Catarina começou a falar com mais desenvoltura há poucos meses. Eu me lembro que até os dois anos de idade, as únicas palavras que compreendíamos eram mamãe, papai, vovô, vovó, e umas cinco além dessas. Dois meses depois do seu último aniversário, sentimos uma mudança enorme, e da noite para o dia a pequena teve seu vocabulário aumentado. Primeiro algumas palavras novas, depois frases, até que começamos a perceber que a filhotinha já conseguia exprimir pensamentos inteiros. E, aí, caros leitores, eu percebi que minha filha já é capaz de dar nó em pingo d´água!

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Que minha filha um dia iria me fazer perguntas que dariam trabalho para serem respondidas em já sabia. Mas a surpresa foi perceber que isso já acontece aos dois anos e meio de idade! Hoje mesmo, falando ao telefone, eu pronunciei a palavra “moda” ao seu lado. Normalmente ela não questiona o significado das coisas (porque consegue entender pelo contexto o que aquilo quer dizer), mas hoje me saiu com a pergunta: “Mamãe, o que é moda?” E agora? Como explicar para uma menininha-bebê o que significa isso (talvez nem eu mesma saiba a resposta!)? “Bom, filha, sabe quando todo mundo gosta de usar uma coisa? Como calça jeans, todo mundo usa, certo? Então, aí a gente diz que calça jeans está na moda, entendeu?”. Ao que Catarina responde: “ah, mãe, entendi. Que nem tênis, né, todo mundo usa”. “Isso, filha, então a gente fala que usar tênis está na moda”. “Ah, mãe, que nem pasta de dente, né?” “Uhm… Não exatamente!!!!!” (Isso é que dá ser filha de dentista!)

A de outro dia foi pior. Todas as noites, ela me pede que eu conte duas histórias (que só não se transformam em dez porque eu tomo muito cuidado!). Recentemente, ela começou a se interessar pelas relações familiares. Então me pede para contar a minha história desde que era pequena, a do pai, a de cada um dos avós e tias… Até que ela me saiu com essa: “mãe, me conta a história da Catarina?”. Bom, pensei, essa é fácil, eu sei de cor e salteado! “Filha, começa assim: o papai e a mamãe queriam muito uma filha, e aí você nasceu…”. Revoltada ela diz: “Não, mamãe, antes disso!”. Ah, certo, vamos começar de novo. “Então, filha, você estava na minha barriga…”. “Não, mamãe, essa parte eu já sei. Eu quero mesmo é saber antes disso. Onde é que eu estava?”. Uhm… Posso pedir a ajuda dos universitários???

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Conversando com meu marido no fim de semana (depois que Catarina fez uma de suas perguntas “básicas”), ele disse que daqui a algum tempo teremos que estudar para responder para ela. Pois é, acho que não falta muito!

E você, qual foi o nó que seu pequeno já te deu? Conta pra gente!