios como:

  • Alívio de cólicas menstruais. 
  • Melhora da anemia. 
  • Melhora dos sintomas de dor pélvica. 
  • Sem risco de sobrecarga hepática. 

Por isso faz uso de remédios como antidepressivos e antibióticos (que normalmente cortam o efeito da pílula anticoncepcional convencional) pode ficar tranquilo também. Como a injeção é intramuscular, o remédio não atinge o fígado não sendo afetado por outros medicamentos. 

 

Quem não pode usar o método

As contra-indicações servem para as duas periodicidades, mensal ou trimestral. Deve se evitar o uso do medicamento quem tem:

Já mulheres que estão amamentando, devem evitar as composições com estrogênio (mensais).

 

A fertilidade a longo prazo com o anticoncepcional injetável 

anticoncepcional injetavel

Foto: Freepik

Quem faz o uso da injeção mensal, não precisa se preocupar. Assim que cessado, o restauro da fertilidade é quase que imediato. O mesmo efeito de um anticoncepcional em pílulas. 

Já para quem usa o método trimestral, pode ser que o tempo de retorno seja um pouco maior. Como na maioria dos casos a menstruação é interrompida, pode ser que demore até oito meses para o restauro da ovulação normal.

 

Lembrando que a orientação médica para o uso desse tipo de medicamento, assim como o acompanhamento durante todo o processo é essencial! Cada corpo se comporta de uma maneira diferente, podendo apresentar diferentes comportamentos com uso do remédio e também diferentes tempos de restauro de fertilidade. Só um médico pode indicar isso de maneira segura.