Como agir quando seu filho não quer cumprimentar ninguém

Por 22 Comentários


Sabe aquela criança educada, que chega a um ambiente e, sem que a mãe precise falar um “A”, cumprimenta a todos com um sorriso no rosto e um jeito muito elegante de se colocar? Pois eu acho lindo! Eu olho para esses pequenos e, no fundo, queria que minha filha fizesse a mesma coisa. Mas, até pouco tempo atrás, Catarina se mostrava exatamente o contrário: a criatura mais teimosa do mundo, que fazia de tudo para não cumprimentar as pessoas (com raríssimas exceções).

E não pensem que isso só acontecia com quem ela não conhece (o que seria até compreensível): o problema está em não querer dizer “olá”, nem dar um abraço nas pessoas mais próximas – avôs, tios… Que chegavam de braços abertos e eram deixados literalmente no vácuo. E aí vinha a briga: de um lado eu, tentando fazer com que ela seguisse as convenções sociais da boa educação; de outro ela, que percebia que aquilo me irritava e insistia na teimosia, para testar meu limite.

menina emburrada

Mas nem sempre foi assim: com alguns meses, Catarina era o bebê mais simpático do universo. Distribuía sorrisos, dava tchauzinho até mesmo mesmo para os desconhecidos. Só que ela foi crescendo: veio a fase de ficar envergonhada (quando já percebia que existiam pessoas mais e menos próximas de seu círculo de convivência), do “terrible two” (com gritos e esperneios – não dava para chegar nem perto), e a recente: um pouco mais civilizada, mas ainda longe daquela criança que sai correndo para encher vovô e vovó de beijos.

Pois outro dia uma amiga me deu uma dica interessante, que tem surtido efeito por aqui – por isso quis compartilhá-la com vocês. Seguindo essa sugestão, ao invés de falar pela centésima vez para que ela desse um abraço nos familiares, deixei que ela se comportasse como sempre (ou seja, esquivando-se do cumprimento), sem fazer qualquer comentário. Alguns minutos depois, quando ninguém mais esperava que ela agisse educadamente (ou seja, quando ela não estava mais chamando a atenção das pessoas com esse comportamento) a chamei de lado e expliquei, de maneira simples e direta, que crianças educadas param para cumprimentar os mais velhos quando chegam a um determinado local (e que, se ela queria ser educada, deveria fazer exatamente isso). E mais: que as pessoas ficariam muito felizes com sua atitude.

Por incrível que pareça, ela disse ter entendido, e foi imediatamente cumprimentar a todos os presentes. E nas vezes que se seguiram, e em que eu conversei com ela da mesma forma, o resultado foi o mesmo. Enfim, fica como dica para as mães de pequenos “ardidos”! Por aqui o segredo foi não me estressar, falar com a pequena separadamente e esperar um pouco para agir, para que o diálogo não virasse mais um braço de força.




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Comentários (22)

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  1. Andréa disse:

    Lendo seu texto, parecia que você estava escrevendo sobre a minha filha. A Marina tem 2 anos e 2 meses e não quer saber de falar oi para ninguém, nem mesmo os avós. Fico super envergonhada. Vou tentar fazer o que você escreveu.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Andréa,

      Esse período dos 2 anos foi o pior aqui em casa! Eu também ficava super envergonhada!

      Mas vai progressivamente melhorando!

      Grande beijo,

      Nívea

  2. Juliana C P Maciel disse:

    Aqui em casa acontece exatamente assim. Me senti escrevendo esse texto. Vou praticar a dica.

  3. Alcione disse:

    Minha filha era de fases, tinha dia que cumprimentava todo mundo sem pedir, no outro se esquivava de todos, eu simplesmente pedia às pessoas que não lhes dessem atenção, pronto, em pouco tempo ela vinha se chegando.
    Hoje em dia, ela está com 3 anos e 4 meses, fala com todos onde chega, sai distribuindo beijos e abraços!! Todos ficam encantados com ela!!

  4. Marcia disse:

    Achei muito desnecessário e sem noção este texto. E a criança quese adeque à necessidade de “ficar bem na fita” dos adultos, tendo seu direito de ambientar-se e sociqlizar-se no seu tempo, completamente retirado? Criança não é um objtoa dispor de gostos, é um ser humano em formação, com fases de vida que devem necessariamente ser respeitadas e não desejar beijos e abraços é um direito. Um oi, basta. Lamentei.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Marcia,

      Em primeiro lugar obrigada por seu comentário. Assim como todos os outros, o respeito e o acato, mas tenho que dizer que discordo completamente do seu ponto de vista.

      Ensinar uma criança a cumprimentar educadamente, no meu ponto de vista, não tem como objetivo fazer com que ela “fique bem na fita” dos adultos, e sim mostrar que existem, sim, regras da boa convivência. E se não começarmos a ensinar nossos filhos de que essas regras existem, desde pequenos, corremos o risco de criarmos uma série de indivíduos que só sabem viver sob as próprias regras – sem respeitar o espaço do outro.

      Mais do que isso: mostrar a uma criança que um cumprimento faz um avô, ou um tio feliz (não estamos dizendo da pessoa que ela nunca viu na vida – essa, obviamente, nenhuma mãe faz questão de que o filho abrace), é ensinar duas coisas: a primeira – respeito; a segunda: empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro e se identificar com suas emoções e sentimentos.

      Acredito que, dessa forma, estamos criando filhos mais preparados para um mundo melhor para todos.

      Um abraço,

      Nívea

      • Regiane disse:

        Concordo plenamente, ensinar pequenos hábitos de boa educação desde cedo não “traumatiza” ninguem.
        E pelo texto fica claro que ela esta testando os adultos, a autoridade da mãe, chamar a atenção (tipico da idade) do que envergonhada.
        E eh proposto uma forma simples e coerente de como agir nessa situação.

      • Miriam disse:

        Concordo Nivea, e muito obrigada por compartilhar. Tenho uma “ardida” dessas atualmente com 4 anos que é de lua, tem dia que cumprimenta, tem dia que não quer, até mesmo os avós paternos que cuidam dela enquanto eu e meu marido estamos no trabalho. E a menor de 1 ano e 2 meses que estranha quem ela não conhece, mas se abre toda pros conhecidos…
        A maior me deixa louca toda vez que faz essas “diferenças” com as pessoas. Ela gosta por exemplo de uma prima do meu marido, de algumas tias dele, mas não fala de jeito nenhum com a Bisavó que a adora, nem com alguns tios =/

        Vou tentar usar essa estratégia da próxima vez, torcendo que funcione! rsrs
        Beijos!

      • Aline disse:

        Perfeito. Criança tem que ser educada sim. Mas da maneira que vc indicou, não precisa ficar forçando ali na frente do adulto. Parabéns amo seu blog e me ajuda muito.bjs

    • Miriam disse:

      Nossa… Educação mandou lembrança ;o)

    • Marcela ishida disse:

      Márcia,eu achei que o texto nao chama a atenção para obrigar a criança a beijar e abraçar quem ela não quer. O texto da hma dica, como muitas tão valiosas ja me deram e funcionou, de como orientar a criança. Agora minha filha tem 2 anos e 4 meses, tem uma personalidade muito forte. Se eu não direcionar as coisas, que tipo se adolescente ela vai ser? E mais, que adulto ela será? Esse texto vei bem a calhar pra mim. VOU TESTAR SIM. E a propósito, o texto fala exatamente da criança que não fala nem um ‘oi’, o que que vc no texto que e suficiente, e todas as mães tb acham o suficiente se for confortável para a criança. É criança sim! Tem aue ser respeitado sim! É também tem que ser educado, ensinado a respeitar os mais velhos, ser ensinado como se comportar em qualquer lugar. A infância vai passar, mas o que a gente ensinar vai ficar pra sempre.

  5. adriana disse:

    é lógico que é importante ensinar a cumprimentar . nossa os avós ficam tão felizes que as crianças o agrdam que não tem preço .uma mãe e um pai sempre vão querer que falem bem de seus filhos e não o chamem de mau educado .muito bom o texto .vou tentar com a minha filha que já tem 6 anos e as vezes é teimosa em não cumprimentar bjs

  6. Karen disse:

    Oi Nivea, boa noite!

    Gostei muito da dica, tenho esse mesmo problema meu filho tem quase 4 anos e apesar das insistentes conversas ele sempre fica tímido pra cumprimentar qualquer pessoa mesmo da família.
    Vamos tentar praticar sua dica.

    Bjuu

    Karen Rebello

  7. Débora disse:

    Parabéns, ajuda e dicas para a educação dos filhos são sempre bem vindas.
    Tenho uma filha de 9 anos e uma de 2 anos e as duas são difíceis nesta área…cumprimentam quando querem, mesmo que seja uma pessoa muito querida delas….
    Mas creio que aos pouco vamos inserindo informações e ensinamentos, vou aplicar mais esta dica para tentar alcançar o alvo mais rápido.
    Obrigada!

  8. Raphaela disse:

    Olá! Estou exatamente nesta tema com a minha filha. Sempre falo da importancia de ter educação com as pessoas. Vou seguir os conselhos. Obrigada!

  9. Renata disse:

    Passo por isso até hoje com minhas gêmeas e elas já estão com 7 anos… vou tentar!

  10. Ana disse:

    Oi Nívea.

    Amo seus posts.
    E consigo me enxergar em todos eles.
    Até compartilho alguns no face na página que estou começando a criar.
    Enfim, tenho vivido exatamente isso. Meu pequeno não cumprimenta ninguem… e claro as pessoas nem sempre entendem e ficam me olhando com uma cara de “você não sabe educar seu filho???”
    Gostei da sua dica e vou colocar em prática ainda hoje.
    Tomara que funcione.

    Beijos.

  11. Ana Paula Ascencio Nunes disse:

    Oi Nívea, bom dia!
    Estou amando suas dicas, leio sempre que posso, nossa pequena chega em Novembro, mas já estou absorvendo as dicas de outras mamães e achei muito relevante conversar com calma com a criança, tenho certeza que eles entendem sim e é muito melhor que surtar junto com eles. rsrs
    Um beijão e parabéns pelo blog!

  12. Aires disse:

    tenho um casal que são identicos neste sentido. fico chateada porque tem gente que acha que ensino assim, mas é deles mesmo não consigo convencê-los.

  13. Aline Crstine Taioqui disse:

    Nossa minha filha é assim. Não sei mais o que faço.
    Vou testar esse “metodo”. Tomara que funcione.

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