Uma pequena prece de mãe

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Posso dizer que chorei com o post de hoje? Aliás, chorei, dei risada, me enxerguei em cada pedacinho dessa prece de mãe, feita por uma das nossas colunistas, a Flávia Girardi (que também escreve o Instagram Blog Mãe sem Filtro, acompanhe-la lá!).

Vem dar uma espiada e me conta: o que mais entraria na sua prece de mãe?

Imagem: 123RF

Por Flávia Girardi

Livrai-me do politicamente correto sempre! Que eu possa sentar no chão, balançar no parquinho junto com as crianças, sair de casa com a roupa do corpo. Sem me preocupar muito se estou incrivelmente arrumada ou se as coisas estão incrivelmente arrumadas!

Livrai-me do prazo correto. Tudo bem se eu sair da rotina, se nós comermos uma coisa não muito saudável vez ou outra, se eu errar. E se eu errar que seja mais piedosa comigo mesma.

Livrai-me dos exemplos. Do que os outros fazem e eu não. Porque cada um tem um jeito de fazer as coisas darem certo.

Livrai-me da pressa. De querer que as coisas aconteçam do meu jeito, na hora que eu quero. Porque primeiro a gente engatinha, depois (aos tropeços) começa a andar, a falar e, por fim, a correr por aí. E cada fase (por mais difícil que pareça) tem seu encanto.

Livrai-me não dos conselhos, porque muitas vezes as pessoas falam na intenção de ajudar  ou sem muito pensar – mas do valor excessivo que eu dou a eles. Porque se eu simplesmente deixar passar (e absorver apenas o que for válido) as coisas certamente ficarão mais leves.

Livra-me da falta de paciência. Com os outros e comigo mesma. Porque muitas vezes ela nos faz perder o que é realmente essencial.

Livrai-me do medo. Porque zelo é fundamental, mas o medo excessivo aprisiona. Não terei a capacidade de proteger de tudo, não estarei lá em todos os segundos e um dia nem aqui estarei mais. Filhos, por mais doido que isso pareça, são um “empréstimo” que Deus nos deu para nos ensinar mais sobre a vida e sobre nós mesmas.

Me ajude a aprender a leveza das crianças. A ser grata (todos os segundos) por ter a chance de aprender, de reaprender, de reinventar!

E, livrai-me, por fim, de ser grande. Para que eu entenda que sempre haverá alguém acima de mim e alguém abaixo, que também tem muito a me ensinar.


 



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