Ser um bom pai ou mãe é ruim para a saúde? Estudo diz que pode ser, sim!

Por 0 Comentários


Você é aquele tipo de mãe ou pai que se preocupa bastante com os filhos? Que tenta exercitar a maternidade/paternidade em sua plenitude, acompanhando de perto o desenvolvimento do filho? Eu posso dizer que sou. A maternidade me mudou bastante – antes de ser mãe eu sequer imaginava deixar um trabalho formal para ficar mais tempo com as crianças. Mas depois do nascimento de Catarina, minhas prioridades mudaram, e passei a valorizar muito mais o contato entre pais e filhos.

Mas será que esse tipo de maternidade mais “preocupada” tem um custo? Pois um estudo recente da Universidade de Northwestern mostrou que sim! Enquanto os filhos de pais e mães mais empáticos (que estabelecem uma conexão profunda com os filhos, por se colocarem em seu lugar e tentar um entendimento) se mostraram mais saudáveis do ponto de vista psicológico, os pais demonstraram uma maior quantidade de marcadores de estresse e de inflamação. 

Imagem: 123RF

A pesquisa avaliou 247 pares de pais e filhos, com entrevistas que analisaram o grau de comprometimento dos pais e a retirada de amostras de sangue para detectar a presença de substâncias que indicam quadros de estresse e inflamatórios (que estão intimamente ligados – pessoas mais estressadas tendem também a apresentar inflamações crônicas). Nas famílias onde a ligação era grande, os filhos demonstraram menor grau de estresse – o que é ótimo! Já os pais apresentaram o efeito oposto (fato que pode nos levar a avaliar a maneira como nos envolvemos com nossos filhos).

Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, Erika Manczak, uma boa dica para minimizar os efeitos indesejáveis da paternidade/maternidade com grande envolvimento seria aprender a dar valor às próprias necessidades, sem desprezá-las em detrimento do que o filho precisa. “Coisas como dormir o suficiente, se exercitar e reduzir o estresse estão relacionadas a esses tipos de processos imunológicos”, disse ela. “Não é egoísmo para os pais ter tempo para essas coisas – é realmente crítico para a sua própria saúde mental e física”.

Eu me identifiquei muito com o estudo – tanto que acendeu uma luzinha na minha cabeça de que preciso me cuidar (fui me matricular em uma academia hoje!). E aí, como está sendo essa divisão entre o tempo para o filho e para você? Quer mudar alguma coisa na sua rotina? Me conta nos comentários!


 



Arquivado em: Comportamento Tags:

Deixe seu comentário