Há alguns meses, uma amiga próxima, que segue uma linha muito natural no cuidado com seu filho de um ano, me contou sobre alguns usos do óleo de coco em bebês. Eu achei a informação muito interessante, mas acabei não me aprofundando no assunto, por pura falta de tempo. Até que, coincidentemente, nos últimos dias, eu me deparei com artigos bem interessantes na internet, que me levaram a pesquisar mais sobre a questão. E eu encontrei coisas tão bacanas, que achei fundamental compartilhá-las aqui no blog (tenho certeza de que muitas mães aproveitarão esse post e se beneficiarão das propriedades desse óleo tão especial!).

O óleo de coco apresenta três características importantíssimas, que fazem dele uma substância muito benéfica para mães e bebês: ele é antioxidante, anti-inflamatório e apresenta capacidade antibacteriana (ou seja, é capaz de eliminar micro-organismos). Essa última propriedade pode ser explicada por sua composição: no óleo de coco existe uma substância chamada ácido láurico, que é também encontrado no leite materno, e que o organismo utiliza para a produção de um tipo de gordura chamado monolaurina. E é justamente essa monolaurina que consegue atuar sobre a membrana que envolve bactérias, fungos e alguns tipos de vírus, destruindo-a.

Mas, enfim, como o óleo de coco pode ajudar mães e bebês? Basicamente de duas formas: usado na alimentação ou diretamente na pele. A seguir, eu listo cada um dos usos em que a utilização da substância pode ser positiva:

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1) Na alimentação de bebês que já tenham sido introduzidos a sólidos: acredita-se que a ingestão de pequenas quantidades de óleo de coco na comida dos pequenos melhore sua imunidade e regule o trânsito intestinal (indicado especialmente para os bebês com tendência à diarreia). Além disso, como são facilmente absorvidos, podem ajudar a criar uma reserva energética quando os bebês passam por um episódio de doença, em que não conseguem comer direito e tendem a emagrecer.

2) Na alimentação de lactantes: os ácidos graxos do óleo de coco entram na composição de hormônios que regulam a produção de leite materno.

3) Na cicatrização de mamilos rachados, durante a amamentação: algumas mulheres relatam uma melhora nas rachaduras, assim como acontece com o uso de lanolina.

4) Para limpar o mecônio: não é fácil limpar as primeiras fezes do bebê, que aparecem em geral até 12 horas depois do parto. Relatos dizem que usar o óleo de coco no chumaço de algodão pode facilitar bastante o processo.

5) Para problemas de pele comuns em bebês: o óleo de coco pode auxiliar na remoção da crosta láctea (assim como o óleo de oliva), na melhora de eczemas, acne neonatal e da queratose pilar (que são bolinhas que aparecem em braços, pernas e rosto de alguns bebês). O poder hidratante do óleo de coco, associado à sua capacidade anti-inflamatória, auxilia muito nesses casos.

6) Para tratar assaduras: mais uma alternativa quando a vermelhidão ataca o bumbum do filhote! Aqui também a hidratação e a ação anti-inflamatória do óleo de coco são importantes para a melhora do quadro.

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7) Nos cabelos: o óleo de coco é uma forma natural de hidratar o cabelo do filhote – ajuda a domar cachos e dar brilho. E também pode ser usado em caso de piolho, associado ao vinagre, para facilitar a retirada dos parasitas.

8) Para hidratar: coloque algumas gotinhas de óleo de coco na água do banho e pronto!

9) Em picadas de insetos: logo que perceber a picada, passe um pouco de óleo de coco. Sua ação anti-inflamatória pode ajudar na melhora do quadro.

Por fim, vale lembrar que é fundamental a recomendação do pediatra de seu filho para qualquer um dos usos citados. Ele continua sendo sua principal referência quando o assunto é a saúde do filhote!