Testes de maternidade: conheça as avaliações que protegem o bebê

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Antes mesmo de deixar a maternidade, o bebê já deve passar por alguns exames, fundamentais para a detecção precoce de problemas de saúde e desenvolvimento. Esses procedimentos são os chamados testes de maternidade, indolores e simples, e que não podem ser deixados de lado (pois, quando o diagnóstico é concluído cedo, mais chances a criança tem de se recuperar e se desenvolver bem).

Alguns deles são obrigatórios em todo o Brasil, enquanto outros, embora também extremamente importantes, ainda não possuem sua obrigatoriedade garantida por lei. De qualquer forma, você deve se informar com a maternidade com antecedência para verificar os exames oferecidos e, antes de voltar para casa, certificar-se de que o filhote passou por todos eles. Em caso de parto domiciliar, também é fundamental conhecer esses procedimentos, pois será necessário levar a criança ao hospital depois para realizá-los.

Para que nenhum seja esquecido, eu listo a seguir os 8 principais testes de maternidade. Confira:

Imagem: 123RF

Teste de Apgar: trata-se do primeiro teste de maternidade pelo qual o recém-nascido passa, realizado entre o primeiro e o quinto minuto de vida. Seu objetivo é avaliar a vitalidade da criança, por meio da respiração, da frequência cardíaca, da medição de reflexos, do tônus muscular e da cor da pele. O bebê recebe notas em cada uma dessas categorias, úteis para determinar se ele precisa de algum cuidado especial antes de ir para casa. Entenda melhor sobre as avaliações do Teste de Apgar nesse post.

Teste da Linguinha: nas primeiras 24 horas de vida, o bebê também deve realizar o Teste da Linguinha, que avalia o freio lingual (ou seja, o tecido localizado embaixo da língua que, se mal posicionado, pode desencadear “língua presa”). Esse teste de maternidade é realizado a partir da observação do médico enquanto a criança mama, pelas características anatômicas da língua e da sucção. Sua obrigatoriedade em todo o país passou a valer há alguns anos (leia mais aqui).

Teste do Pezinho: este é o mais conhecido entre os testes de maternidade. Obrigatório em todo o país, pode ser realizado 48 horas após o nascimento e consiste na retirada de uma pequena amostra de sangue do calcanhar do bebê. É útil para detectar doenças, como o hipotireoidismo congênito que, se não tratado, pode afetar o desenvolvimento neurológico. Na rede pública, é oferecida a versão básica do exame, capaz de detectar seis doenças. Já em hospitais particulares, existem versões ampliadas. Leia mais sobre o Teste do Pezinho e entenda suas diferenças aqui.

Tipagem sanguínea: ao nascer, o bebê também deve realizar a tipagem sanguínea, que avaliará qual é o tipo de sangue dele (informação fundamental para emergências médicas e muito mais). Lembra da amostra de sangue retirada para o Teste do Pezinho? É a partir daí que é feita a tipagem, também obrigatória. Se a mãe do bebê for Rh negativo, e o bebê positivo, deverá ser feita a prevenção da eritroblastose fetal (veja mais aqui).

Teste do Coraçãozinho: também conhecido como exame de oximetria de pulso, serve para detectar precocemente doenças graves no coração. Ainda nas primeiras 24 horas após o parto, e com o auxílio de um oxímetro (espécie de pulseirinha; um sensor capaz de detectar a quantidade de oxigênio no sangue do bebê), o pediatra consegue avaliar se o pequeno sofre de alguma patologia congênita do coração. Há pouco tempo, este exame também se tornou obrigatório. Leia mais sobre ele aqui.

Triagem auditiva: este procedimento é realizado entre o segundo e o terceiro dia de vida, e serve para detectar uma possível surdez no bebê. Quem realiza esse teste de maternidade é um fonoaudiólogo, que coloca um aparelho que emite estímulos sonoros, para ver como a criança reage. É mais um teste muito importante pois, se detectado precocemente algum problema, com o tratamento adequado é possível a reabilitação e desenvolvimento correto da fala. É obrigatório e pode ser feito até o terceiro mês.

Teste do Olhinho: deve ser realizado na primeira semana de vida (preferencialmente nas primeiras 48 horas) e consiste na projeção de um feixe de luz sobre os olhos do recém-nascido, para verificar se a saúde ocular está normal (leia mais sobre ele aqui). O Teste do Olhinho ainda não é obrigatório, mas há um projeto de lei em tramitação exigindo a obrigatoriedade do exame.

Teste do Quadril: este é mais um procedimento que ainda não é obrigatório, porém é de suma importância para detecção de problemas sérios como a displasia. Também chamado de Teste de Ortolani, para realizá-lo, o pediatra neonatal faz manobras específicas nas perninhas e no quadril do recém-nascido para averiguar se não há nenhuma anormalidade. Deve ser feito nas primeiras horas, dias ou no máximo semanas de vida do bebê. Entenda melhor a necessidade do Teste do Quadril nesse post.

Lembrando que, além dos testes de maternidade, o bebê também deve receber algumas vacinas ao nascer. A BCG, que protege contra tuberculose, e a contra hepatite B são obrigatórias nessa fase.


 



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