Por que meu filho adoece mais na volta às aulas?

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O período de volta às aulas está chegando, e com ele diversas preocupações que acabamos tendo todos os anos: a compra do material, a adaptação escolar (para aqueles que estão mudando de escola e para os pequenos que estão indo pela primeira vez), alterações na rotina, e ainda o risco de que a criança fique doente mais frequentemente. Cabeça de mãe fica cheia nessa época do ano, não fica?

E falando sobre o maior risco de que o filhote fique doente, isso não é um mito, não. Quem tem filhos sabe que, sobretudo quando a criança é pequena, ela acaba mesmo adquirindo resfriados, gripes e outras viroses com mais facilidade no ambiente escolar.

Para que você se informe sobre o tema, nesse post você confere informações preciosas concedidas pelo otorrinolaringologista Milton Orel, do Hospital paulista CEMA. Ele explica por que a criançada fica mais sensível nesse período e dá também dicas bacanas de prevenção. Vale a pena ler e compartilhar com outros pais!

Imagem: 123RF

Os motivos das doenças na escola

O primeiro fator está relacionado à idade: quanto mais nova criança, maiores as chances dela pegar uma doença de um coleguinha na escola. “Nos bebês e crianças pequenas os anticorpos ainda estão em processo de formação; o sistema imunológico pode ser um pouco mais deficitário”, coloca Milton Orel.

O médico ainda completa que a frequência de doenças na escolinha, em pequenos até o terceiro ano de idade, tem até nome. “Crianças até 3 anos têm o risco de desenvolver a ‘Síndrome da Creche’, que leva os pequenos a infecções repetidas, como faringites, otites, amigdalites, entre outras”, alerta.

Outros motivos que ele aponta como fatores de risco para o aparecimento de doenças na volta às aulas são as viagens de férias, que podem propiciar o desenvolvimento de viroses (pela alimentação em locais diferentes e possivelmente com alimentos de qualidade duvidosa). Já o maior contato com a água (seja em piscinas, mares ou rios), também comum no verão, facilita o surgimento de otites, enquanto ventiladores e ar condicionado estão relacionados à ocorrência de infecções respiratórias.

“Tem ainda o fato de que os cuidados com as crianças, por parte dos pais, são menores do que se comparados aos que acontecem no período escolar. Os pais tiram férias também”, completa Milton Orel.

E por fim pode-se falar da escola, que, muitas vezes, aproveita o período de recesso para reformas. Nesse caso, no retorno da criançada, os alunos têm contato com produtos químicos utilizados no processo, o que é mais um motivo para infecções e alergias.

E como proteger meu filho?

O médico ensina: “Manter a carteira de vacinação em dia, prolongar a amamentação o máximo possível, tendo em vista que o leite materno é um dos principais responsáveis pelo fortalecimento do sistema imunológico infantil; alimentação equilibrada e rica em nutrientes, hábitos de higiene pessoal e coletiva, banhos de sol diários e prática de atividades físicas são algumas ações bastante eficientes”.

Ele também destaca que não é possível proteger completamente a criança das doenças nesse período. Contudo, isso tem seu lado positivo: a exposição a micro-organismos faz parte do desenvolvimento e é importante para o sistema imunológico do pequeno, que ainda está sendo formado.

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