Muitas mulheres têm dúvidas com relação ao que acontece no puerpério e quais os impactos no bem-estar e no saúde da nova mãe. Afinal, durante toda a gestação a mulher já passa por uma série de transformações e mudanças, e isso pode gerar dúvidas e ansiedades com o passar do tempo.

Pensando nisso, trouxemos um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre essa importante fase pós-parto! Acompanhe.

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O que acontece no puerpério?

o que acontece no puerpério

Mulher puérpera com seu bebê no colo. Foto: Freepik

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O puerpério consiste na quarentena ou período de resguardo pelo qual a mulher passa logo após dar à luz ao seu filho. Pode ser marcado pelo ciclo de 40 ou 45 dias após o parto. Nesse período, o corpo da mulher passa por uma série de mudanças.

Afinal, se durante a gestação ele gerou uma vida, depois desse período ele precisará “se recuperar” para voltar ao seu “estado normal”. É nessa recuperação que uma série de acontecimentos ocorrem.

Listamos a seguir para que você não fique ansiosa e saiba entender melhor o seu corpo nesta nova fase:

1. O que acontece no puerpério: O útero se contrai e fica mais leve

o que acontece no puerpério

Foco nos pezinhos do bebê sobre a barriga da mãe. Foto: Freepik

Durante a gestação, o útero pode chegar a um tamanho de 32 cm, e pesar cerca de 1,5 kg. Passado o parto, o corpo da mulher começará a viver ondas hormonais que visam restabelecer o “estado natural” do corpo sem gestação.

Nesses 45 dias de resguardo o útero tende a diminuir um centímetro por dia, até chegar a 7 cm e 60 gramas. É por isso que uma mulher que recém tem um bebê pode continuar com a “barriguinha” de grávida por um período.

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2. O corpo da mulher foca, nas primeiras 24 horas, na amamentação e retração uterina

Muitas mulheres se questionam acerca da gravidez logo após o parto. A verdade é que nas primeiras horas a mulher não vai ovular e, logo, não poderá haver a concepção. Isso porque o corpo estará focado em algo mais importante no momento: gerar leite materno e retrair o útero, de acordo com as medidas que mencionamos acima.

3. A amamentação auxilia na organização do peso corporal da mulher

Mulher puérpera amamentando o seu bebê. Foto: Freepik

Uma mulher que amamenta desde o puerpério, até a criança completar ao menos 1 ano de idade, consegue restabelecer o seu peso corporal de antes da gestação com mais facilidade. Isso decorre do fato de que o corpo gasta muitas calorias para gerar o leite materno.

Estima-se que uma mulher gaste de 700 a 900 calorias por dia para gerar a alimentação do bebê. Por isso, a amamentação é importante não só para o pequeno, como para o equilíbrio corporal da própria mãe.

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4. Nesta fase, a mulher pode estar mais propensa aos quadros de depressão

Embora os sintomas de depressão possam ser notados já durante a gestação, é no puerpério que se tornam mais evidentes.

Por isso, um acompanhamento psicológico com uma psicóloga perinatal é muito importante para prevenir esse tipo de quadro. Afinal, a mulher passará por muitas mudanças, poderá se sentir insegura com alguns resultados e, consequentemente, as questões hormonais somadas a tudo isso podem desencadear um quadro de depressão.

O que acontece no puerpério – 5. O lóquio estará presente por cerca de um mês

Pezinhos do bebê em cima da barriga da mãe. Foto: Freepik

Independente do parto que foi escolhido pela mulher, a verdade é que haverá um sangramento durante, pelo menos, os primeiros 30 dias depois do parto. Afinal, as mudanças no corpo são significativas, e é necessário que o organismo se organize novamente.

Nos primeiros 10 dias esse sangramento pode se assemelhar à menstruação. Com o passar do tempo, a quantidade diminui, assim como a coloração vai ficando mais clara, em um tom rosado. Por fim, ele se cessa naturalmente.

No entanto, se a mulher perceber um sangramento muito anormal e intenso, o ideal é conversar com o ginecologista.

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6. A vida sexual precisa ser “pausada” por um tempo

É importante a mulher entender o que acontece no puerpério para evitar contratempos e uma gravidez indesejada ainda nesta fase. Isso porque embora o corpo interrompa o processo conceptivo por um período, a mulher não deve se desproteger de uma nova gestação.

Isso pois não se sabe ao certo quando o organismo estará esperando uma nova fecundação, uma vez que varia de mulher para mulher.

Além disso, tanto no caso do parto natural quanto do cesária, a mulher precisa aguardar o tempo de cicatrização do útero e demais áreas afetadas. Logo, precisa aguardar a alta do médico para que as relações sexuais sejam retomadas.

Há, ainda, mulheres que desenvolvem disfunções sexuais depois do nascimento do bebê, e isso pode requerer um atendimento de fisioterapia pélvica, a fim de restabelecer o bem-estar dessa jovem mãe.

Veja, neste conteúdo, informações sobre essa fisioterapia: Fisioterapia pélvica na gestação: O que é? Como funciona? Quais as vantagens?

7. Outras considerações sobre o início da amamentação

Bebê bocejando no colo da mãe. Foto: Freepik

Nos primeiros dias, a mulher não terá o leite materno, de fato, para oferecer ao bebê. Neste período existe uma substância nutritiva chamada de “colostro”, que servirá de base para o novo bebê começar a se desenvolver.

Passado alguns dias, a mulher sentirá os seios mais inchados, doloridos e quentes. Isso são sinais de que o leite começou a ser produzido e a amamentação poderá ser iniciada normalmente.

Algumas mulheres podem sofrer com dores nos mamilos e rachaduras nos bicos dos seios. Nesses casos, a fisioterapia obstétrica também pode auxiliar. Busque informações e não interrompa a amamentação sem recomendação profissional qualificada.

Agora que você já sabe o que acontece no puerpério, é hora de se preparar para esse momento tão importante. Desejamos muita sorte e muito amor nesta nova fase. Cuide de você, não se cobre tanto e curta cada descoberta!

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