Você se lembra qual era a brincadeira da sua infância de que mais gostava? Eu, por exemplo, adorava elefantinho colorido (aquele jogo em que uma criança falava uma cor e as outras tinham que correr até um objeto com a mesma, para não serem pegos)! Eu conseguia pensar naquelas cores que ninguém tinha (azul-turquesa, verde-abacate!), e todo mundo dizia que não valia! Por outro lado, não me chamem para jogar queimada até hoje, porque sou uma negação! Sabe quem era a última a ser escolhida para o time? Euzinha, claro!

Puxa, bons tempos aqueles! De brincadeiras despreocupadas, de muita risada, de suar de tanto correr! Do fundo do coração, eu gostaria que minha pequena aprendesse cada uma delas, que passasse tardes e mais tardes brincando com os amigos, para ter histórias para contar a seus filhos!

Para mim, algumas brincadeiras são um patrimônio cultural que não podemos deixar que se perca. Por isso, antes que nossos filhos cresçam, precisamos mostrar a eles que existem milhões de alternativas ao programa de televisão ou aos jogos do tablet. Precisamos brincar junto, ensinar gato mia, corre-cotia, passa-anel, jogar taco! E aí, preparada para relembrar as regras? Vem comigo!

Barra-manteiga: faça dois riscos no chão e divida a criançada em dois times. Uma criança deve ir até o time adversário e bater de leve na mão de cada um dos amigos, até que, sem aviso, escolhe um colega, bate mais forte e volta correndo para sua equipe. Se for pego, passa a integrar o time adversário! Veja mais.

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barra manteiga

 

 

Batata-quente: essa eu acho que todo mundo lembra! Batata quente, quente, quente, quente, queimou! Enquanto a música rola, uma criança passa rapidamente à outra a bola (ou mesmo uma batata!). Até que o amigo que está cantando (e que deve estar de costas, para não interferir no resultado), para a música. Quem estiver com a batata, sai do jogo! Veja mais.

batata quente

 

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Corre-cotia: ah, com essa brincadeira eu me divertia! As crianças se sentam em uma roda com os olhos fechados, enquanto uma outra corre em torno do círculo com um lenço na mão. Enquanto canta a música (“Corre, cotia, na casa da tia. Corre, cipó, na casa da vó. Lencinho na mão, caiu no chão. Moça bonita do meu coração. Posso jogar? Ninguém vai olhar?”), deixa o lenço cair atrás de um amigo. Aquele que receber o lenço deve correr atrás do outro até alcançá-lo, e a brincadeira recomeça, com a criança que foi pega como cantador. Veja mais.

corre cotia

 

Dança da cadeira: esse era um clássico das festinhas da minha infância! O número de cadeiras deve ser sempre igual ao número de participantes, menos um. Assim, quando para a música, aquele que ficou de pé sai do jogo!Querem saber? Nesse jogo eu era muito boa! Veja mais.

dança das cadeiras

 

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Detetive: lembra dessa? O assassino piscava o olho e matava todo mundo! Cabia ao detetive descobrir quem ele era, antes que a última vítima morresse! Eu jogava com cartas de baralho, e você? (veja mais)

detetive

 

Elefante colorido: “de que cor?”, todos perguntavam. “Azul!”. E saía a criançada toda correndo atrás de algo azul, para estar imune. Quem não achasse poderia ser pego, e passar a ser o elefante colorido! Ah, valia ter a cor na roupa, para estar salvo! Veja mais.

elefante colorido

 

Esconde-esconde: essa os pequenos conhecem até hoje! Que bom! Aliás, é uma brincadeira que agrada desde os pequeninos de poucos anos até os maiores, que sabem se esconder em locais mais difíceis! Veja mais.

esconde esconde

 

Gato mia: a graça aqui é brincar no escuro! Uma das crianças deve achar as outras. Quando encontrar alguém, pede: “gato mia!”. E, lógico, o outro diz “miau”. Se a voz de quem foi achado for identificada pelo pegador, ele passará a ser o gato! Veja mais.

gato mia

 

Vivo ou morto: o “chefe” manda e todo mundo obedece: morto (todo mundo deita)! Vivo (todo mundo levanta!). Quem se enrolar e não cumprir a ordem, sai do jogo! Veja mais.

morto vivo

 

Passa-anel: uma das crianças fica com um anel na mão e passa sorrateiramente a uma outra, que está com as mãos em conchinha. No final  todo mundo se diverte descobrindo onde o anel foi parar! Veja mais.

passa anel

 

Queimada: o terror da minha infância! Eu literalmente chorava quando tinha que jogar, porque sempre perdia! Separadas em dois times, as crianças tentam acertar as adversárias com a bola. Se acertar, a pessoa sai do jogo. Ganha o time que acabar com o outro primeiro. Veja mais aqui e as variações da brincadeira aqui.

queimada

 

Taco: o ideal é conseguir um lugar amplo para jogar: na quadra, no campo ou na praia. Ih, super complicado explicar! A regra completa está aqui.

tacos

 

Telefone sem fio: é uma brincadeira simples, mas muito divertida, porque todo mundo acaba morrendo de rir com a frase “sem pé nem cabeça” que é dita ao final. Desconfio de que sempre havia um engraçadinho que ouvia banana e passava taturana! Veja mais.

telefone sem fio