O corrimento marrom é um assunto delicado durante a gestação. Embora corrimentos sejam completamente normais, eles podem ser um termômetro para indicar que algo está errado. 

A seguir, confira o que pode causá-lo e como tratar. 

Quando o corrimento marrom é normal 

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Comum no começo da gravidez, o corrimento marrom com uma consistência gelatinosa ou aquosa não costuma apresentar grandes riscos para a gestante. Entre suas causas, estão: 

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  • Atividades que exigem muita força, como carregar peso
  • Relações sexuais. 
  • Alteração do pH da região íntima. 

Porém, mesmo que seja comum, é importante manter-se alerta. No caso das atividades de esforço excessivo, é necessário ter o acompanhamento de um obstetra que compreenda os limites da mulher. Por exemplo, em uma gravidez de risco, esse tipo de atividade deve ser evitada por um tempo. 

No caso das relações sexuais, o corrimento marrom em pouca quantidade costuma ser comum após a relação. Mas, se for algo novo, que não tenha sido percebido antes, pode indicar algum outro problema e a ida ao médico se faz indispensável também. 

Já no caso do pH da região íntima, a alteração se dá por diversos motivos, inclusive hormonais. O fato é comum, mas deve ser mantido no radar do médico caso haja uma alteração muito diferente do esperado. 

O perigo que o corrimento marrom pode apresentar para a gravidez

corrimento marrom

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Caso o corrimento venha acompanhado de mau cheiro, coceira, ardência na parte íntima e frequência maior de 2 a 3 dias, ele pode estar relacionado a um quadro mais sério de saúde. Como, por exemplo: 

Se o corrimento marrom estiver em grande quantidade e escuro, significa que a perda de sangue está presente. Então, um médico deve ser consultado imediatamente. 

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Caso o corrimento seja abundante, mas de cor clara e com alguns fios de sangue, pode ser o tampão mucoso, que indica um parto próximo. 

Como tratar o corrimento marrom durante a gravidez 

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Evidentemente, um médico deve ser consultado assim que o quadro se iniciar. Conforme o diagnóstico, os tratamentos mais comuns incluem repouso e administração de antibióticos. 

Para os cuidados em geral, alguns hábitos do dia a dia podem ajudar a evitar e driblar esse tipo de situação, como por exemplo:

  • Não usar amaciantes ou produtos de limpeza muito concentrados nas roupas íntimas. 
  • Evitar o uso de protetores diários (aqueles absorventes menores). 
  • Cortar o uso de creme hidratante, antibactericida e antifúngicos se não tiverem a prescrição de um médico. 
  • Preferir roupas íntimas de algodão e sem elástico. 

Esses cuidados, somados a visitas periódicas ao ginecologista e obstetra e atenção ao próprio corpo, evitam problemas maiores e permitem um diagnóstico precoce!