7 sintomas nas crianças que não devem ser ignorados

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Quem é mãe ou pai sabe: ver um filho doente, especialmente se ele ainda é um bebê ou uma criança pequena, é desesperador. Lembro-me da primeira vez que minha filha ficou resfriada: parecia que o mundo ia acabar! Mas o resfriado passou, e então eu descobri que a primeira febre alta poderia preocupar muito mais!

É difícil saber quando é um motivo justo para realmente se preocupar com a saúde da criança – por vezes achamos que é apenas uma crise de choro, e descobrimos uma “bela” dor de ouvido. Em outras pensamos que o filho está muito mal, e ele sai quase cantando do consultório do pediatra (quem nunca passou por isso? Saímos quase pedindo desculpas, por solicitar a consulta de emergência!).

Mas existem, sim, alguns sintomas infantis que merecem ser vistos de perto, porque podem indicar um situação bastante séria.

Confira uma lista a seguir com os mais comuns deles e saiba como reconhecer que chegou a hora de agendar uma consulta com o pediatra ou procurar uma unidade de pronto-atendimento. Vem ver!

Imagem: 123RF

Sintomas infantis que merecem atenção

Febre alta e contínua

Em bebês de até três meses, se a temperatura corporal superar os 37,5 °C é sinal de que o pequeno está com febre. Nessa idade, como a criança ainda é muito novinha e pode piorar rapidamente, o primeiro pico de febre já é motivo para procurar um médico.

Já nos maiores de três meses, o quadro febril preocupante se caracteriza por febre que ultrapassa 38 °C. Nesse caso, é recomendado entrar com medicação (importante esclarecer nas consultas com o pediatra em que situações você pode entrar com medicação em casa, para que ele receite um antitérmico e oriente quando e como usá-lo).

Junto à febre, vale observar se a criança manifesta outros sintomas. Se a febre vier acompanhada de irritabilidade, muito choro, sono, dor de cabeça e durar mais de um dia (e não diminuir nem com medicação), procure o médico, pois várias doenças têm a febre entre as primeiras manifestações (acompanhada de dor de cabeça, por exemplo, pode indicar meningite).

Sangramento que não cessa

Seu filho sofreu um machucado, o corte está se abrindo e a ferida não para de sangrar? Melhor recorrer à emergência! A regra também vale caso se trate de sangramento nasal que não cessa e fica mais intenso. Esses quadros podem indicar fraturas e traumas e precisam de tratamento.

Erupções cutâneas diferentes

Marcas na pele que surgem “do nada” geralmente também exigem investigação. Várias são as doenças têm as erupções cutâneas entre os sintomas: é o caso das bolinhas vermelhas que podem indicar catapora ou sarampo; das pequenininhas características da roséola (atente-se se vier acompanhada de febre alta); ou das elevações rosadas que podem indicar urticária.

Alergias (a alimentos, insetos etc.) e intolerâncias também podem desencadear marcas na pele. Observe se as manchinhas vêm acompanhadas de outros incômodos e, o quanto antes, marque uma consulta no pediatra para analisar a causa do problema.

Dificuldade para respirar

Se seu filho apresentar dificuldade para respirar e emitir sons quando respira (especialmente se vindos dos pulmões e do tórax), atenção! Asfixia, asma, reação alérgica, coqueluche ou pneumonia podem estar por trás do sintoma. Lábios azulados e descoloração ao redor da boca também indicam que a criança não está respirando normalmente e está com baixa oxigenação – nesses casos, o pronto-atendimento é o mais indicado, pois se trata de uma emergência.

Veja também: Quando (realmente) você deveria levar seu filho ao pronto-socorro

Inchaço no rosto

Reações alérgicas, quando severas, também desencadeiam inchaço nos lábios, na língua e nos olhos. Trata-se da chamada anafilaxia, um tipo de reação que se desenvolve muito rapidamente e exige tratamento imediato! Caso seu filho apresente o sintoma e você desconheça uma possível alergia que ele tenha, leve-o o quanto antes ao pronto-atendimento. A administração de anti-histamínicos será receitada.

Vômito depois de uma queda

As quedas acontecem com as crianças – e, geralmente, não implicam em nada grave. Porém, se depois que o seu filho cair ele sentir vontade de vomitar, pode ser indício de alterações neurológicas (como confusão mental ou perda de consciência), e o mais indicado é procurar um médico; atente-se especialmente se a criança bater a cabeça.

Dor de cabeça constante

Caso o seu pequeno se queixe constantemente de dores de cabeça, não ignore. O incômodo pode estar relacionado a problemas de visão ou até mesmo a doenças mal curadas. Por exemplo: se a criança reclamar de dor quando volta da escola, pode ser que esteja com dificuldade para enxergar a lousa e o esforço feito durante o dia todo para copiar a lição acarrete o incômodo; nesse caso, procure o oftalmologista para uma avaliação. Já se a queixa vier acompanhada de vômito, pode ser enxaqueca.

Apesar de parecer um problema de adultos, a dor de cabeça em crianças não é tão incomum, e uma investigação mais detalhada com o pediatra é muito importante para descobrir o que pode estar por trás do problema.


 



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