Hoje vamos falar sobre a alimentação na gestação!

Esse é um assunto muito importante que requer planejamento e cuidados, para que a mulher tenha uma gestação saudável tanto para ela quanto para o desenvolvimento do bebê.

Em suma, é importante que, durante a gravidez, a futura mamãe tenha uma alimentação balanceada, que contenha todos os nutrientes necessários.

A alimentação deve ser rica em proteínas, frutas e vegetais, devendo incluir alimentos ricos em ácido fólico, ferro, cálcio, zinco, ômega-2, vitamina A e vitamina B12.

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Por isso, uma boa alimentação é fundamental para suprir as necessidades nutricionais da própria mulher e do feto em desenvolvimento, além de ser importante para ajudar a preparar o organismo materno para o parto e para estimular a produção de leite.

Além disso, durante a gravidez a mulher não deve fazer nenhuma dieta para emagrecer e a alimentação não precisa ter grandes restrições.

No entanto, deve manter-se saudável e com horários regulares para que o bebê receba os nutrientes regularmente e mantenha o seu desenvolvimento de forma adequada.

Descubra quais alimentos são indicados e quais devem ser evitados durante o período de gestação da mulher.

Boa leitura!

Veja aqui: Existem alimentos que ajudam a engravidar?

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Alimentação na gestação

Mulher grávida preparando salada. Crédito da foto: Freepik

Alimentação na gestação: O que é bom comer?

A alimentação na gravidez tem que ser rica em cereais integrais, legumes, frutas, leite e derivados, leguminosas, peixe e carne magra, como peru e frango.

É importante que os alimentos sejam preparados grelhados ou ao vapor, evitando as frituras, os alimentos processados, os alimentos congelados e as comidas prontas.

Além disso, é importante incluir na alimentação diária alimentos ricos em vitaminas e minerais e que são importantes para a saúde da mãe e do bebê, como por exemplo:

  • Vitamina A: cenoura, abóbora, leite, iogurte, ovos, manga, brócolis e pimentão amarelo;
  • Vitamina B12: produtos lácteos, ovos e alimentos fortificados;
  • Ômega 3: óleo de linhaça, sementes de linhaça, abacate, azeite de oliva extra virgem, nozes, chia e frutos secos;
  • Cálcio: produtos lácteos, vegetais escuros, gergelim e frutos secos, como as nozes;
  • Zinco: feijão e frutos secos como a castanha do Pará, amendoim, castanha de caju e nozes;
  • Ferro: feijão, ervilha, grão de bico, ovo, cereais, pão integral e vegetais e folhas verde;
  • Ácido fólico: espinafre, brócolis, couve, aspargo, couve de bruxelas, feijão e tomate.

Além disso, o consumo de proteínas é importante para a formação de tecidos tanto maternos como do bebê, principalmente no último trimestre de gravidez.

Todos esses nutrientes são essenciais para evitar problemas como parto prematuro, anemia, baixo peso ao nascer, atraso no crescimento e malformações, por exemplo.

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Alimentação na gestação: O que evitar de comer?

Alguns alimentos devem ser evitados na gravidez. São eles:

  • Peixes com alto teor de mercúrio: é importante que a mulher coma peixe pelo menos 2 vezes por semana, no entanto deve evitar aqueles que contenham mercúrio, como atum e o peixe espada, pois o mercúrio atravessa a barreira placentária e pode prejudicar o desenvolvimento neurológico do bebê;
  • Carnes, peixes, ovos e mariscos crus: é importante que esses alimentos estejam bem cozidos, já que quando consumidos crus poderiam causar alguma intoxicação alimentar, além de aumentar o risco de toxoplasmose;
  • Frutas e vegetais mal lavados, para evitar uma intoxicação alimentar;
  • Bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas alcoólicas na gravidez está associado ao atraso no crescimento e desenvolvimento do bebê;
  • Adoçantes artificiais que se encontram com frequência em produtos diet ou light, pois alguns não são seguros ou não se sabe se poderiam interferir no desenvolvimento fetal.

No caso do café e de alimentos que contenham cafeína, não existe consenso a respeito, no entanto é recomendado o consumo de 150 a 300 mg de cafeína por dia, sendo que 1 xícara de café expresso de 30 mL possui cerca de 64 mg de cafeína aproximadamente.

No entanto, é melhor ser evitado, já que a cafeína pode atravessar a placenta e causar alterações no desenvolvimento do feto.

Além disso, existem alguns chá que não são recomendados durante a gravidez pois não se conhecem os efeitos durante a gestação ou porque estão relacionados com o aborto. 

Agora que já vimos quais os alimentos que devem ser consumidos e quais devem ser evitados, vamos ver o que comer para o feto não nascer prematuro e sim com uma boa saúde.

Confira!

Alimentação na gravidez

Mulher grávida segurando um pote com salada. Crédito da foto: Freepik

Alimentação na gestação: O que comer para o bebê ganhar peso?

Para aumentar o ganho de peso do bebê durante a gravidez, deve-se aumentar o consumo de alimentos ricos em proteínas, como carnes, frango e ovos, e de alimentos ricos em gorduras boas, como castanhas, azeite e semente de linhaça.

O baixo peso do feto por ter diversas causas, como problemas na placenta ou anemia, e pode levar a complicações durante a gravidez e o parto, como parto prematuro e maior risco de infecções após o nascimento.

Proteínas: carnes, ovos e leite

Os alimentos ricos em proteínas são principalmente os de origem animal, como carnes, frango, peixes, ovos, queijos, leite e iogurte natural.

Eles devem ser consumidos em todas as refeições do dia e não apenas no almoço e no jantar, pois é fácil incrementar o café da manhã e os lanches com iogurtes, ovos e queijos.

As proteínas são nutrientes necessários para a formação dos órgãos e dos tecidos do corpo, além de serem as responsáveis pelo transporte de oxigênio e nutrientes no sangue da mãe e do bebê.

Gorduras boas: azeite, sementes e castanhas

Já as gorduras estão presentes em alimentos como azeite extra virgem, castanha-de-caju, castanha-do-pará, amendoim, nozes, salmão, atum, sardinha, sementes de chia e de linhaça.

Esses alimentos são ricos em ômega-3 e gorduras que favorecem o crescimento corporal e o desenvolvimento do sistema nervoso e do cérebro do bebê.

Além de consumir esses alimentos, também é importante evitar o consumo de gorduras trans e gordura vegetal hidrogenada, que prejudicam o crescimento do bebê.

Essas gorduras são encontradas em alimentos industrializados como biscoitos, margarinas, temperos prontos, salgadinhos, massas para bolos e comida pronta congelada.

Alimentação na gravidez

Mulher grávida na cozinha, ao lado de um copo de suco de laranja. Crédito da foto: Freepik

Vitamina e minerais: frutas, verduras e grãos integrais

Já as vitaminas e os minerais são nutrientes essenciais para bom funcionamento do metabolismo e desenvolvimento do feto.

Elas são muito importantes para funções como: transporte de oxigênio, produção de energia, transmissão dos impulsos nervosos, etc. 

Esses nutrientes são encontrados principalmente em:

  • Frutas;
  • Legumes;
  • Verduras;
  • Grãos integrais.

Exemplos de grãos integrais são: arroz integral, pão integral, feijão e lentilhas.

Também é importante destacar que algumas vezes o obstetra ou o nutricionista pode prescrever suplementos vitamínicos durante a gestação, para complementar o aporte de nutrientes da dieta. 

Por fim, para ter um melhor controle do crescimento do feto, é importante fazer o pré-natal desde o início da gestação, fazer exames de sangue e ultrassom regularmente e também ter o acompanhamento do médico obstetra.

Agora que você já sabe tudo sobre alimentação na gestação, aproveite para ler: