Gestação e amamentação diminuem o risco de câncer de mama (você sabia?)

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Estamos iniciando mais um Outubro Rosa, época do ano em que ações de conscientização sobre o câncer de mama são intensificadas, com o objetivo de prevenir e, também, de aumentar os casos de diagnóstico precoce da doença (o que aumenta, inclusive, as chances de cura!). E é exatamente sobre isso que eu falo nesse post: você que já teve filhos, está esperando o primeiro ou planeja engravidar, sabia que a gestação e a amamentação são ferramentas poderosas para evitar o câncer de mama?

É verdade! A seguir eu te explico por que isso é possível, além de dicas sobre outras formas de prevenção. Vale a pena estar alerta e compartilhar com as amigas! Confira:

Imagem: 123RF

Qual é a relação entre filhos, amamentação e o menor risco de câncer de mama?

A explicação se refere à diminuição dos ciclos menstruais da mulher. Quando engravidamos e durante o período em que amamentamos, nossos ciclos são interrompidos, o que nos deixa menos expostas a hormônios relacionados ao câncer de mama. Uma das justificativas é que, quanto mais ovulações temos, maiores são os níveis de estrogênio – e maiores também as chances de formação de células mutantes (e cancerígenas).

Essa relação também explica a diminuição do risco de câncer de ovário. E é por esse motivo que a amamentação prolongada, assim como um maior número de filhos protegem mais a mulher contra essas doenças.

Contudo, é importante ressaltar que muitas pesquisas ainda estão sendo feitas para justificar essa relação e, evidentemente, mulheres que tiveram mais de dois filhos e os amamentaram por bastante tempo, podem, sim, desenvolver câncer, já que as causas são diversas (o próprio fator genético, que é bem preponderante, leva a um risco aumentado).

E a gestação tardia?

Especialistas também destacam que a gestação tardia é um fator que aumenta o risco de câncer de mama. Para reforçar essa comprovação, existem estudos que mostram que em comunidades indígenas do Mato Grosso, em que a mulher tem vários filhos cedo e amamenta por bastante tempo, o índice de câncer de mama é baixíssimo. Já entre aquelas que saíram da tribo e hoje vivem nas cidades, tiveram poucos filhos e tardiamente, a incidência é maior.

O mesmo aumento ocorreu em diversos países, como no Japão, em que a taxa da doença quase duplicou em 30 anos, desde a ascensão feminina no mercado de trabalho (dados apontados em uma entrevista do Dr. Sérgio Simon, uma das maiores referências em câncer do Brasil e do mundo, ao Instituto Oncoguia; leia aqui).

Dicas

Diante de todos esses fatores, é importante nos atentarmos a formas de prevenção do câncer de mama apontadas pelos médicos: não descuide das consultas periódicas com o seu ginecologista, faça o autoexame e, ao se tornar mãe, lembre-se dos benefícios da amamentação. Além de diminuir o risco do câncer de mama, como vimos, o aleitamento materno oferece mais uma extensa variedade de vantagens à mãe e ao bebê (leia mais posts sobre amamentação do blog aqui).

Também vale ressaltar a importância de uma alimentação equilibrada. Diversos estudos vêm mostrando a relação entre determinados alimentos e a maior incidência de câncer – caso dos embutidos, por exemplo. Evitar a obesidade e o consumo de álcool são outras recomendações de prevenção.

E, evidentemente, o espaço que conquistamos no mercado de trabalho jamais pode ser considerado um retrocesso por essa aparente relação com o câncer. O que temos que levar em conta são nossos hábitos: a vida moderna nos deixa mais expostas a situações de estresse, o que compromete nossa saúde. Então, se você planeja engravidar, por exemplo, tente equilibrar esse sonho aos outros que são importantes para você, e não deixe os cuidados com você mesma de lado. Assim, você realiza suas conquistas e desfruta de benefícios como esse – e tantos outros que a maternidade oferece!


 



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