Será que meu filho está com dengue? Veja os sinais!

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Infelizmente, a dengue voltou a ganhar as manchetes dos noticiários. Nos últimos meses, surtos da doença têm se instalado em cidades brasileiras e muitas pessoas têm sido acometidas pelo mal transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Tanto que tenho recebido com frequência alguns questionamentos de leitores que acompanham o blog: “será que meu filho está com dengue?”. “Como sei que é dengue e não uma gripe?”. De fato precisamos falar sobre o assunto e esclarecer dúvidas.

Para que você proteger a sua família, é importante estar atento aos sinais /sintomas da doença e às formas de combatê-la. A seguir, você confere essas informações. Precisamos ficar de olho!

filho está com dengue
Imagem: 123RF

Como reconhecer a dengue e tratá-la

Febre alta (acima de 38,5° C) é o principal sintoma da doença e costuma ser o primeiro a se manifestar, inclusive nas crianças. Atente-se a ela, se desconfiar que seu filho está com dengue. Além da febre, a dengue costuma vir acompanhada de dores musculares intensas, mal estar, falta de apetite e ainda dores de cabeça e ao movimentar os olhos. Em alguns casos, manchas vermelhas podem aparecer pelo corpo também.

Quando se trata de dengue, a febre geralmente tem início abrupto e costuma durar de 2 a 7 dias. Quem já teve a doença afirma que, nesse período, o cansaço é extremo e há total perda de apetite. Ainda podem ocorrer náuseas, vômitos e perda de peso.

Se os sintomas persistirem, procure o quanto antes uma unidade de pronto-atendimento. Hoje, existe o teste rápido de dengue, mas também pode ser solicitado um exame de sangue para identificação do vírus.

Veja também: 5 coisas que você não sabia sobre a dengue (informação é a melhor prevenção – compartilhe!)

Fechado o diagnóstico pelo médico, o tratamento consiste no alívio dos sintomas, pois não há uma terapia específica para a dengue. As recomendações incluem ingerir bastante líquido e fazer repouso. Entre os medicamentos, remédios para diminuir a febre e analgésicos contra dores podem ser receitados, mas a automedicação é altamente contraindicada, pois alguns medicamentos podem interferir no tratamento.

Geralmente, entre 3 a 7 dias a temperatura cai e os sintomas vão regredindo. Entretanto o paciente pode sentir sinais de fraqueza por mais algumas semanas.

Se após esse período não houver melhora, vale ficar atento: pode ser que a doença tenha evoluído para um quadro de maior gravidade (o que ocorre rapidamente). Nele, quando a febre começa a ceder, há sinais de hemorragia, como sangramento nasal e vaginal. E há ainda a dengue rara, caracterizada por alterações neurológicas, como delírio, demência e amnésia, além de sintomas cardiorrespiratórios. São casos mais raros.

No entanto, na maior parte das vezes a dengue é assintomática (o paciente não apresenta sintoma nenhum). Nesses casos, a doença é similar à gripe e não costuma oferecer maiores riscos.

Transmissão e prevenção

A transmissão da dengue ocorre por meio da picada do mosquito
Aedes aegypti que estiver infectado pelo vírus da doença (aprenda a identificá-lo aqui).

Por isso, para prevenir a dengue, a recomendação é acabar com possíveis focos de proliferação do mosquito. Ele se desenvolve em água parada, portanto, tampe caixas d’água, mantenha as calhas limpas, deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo e as lixeiras bem tampadas. Coloque sabão em pó sobre os ralos, limpe constantemente potes de água de animais e preencha pratos de vasos com areia.

Essas medidas são fundamentais pois, eliminando criadouros, o mosquito não se desenvolve para propagar a doença. Mas outras alternativas paliativas também podem ser adotadas para prevenir as crianças de picadas, como a escolha de um repelente seguro (ou mesmo de roupas-repelentes) e outras medidas eficientescontra os insetos.


 



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