Você já ouviu falar em musicoterapia? A abordagem terapêutica trabalha para reduzir traumas, agitações e melhorar a relação mamãe e bebê. Tanto durante a gravidez, quanto durante o parto e no puerpério.

Ela pode ser feita com o acompanhamento de um médico terapeuta ou psiquiatra e traz benefícios comprovados para o crescimento da criança!

A musicoterapia durante a gravidez

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Dentro do útero, o bebê não está a par do mundo exterior: ele consegue ouvir e sentir tudo a partir de vibrações, ressonâncias e movimentos peristálticos do corpo da mãe, por meio de sua percepção tátil. Após as 20 semanas de gestação, ele é capaz de ouvir sons exteriores e até mesmo começar a identificar vozes.

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Nessa fase, a musicoterapia serve para ajudar no desenvolvimento cognitivo e emocional no bebê, além de fortalecer laços com os pais.

Na hora de escolher a música, o ideal é algo relaxante e com a vibração certa. Normalmente a preferência é por músicas instrumentais e clássicas, por causa de sua capacidade de “acordar” ambos os lados do cérebro, o direito e o esquerdo. Músicas mais agitadas como pop e rock devem ser evitadas, por que agitam e estressam o bebê.

Além disso, outra proposta da experiência terapêutica é o estímulo por vozes. Conversar com o bebê realmente funciona! Ele se aproxima da voz, e passa a reconhecê-la com o passar do tempo, conectando-se às vibrações. A voz da mãe realmente faz diferença e, muitas vezes, as canções cantadas por ela se aproximam melhor do neném do que outras músicas.

A musicoterapia durante o parto

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Isso mesmo, durante o parto a musicoterapia também tem uma função crucial. Já ouviu falar sobre escolher a música da hora do nascimento? Esse hábito é um dos pilares da musicoterapia.

Estudos comprovam que um dos momentos mais traumáticos da vida de uma pessoa é a hora do nascimento. A desconexão física com a mãe, o choque de temperatura e de oxigênio, todos esses fatores físicos contribuem para o “susto” do momento.

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A musicoterapia entra para diminuir esse trauma. Ao ouvir e reconhecer as vibrações de uma música com que o bebê foi familiarizado desde seu desenvolvimento, o susto diminui e a experiência não se torna algo tão tenso e negativo no crescimento dessa criança.

A musicoterapia no pós-parto

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A música, nesse ponto do pós-parto, tem uma relação sentimental com a mãe e o bebê. A influência sobre eles é maior e a musicoterapia beneficia o contato da mãe e do bebê assim como o desenvolvimento da comunicação e do gestual desse neném – o processo pode ajudar também na adaptação da amamentação.

A música o ajuda a desenvolver as expressões vocais, de corpo e interação social. Além disso, ela ajuda a abater cólicas e momentos de agitação durante o pós-parto. A criança cria a lembrança da época do útero, e entende a música como um local seguro e tranquilo!

Quando maiorzinhos, esse tipo de interação é essencial e ajuda o bebê a descobrir novas partes do corpo e do mundo que o cerca. Sabe os pequenos que não podem ouvir um som e já começam a dançar? Isso é ótimo e super saudável!

O tratamento pode ser feito desde quando recém-nascido ou a partir do 5º mês, quando o bebê já está em uma fase mais intensa de descobertas. Mas, em todas as fases, é importante incluir o bebê, fazer música com ele e para ele, usar estímulos vocais próprios e observar a reação dele com a situação. Importante entender quais sensações você está criando nele com as músicas!

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Dos bebês às crianças, a musicoterapia quando mais velhos

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A técnica terapêutica não vale apenas para os pequenininhos! Isto é, para as crianças, a música pode ser um refúgio e uma boa maneira de lidar com problemas como timidez e dificuldade de expressão.

Ouvir a música e estimular sons ajuda no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças, assim como em expressão verbal, estreitamento de laços com os pais e fortalecimento da linguagem não verbal, e demonstração de sentimentos.

Além disso, o “fazer música” e o desenvolvimento propiciado pela musicoterapia ajuda a criança na hora de aprender a ler e escrever. Em casos de autismo ou pequenos com lesões cerebrais, a musicoterapia entra como um tratamento com respostas significantemente positivas.

Não existe hora ou momento certo para começar com a musicoterapia, porque isso pode variar conforme a vontade da mãe e do bebê. Mas, ela pode acompanhá-lo desde o desenvolvimento gestacional até a alfabetização! Criando uma âncora de bons sentimentos e segurança que pode ser acessada em qualquer momento de sua vida. A música será sempre um ponto de boas lembranças para ele e para a mãe.