Infecção urinária na gravidez pode prejudicar o seu bebê

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Se você está grávida ou teve um filho sabe: é preciso estar muito atenta ao desenvolvimento de infecção urinária durante a gravidez. A doença, que é mais comum entre as mulheres, se torna mais frequente na gestação: nessa fase, acontece a dilatação dos órgãos do sistema urinário (e, assim, ficamos mais suscetíveis a desenvolver complicações na região). Mais um motivo é que os hormônios produzidos nesse período afrouxam alguns músculos e canais do local, de modo que a velocidade do fluxo da urina (dos rins para a bexiga) fique menor (e o resultado é que as bactérias ganham mais tempo para se multiplicar antes de ser eliminadas pelo organismo).

Mas, afinal, porque falar sobre o assunto aqui no blog? Por um motivo sério: durante a gestação, a infecção urinária pode trazer consequências graves à mãe e ao bebê, sendo uma das principais causas de parto e ainda de mortalidade prematura. Para que você, futura mamãe, não se descuide, a seguir reuni mais dados a respeito. Vem ver (é informação de utilidade pública!):

Imagem: 123RF

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Sintomas da infecção urinária

A infecção urinária, ou infecção do trato urinário (ITU), é causada por bactérias, que podem afetar a bexiga (provocando um quadro de cistite), ou os rins (ocasionando uma pielonefrite, que é um problema mais sério). Como nas mulheres o canal que leva a urina da bexiga para o meio externo é mais curto e mais próximo do ânus do que nos homens, a chance de infecção é maior (pois é, até nisso é difícil ser mulher!). Já nas grávidas, esse risco aumenta pelos motivos expostos acima, e ainda pela menor capacidade do rim em concentrar a urina nesse período (o rim passa a excretar maiores quantidades de glicose, o que torna a uretra um ambiente mais propício para a proliferação bacteriana). Além disso, a própria resistência da futura mamãe fica mais baixa durante a gestação, para receber o feto, o que aumenta a suscetibilidade de ataques de micro-organismos.

Os sintomas da infecção urinária variam entre dor ou queimação para fazer xixi, vontade frequente de ir ao banheiro, dor na pelve (ou no baixo ventre), sensação alternada de calor e frio, tremores, febre, urina com cheiro forte e ainda com pus ou sangue. Caso o quadro progrida para uma pielonefrite, a mulher também pode apresentar dores na região de um ou dos dois rins, além de febre alta (mais de 38°).

 

Diagnóstico e tratamento da Infecção do Trato Urinário

Se a futura mamãe sentir algum dos sintomas descritos acima, é muito importante que ela procure logo o ginecologista, que deverá pedir um exame de urina. Por meio dele, é possível identificar a presença de bactérias e fazer o diagnóstico da infecção. O tratamento será feito com antibióticos, devidamente prescritos pelo médico para ser usados com segurança durante a gravidez.

 

Tem como prevenir a infecção urinária?

Tem sim. A prevenção é a mesma para todos que desejam evitar o problema: manter a hidratação tomando bastante água, não segurar o xixi por longos períodos de tempo (inclusive urinar após relações sexuais) e fazer a higiene pessoal corretamente. Para as gestantes, mais um cuidado importante é fazer a cultura de urina durante o pré-natal (que deverá ser pedida pelo ginecologista durante o primeiro e o terceiro trimestre da gravidez, lembrando que este é o período mais comum identificado de aparecimento da doença).

 

Quais as complicações da infecção urinária para mãe e filho?

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a Infecção do Trato Urinário é considerada um importante fator de morbimortalidade (ou seja, de impacto de doenças e óbitos) durante a gravidez e o puerpério (também é comum que a infecção se desenvolva durante o pós-parto, então continue atenta depois do nascimento do bebê!). Isso porque, se não tratada, a doença pode ocasionar pré-eclâmpsia (hipertensão durante a gestação), anemia, além de parto prematuro, recém-nascidos de baixo peso (pois pode restringir o crescimento intra-uterino), ruptura prematura das membranas ovulares e amnióticas (amniorrexe), e ainda retardo mental ou paralisia cerebral na infância (um estudo da Febrasgo identificou que o risco de paralisia é de quatro a cinco vezes maior nas gestantes com ITU!, além de óbito perinatal.

Todo cuidado é pouco, por isso, não descuide do pré-natal e fique atenta aos sintomas. Também mantenha em dia a higiene e a hidratação, afinal, não vale a pena correr esse risco, não é mesmo?




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Comentários (2)

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  1. Rachel Pinheiro disse:

    Eu tive infecção urinária na minha gestação, mas não tive nenhum sintoma, o que, segundo minha ginecologista é muito comum. Só descobri a doença porque entrei em trabalho de parto com 32 semanas de gestação. Fui internada, tomei medicamentos para interromper o trabalho de parto e passei por exames que detectaram o problema. Minha gestação seguiu normalmente e minha filha nasceu com 37 semanas. Ela tem dois anos e graças a Deus não teve nenhuma sequela.

  2. Tive agora no início da gravidez, felizmente fazendo os exames do pré-natal já fui medicada e já estou sem o problema, mas realmente não tinha noção do perigo, ficarei ainda mais atenta para irmos bem até o fim desta nova gestação!

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