Estudos mostram qual a melhor forma de disciplina para cada tipo de criança

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Sempre que eu tenho a oportunidade de conversar com outras mães sobre birras, disciplina, e a melhor forma de mostrar aos pequenos noções de respeito, percebo que essa é uma questão com muitas facetas. A verdade é que o que funciona bem para uma família, simplesmente não surte qualquer efeito na outra. E mesmo considerando irmãos, que moram em uma mesma casa e foram educados de forma similar, é possível que os pais não consigam utilizar as mesmas técnicas com um e com outro – afinal, cada criança tem sua própria forma de enxergar o mundo e de responder em uma situação em que é contrariada.

Por isso eu achei muito interessantes os resultados do último encontro da American Psychological Association (órgão que representa a classe dos psicólogos norte-americanos), que discutiu diversas técnicas de disciplina – desde o oferecimento de algo que a criança deseja para que ela apresente o comportamento pretendido pelos pais, passando por uma conversa em que são mostrados argumentos para que os pequenos compreendam qual é a melhor forma de se comportar, até o chamado cantinho do castigo. Foram apresentados vários estudos, e os pesquisadores chegaram a algumas conclusões que eu compartilho agora com vocês (vejam como fazem sentido!):

Imagem: 123RF

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A promessa de um prêmio ou um presente foi a maneira mais eficaz para a melhora do comportamento imediato da criança, independentemente de sua personalidade. Entretanto, as mães de crianças que batiam ou que eram desafiadoras, e que utilizavam frequentemente desse artifício para fazer com que os filhos se comportassem melhor, revelaram que, depois de alguns meses, os pequenos não só deixaram de cooperar como passaram a se comportar de forma muito pior.

Crianças que reagiam a uma situação reclamando ou chorando, ou apresentando uma forma leve de mau comportamento, normalmente respondiam bem à argumentação dos pais – ou seja, com elas era possível conversar e apresentar motivos para que ela deixasse de se comportar de determinada maneira. Por outro lado, punições como o cantinho do castigo, a perda de algo que gostassem ou a proibição de um hábito (ver televisão por um período, por exemplo) não parecem funcionar bem.

Os pequenos que respondiam às situações de uma forma mais agressiva, batendo ou desafiando os pais, em geral não modificavam seu comportamento com a tentativa de conversa, como acontecia com as crianças que apenas reclamavam ou choravam. Para elas, em geral o mau comportamento só cedia quando eram punidas – seja aguardando alguns minutos no cantinho do castigo ou perdendo temporariamente alguma coisa de seu interesse.

– Pensando em modificação do comportamento a longo prazo, o hábito de apresentar razões à criança para que ela mude sua forma de agir parece ter uma boa influência em todos os pequeninos, mesmo naqueles que de imediato precisavam de algum tipo de punição para deixar de bater ou desafiar (vejam aqui a importância de explicar sempre, mesmo que pareça que estamos falando com as paredes!).

– O uso do cantinho do castigo (com espera de tempo) como método de disciplina pode não surtir o efeito desejado se aplicado de forma incorreta. Ao invés de colocar a criança ali sem uma explicação prévia, depois que ela se comportou mal, o ideal é preveni-la antes, dizendo que se ela bater no amiguinho ou desafiar uma ordem dada terá que aguardar alguns minutos no local por não ter se comportado bem.

Em muitas situações, dar uma segunda chance à criança, para que ela se comporte da maneira combinada, mostrou-se uma boa solução. Primeiro ela leva uma advertência e lhe é concedida uma segunda tentativa de fazer o que é certo.

Enfim, pensando no comportamento de Catarina ao longo do tempo (e entendendo também que uma mesma criança pode passar por fases – às vezes mais desafiadoras, outras mais manhosas), essas conclusões me fizeram total sentido. Informações bacanas para se analisar, pois podem ajudar a lidar com os filhotes nos momentos de tensão!




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