Colírio de nitrato de prata é necessário mesmo?

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Ainda nas primeiras horas de vida, o bebê passa por alguns procedimentos para verificar sua saúde e preservar seu bem-estar. É nesse momento que ele passa pelos testes de maternidade, recebe vacinas e, ainda, gotinhas de colírio de nitrato de prata são aplicadas em seus olhos.

A aplicação da solução deve ocorrer uma hora após o nascimento, sendo obrigatória por lei. O motivo? Prevenir a conjuntivite neonatal, doença que pode ser transmitida pela mãe à criança durante o parto. Neste post, você entende melhor por que o colírio de nitrato de prata é indicado aos recém-nascidos e como deve ser esse momento. Confira:

Baby newborn sleeping on blanket

Por que pingar colírio de nitrato de prata no recém-nascido

O principal motivo da aplicação é a prevenção da conjuntivite neonatal. O quadro pode ser provocado pela bactéria causadora da clamídia ou da gonorreia – é por isso que, se a mãe apresentar alguma dessas doenças, o colírio de nitrato de prata é importante, pois a bactéria pode infectar a criança durante o parto (normal ou até mesmo por cesárea).

A conjuntivite neonatal provoca inchaço nos olhos, vermelhidão e produção excessiva de pus. O problema é que, se não diagnosticada cedo e tratada corretamente, ela pode levar até mesmo à cegueira!

Por outro lado…

A aplicação do colírio pode irritar os olhos da criança, provocando conjuntivite também (embora atualmente seja raro)! No entanto, vale destacar que quando a condição tem como causa a reação ao colírio, em poucos dias ela some espontaneamente e não oferece riscos ao bebê.

Porém, por esse motivo, alguns pais preferem que a aplicação não seja feita. Há alguns hospitais que oferecem essa opção, mas os pais devem assinar um termo de responsabilidade. Contudo, só podem optar pela rejeição ao colírio de nitrato de prata a mulher que não teve gonorreia e outras doenças bacterianas durante o pré-natal (os exames que comprovem a ausência devem ser apresentados). Converse com o seu obstetra!


 



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