Quando os filhos começam a crescer, toda mãe sente saudades de algo que passou. Algumas, de pegar aquele bebezinho pequeno no colo, tão leve e delicado; outras, do ar angelical que demonstram enquanto dormem. Eu sinto saudades de amamentar, certamente uma das experiências mais importantes e marcantes de minha vida.

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Eu sempre quis, do fundo do coração, amamentar a Catarina. Ainda durante a gravidez procurei me informar sobre as melhores posições, a pega do bebê, os fatores que auxiliavam na produção de leite… Achei que não teria qualquer problema quando o momento de fato chegasse, apesar de ter sido alertada por minha mãe de que o primeiro mês de amamentação, em geral, não é um processo fácil.

Acredito que eu só tenha conseguido amamentar por nove meses porque minha vontade era mesmo muito grande. E porque recebi apoio das pessoas próximas, que me diziam que as dificuldades iniciais iriam passar. Justamente por isso eu gosto de conversar com vocês, leitoras, sobre o assunto, porque vejo uma idealização sobre a amamentação que está distante da verdade, pelo menos para a maioria das futuras mães.

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Sabe quando você assiste a uma cena na televisão em que a mãe dá o peito ao filho sorrindo, acariciando sua cabecinha, feliz da vida? Sim, eu experimentei muitos e muitos dias assim, mas nenhum deles no primeiro mês de amamentação. Se eu tivesse filmado essa fase inicial, o que vocês veriam seria uma mãe aos prantos, que sentia dor durante as mamadas, com o bico do peito rachado, e com sangramentos ocasionais. Vocês veriam uma mãe cansada, desanimada, mas firme em seu propósito de amamentar – apesar da pequena quantidade de leite, das dúvidas (que sempre aparecem, não importa o quanto você se considere pronta para isso), do desconforto causado pelas fissuras mamárias. Quer dizer então que nenhuma mãe sente prazer nas primeiras semanas de amamentação? Claro que não, pois conheço algumas que simplesmente não sentiram dor, desde a primeira mamada. Mas eu diria que elas correspondem a menos de 5% das mães com quem já conversei!

Uma dica que dou para as mães que estão começando (ou que começarão em breve o processo) é o uso de lanolina no peito que está machucado. Aqui no Brasil existe o Millar, do Laboratório Aché, que é uma bisnaga de lanolina anidra pura, pronta para ser aplicada sobre a mama. O produto é capaz de hidratar a pele do bico que está rachado, proporcionando também uma barreira que facilita a cicatrização da pele. O interessante é que a lanolina é um produto natural, obtido a partir da cera da lã de ovelha – não causa alergia no bebê e não precisa ser removida antes de amamentar (o que é um alívio, porque quando o bico está doendo, você vê estrelinhas só por tocá-lo!). E você pode reaplicá-lo sempre após as mamadas, o que promove (um baita!) alívio nas primeiras semanas de amamentação.

A parte boa, eu ainda não contei. Depois que você supera essas dificuldades iniciais, a amamentação se transforma em um presente para a mãe (e para o bebê, obviamente, que recebe a melhor nutrição do mundo, o leite materno!). Porque sem o peito machucado, você consegue sentir a energia do vínculo que está se formando com o bebê. Você fica tranquila, sabendo que está passando para o filhote anticorpos e todos os nutrientes de que ele precisa. Experimenta e depois me conta, se essa não é uma das vivências mais incríveis na vida de uma mulher, combinado?

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