Os pets são parte da família e durante o isolamento social também precisam de cuidados especiais. Desde o começo da crise sanitária causada pelo coronavírus, houveram especulações de que o vírus teria vindo de animais ou poderia ser transmitido para e por eles. Entretanto, todas essas informações não passam de um mito. 

O vírus tem diversas “famílias” diferentes, a que atinge felinos, a de suínos, a de cães… Porém, não há registros que esse vírus possa ser transmitido para os seres humanos, assim como o tipo viral que atinge as pessoas não é transmitido aos animais. 

A preocupação fica em torno mesmo dos passeios e da convivência dos pets com pessoas que não estejam em quarentena na mesma casa. Entenda abaixo o porquê e quais cuidados tomar. 

Se os pets não transmitem coronavírus, por que não podem sair? 

Gato em frente ao computador. Foto: Freepik

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A recomendação veterinária é que os animais cumpram o isolamento social assim como os tutores, porque o hábito de passear pode, sim, conduzir o vírus para dentro de casa:

  • O chão da rua pode ser um local contaminado pelo coronavírus, porque pode conter gotículas de saliva. Quando o cachorro ou gato anda nessa superfície e logo em seguida sobe em espaços como mesas, sofás e camas, pode ser que o vírus esteja sendo espalhado. Não há registro quanto tempo ele fica no pelo animal.Veja que o mesmo vale para os humanos! As roupas e sapatos podem ter o mesmo efeito, por isso o ideal é deixar (o que der) do lado de fora da porta de entrada e higienizar as outras coisas. 
  • Quem mora em apartamento, pode ter que fazer um longo caminho até conseguir sair com o bichinho. Esse vai e vem de elevador, portaria e botões, colocam em risco o tutor.
  • Se alguém contaminado faz carinho no animal na rua, pode ser que esse vírus fique preso na pelagem, porém sem registros de por quanto tempo.
  • Tocar em locais contaminados e na coleira do cão, ou deixá-la cair sobre algum lugar onde esteja o vírus também é um risco. O tecido pode ser um transmissor se não higienizado corretamente. 

 

Quais as medidas que devo tomar para que meu pet não seja um vetor? 

Cachorro depois de tomar banho. Foto: Freepik

O ideal é o isolamento total, nada de passeios! Utopicamente, a recomendação funciona para bichinhos que têm uma boa educação sanitária (tem lugar para fazer as necessidades dentro de casa e não precisam sair na rua para isso), mas sabemos que a realidade da maioria dos animais domésticos não é essa.

Então, algumas dicas servem para minimizar esse contato e manter a segurança de todos da casa: 

  • Limpe as patas: após o passeio, higienize as patas do pet com água e sabão (de preferência com produtos ideias para ele, evitando alergias e outras complicações). Mas, hipótese alguma use álcool líquido ou em gel no animal. Outra alternativa é usar sapatinhos para sair de casa, desde que não seja um passeio longo.
  • Evite contato com outras pessoas: prefira pegar o elevador sozinho com o pet, ou cumprimentar de longe aquele conhecido e vizinho. Evite também as pessoas passem a mão no cãozinho, porque potenciais gotículas contaminadas podem ficar na pelagem do animal.
  • Lave a guia com água quente e sabão. Depois do passeio dê uma boa esfregada na coleira e na guia, para combater possíveis locais infectados que elas tenham passado.
  • Tente reeducar o cachorrinho para que as necessidades, ou pelo menos parte delas sejam feitas em casa. Pode ser difícil mudar o hábito do bichinho agora, mas vale a tentativa.
  • Saia apenas o necessário. Foque em brincadeiras e exercícios de gasto de energia em casa, saia com o animal só quando for realmente preciso, não abuse da condição. 

Além disso, não esqueça de tomar os cuidados pessoais: saia apenas de máscara, deixe os sapatos para fora de casa, evite levar as mãos ao rosto. Na volta para casa, não esqueça de lavar bem as mãos e se possível trocar de roupa.

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Como evitar que o pet fique estressado passando muito tempo em casa?

Família brincando com o cachorro. Foto: Freepik

Brincadeiras, muitas brincadeiras! A energia que ele gastaria passeando, deve ser gasta com corridas, bolinhas e circuitos. Uma boa ideia é incluir o bichinho nas atividades da família e das crianças. Confira algumas dicas de brincadeiras:

 

  • Que tal tirar 1h por dia para brincar de “futebol” com o cachorrinho? Perfeito porque as crianças quanto os bichinhos gastam energia, cumprem a recomendação de exercício físico diário e, de bônus, se divertem!
  • Cabo de guerra: se o cachorro for grande, melhor deixar a tarefa para o papai e a mamãe. O lado bom é que depois nem precisa treinar braço. Brincadeiras à parte, mas o puxa-puxa da brincadeira já é uma academia!
  • Esconde-esconde: já pensou que fofo? A brincadeira é uma das favoritas das crianças, e fica ainda mais divertida com o pet. Alguém pode ficar com o cãozinho, enquanto o outro se esconde. Depois de escondido, a missão é do pet de encontrá-lo!
  • Caça ao tesouro: em vez dos pais montar o tesouro para as crianças, as crianças podem montar para o pet! Escondendo pela casa brinquedos, ossinhos e biscoitinhos. Além de ser ótimo para o desenvolvimento criativo das crianças, instiga bastante o animalzinho a se movimentar. 

 

Onde encontro os itens necessários para o animal sem sair de casa?

Lojas de departamento como Amazon, continuam trabalhando com a entrega normalmente. O prazo varia conforme a localidade do pedido. Além disso, grande parte dos petshops incorporam funções de delivery e trabalham também com aplicativos como Rappi. 

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Abaixo, separamos alguns itens que garantem funcionalidade e praticidade: 

 

Lava-patas: 

Lava-Patas Cão Pet Animal. Foto: Divulgação.

Desenvolvido especialmente para lavar as patinhas dos cachorros, basta adicionar água e sabão nesses potinhos. As cerdas limpam as patas em 360, basta girá-las. Eles custam em média R$50,00. 

 

Botinhas de borracha:

Botas de borracha Pawz. Foto: Pawz.

Uma alternativa dos famosos sapatinhos de tecido, é as botinhas de borracha. Com uma aparência de bexiga, elas são recomendadas porque aderem perfeitamente à pata dos pets e podem ser usadas mais de uma vez. A praticidade fica por conta da higienização, que é bem mais fácil de ser feita quando comparada com um item de tecido. Essa opção da foto é da marca Pawz, e custa cerca de R$100.

 

Sanitário para cachorro:

Sanitário para cachorro com grama sintética Pet Injet. Foto: Pet Injet.

Existem tapetes higiênicos de todos os tipos, desde os descartáveis até esses com uma base de plástico lavável. O interessante dessa opção é a parte de grama falsa, que pode ser mais fácil para aceitação de cães que costumam ir no banheiro apenas na rua. Essa opção é da Pet Injet e custa cerca de R$60,00. 

 

Em momentos conturbados como o atual, os pets também se sentem estressados e estranham o distanciamento da rotina atual. Por isso, é importante tratá-los com cuidado, carinho e respeito. Suprindo as necessidades do bichinho e garantindo uma qualidade de vida. Afinal, eles são parte da família!