folículo dominante

Foto: Freepik

A ovulação é um dos processos mais mágicos do corpo humano feminino. Engrenagem importante dos ciclos menstruais e períodos férteis, a ovulação permite que o sonho de ser mãe se torne realidade. Mas, para que isso aconteça, o folículo dominante é peça-chave. 

Confira a seguir todos os processos antes da fecundação acontecer, e qual a importância do folículo dominante do corpo feminino. 

Como funciona a ovulação?

Os ovários, localizados um de cada lado do útero, são responsáveis pela síntese dos hormônios e do armazenamento dos óvulos – que ficam guardados dentro de saquinhos chamados folículos. 

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Dentro dos óvulos e separados em folículos há entre 300 e 500 mil óvulos no total. Esses, são produzidos ainda em fase gestacional. Ou seja, a mulher já nasce com eles e não os produz mais depois que sai da barriga da mãe. 

Na fase da puberdade e do período menstrual, a glândula cerebral responsável pela liberação dos hormônios, também conhecida como hipófise, dá o comando do processo hormonal. Primeiro, é liberado o GnRH, hormônio liberador de gonadotrofina. Depois, como consequência, o FHS, responsável entre muitas coisas pelo desenvolvimento dos folículos e a produção de estrogênio deles. 

Os folículos se desenvolvem por meses até amadurecerem o bastante para liberar um óvulo. Em contrapartida, existem folículos nos mais diferentes estágios de amadurecimento dentro dos óvulos – alguns até mesmo não conseguem se desenvolver o bastante e morrem ainda em estágios anteriores ao desenvolvimento. 

Dentro de cada folículo cerca de 10 ou 15 óvulos são selecionados para amadurecer, mas apenas 1 ou 3 chegam ao estágio final, quando estão prontos para serem liberados pelo ovário. 

 

E o que é o folículo dominante?

Logo no começo do ciclo menstrual, os folículos começam a se sobressair para amadurecer e liberar o óvulo. Mas, no meio do caminho, um deles se torna o folículo dominante. 

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Ele se torna dominante ao atingir o marco de 10 mm de diâmetro. Medida que pode crescer até os 3 cm (tamanho aproximado de uma uva), na metade do ciclo menstrual feminino. Com o desenvolvimento alimentado pelo FHS, os folículos passam a produzir estrogênio e  liberam o óvulo quando o nível do hormônio atinge seu máximo. Nessa hora que o corpo libera o hormônio luteinizante e conclui o processo da ovulação. 

Muitas vezes, é nesse momento do processo que a mulher costuma sentir a dor da ovulação. Fisgadas no baixo abdômen que frequentemente são confundidas com cólicas. Tudo isso, porque o folículo degrada as próprias paredes para permitir a saída do óvulo, em harmonia com altas quantidade de hormônio que naturalmente deixam a mulher mais sensível. 

 

E quando ele está pronto para receber um espermatozóide?

Depois de liberado, o folículo dominante é absorvido pela trompa de Falópio. Após isso, ele tem cerca de 12 a 24 horas para ser fecundado pelo esperma, ainda dentro da trompa. 

Caso isso não aconteça nesse período de tempo, o óvulo começa a se degradar e as chances começam a diminuir. Mas, se for fecundado, a viagem dura cerca de 6 a 12 dias para frente, até o óvulo chegar no útero e se implantar dando origem a uma gravidez. 

 

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A ovulação não é à prova de erros

É importante ressaltar que a ovulação não acontece independente de fatores externos. Problemas como má alimentação, mudanças bruscas de estação, doenças emocionais, psiquiátricas e até mesmo condições sócio-econômicas podem alterar a produção hormonal da mulher que compromete diretamente a ovulação. 

Então, costuma ser normal a ovulação não acontecer todos os meses. Porém, sem exageros. Caso ela deixe de acontecer por muito tempo, é importante investigar, consultar um médico especialista e entender as causas, porque a ovulação não se resume apenas a chance de engravidar, mas ao equilíbrio hormonal feminino. Os níveis de estrogênio e progesterona, quando muito alterados podem acarretar problemas ósseos, cardíacos e até mentais. 

O fenômeno da ovulação é importante para a vida toda, desde que está sonhando em engravidar até quem procura ter uma saúde íntima e geral melhor. Conhecer o próprio corpo e entender os sintomas pode ser a salvação de diversos problemas posteriores. Tudo isso, é claro, sempre acompanhado de um médico de confiança e que tenha propriedade para cuidar do assunto da maneira mais profissional e empática possível!