Como sabemos, nenhum método contraceptivo é 100% confiável. Logo, sim! É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional. Porém, não tão fácil. 

Existem métodos e rotinas que ajudam na eficácia da pílula, assim como alguns descuidos do dia a dia podem comprometer seu funcionamento. Confira a seguir quais são e como funcionam.

 

Entenda como a pílula age no corpo 

A maneira correta de consumir a pílula anticoncepcional, é tomá-la todos os dias, no mesmo horário. Quando essa rotina é respeitada, a mulher não tem período fértil. O que diminui de maneira significativa as chances de engravidar, porque não há óvulo maduro para ser fecundado. Isso vale para as pílulas de 21, 24 e 28 dias. 

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Mas, se não há ovulação, o que é a menstruação?

Foto: Freepik

A menstruação da mulher que faz o uso contínuo de anticoncepcional não é igual ao da que não faz. O sangramento não é decorrente da descamação uterina, porque o remédio altera o endométrio e o muco cervical, quando tomado regularmente. 

Logo, a menstruação não vem da parede do endométrio que se prepara para o início de uma gestação, e sim da privação hormonal que acontece entre cada cartela. Por exemplo os sete dias de pausa entre os 28 de pílula. 

Por esse motivo que as cólicas diminuem, assim como a duração do período e o fluxo sanguíneo! A boa notícia é que, quando administrada da maneira correta, a mulher pode ter relações sexuais mesmo nos dias de pausa, sem riscos maiores de engravidar. Lembrando que a possibilidade sempre existe. 

 

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Com anticoncepcional a TPM continua a mesma?

Infelizmente (ou não) o período que antecede a menstruação não sofre grandes alterações. Sintomas como inchaço corporal, irritabilidade e dor nas mamas podem acontecer normalmente, mas de uma maneira mais leviana que comparada a uma mulher que não usa pílula. 

 

E como é possível engravidar tomando anticoncepcional? 

Caso a administração do medicamento não seja correta e regrada (todos os dias no mesmo horário) as chances de engravidar – que já existiam, mas bem menores – aumentam. O período mais crítico é na primeira semana da cartela. Basta um dia de esquecimento, para que aumente a probabilidade do corpo liberar um óvulo maduro que pode ser fecundado. O óvulo vive dentro da mulher até uma semana, mas perdendo força se comparado às primeiras 24h nas trompas de Falópio. 

O esquecimento também depende do tempo. Dentro de 12h a probabilidade aumenta, mas segue baixa. Passado 24h, a janela de fertilidade aumenta bastante e possibilita ainda mais engravidar tomando anticoncepcional. A melhor maneira de prevenir, nesse caso, é usando proteção. 

 

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Outras coisas que podem diminuir o efeito do anticoncepcional

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Não é apenas o esquecimento que pode levar a uma gravidez. Vários deslizes do dia a dia podem comprometer a eficácia da pílula. Alguns exemplos são:

  • Vômito ou diarréia: caso alguns desses sintomas aconteça em um espaço de 2h após a ingestão da pílula, pode ser que o efeito seja comprometido por interromper a absorção completa do remédio. Nesse caso, não é recomendado tomar outra, mas usar proteção nas relações sexuais.
  • Uso de antibióticos: esses remédios, conhecidos por serem fortes e vendidos apenas com receita, podem inibir a função do anticoncepcional, abrindo uma janela de fertilidade. Antes de usar qualquer medicamento, tire as dúvidas com seu médico e leia a bula.
  • Dose errada do remédio: cada pílula trabalha com hormônios diferentes para que não seja possível engravidar tomando anticoncepcional. Eles se adaptam melhor a diferentes corpos. Porém, quando uma mulher está tomando uma dosagem inadequada de um hormônio e o corpo não reage da maneira correta, pode acontecer uma janela de fertilidade. É a função do ginecologista fazer os testes e exames necessários, até encontrar o remédio que supra melhor as necessidades da paciente.
  • Troca de pílulas: ligado ao caso acima, pode ser que haja a necessidade de mudar de medicação. Nesse meio tempo, que ainda não se adaptou com a nova quantidade ou o tipo de hormônio, pode ovular normalmente e ser fecundado. Nessas transições, é sempre mais seguro usar preservativo. 

 

Uma gravidez em meio ao anticoncepcional pode prejudicar o bebê?

Ao descobrir uma gravidez, o remédio deve ser interrompido imediatamente. Felizmente, a quantidade hormonal presente dos anticoncepcionais é baixa e não apresenta nenhum risco de desenvolvimento, em pouca exposição, para o feto, à gestação ou à gestante. 

Mas, além de não haver necessidade da administração de um anticoncepcional durante a gravidez, os hormônios químicos são naturalmente substituídos pelos hormônios da gravidez. 

 

Lembre-se, a pílula não é tudo

Foto: Freepik

A pílula anticoncepcional serve para ajudar a evitar uma gestação. Entretanto, ela não protege a mulher de outras doenças como infecções e DSTs, ou seja, o uso de preservativo é imprescindível

 

Não importa o método contraceptivo usado, o preservativo ajuda a evitar doenças venéreas e outras complicações que podem ser contraídas por meio de uma relação sexual. Além disso, é importante manter sempre os exames em dia. Assim como visitas periódicas ao ginecologista para exames, acompanhamento da pílula e checkup!