A puberdade precoce (PPR) é o aparecimento de características sexuais secundárias em uma menina com menos de 8 anos de idade ou em um menino com menos de 9 anos de idade.

A condição ocorre quando o elo central da regulação endócrina é danificado, atividade hormonal excessiva das gônadas e glândulas adrenais.

O diagnóstico inclui exame físico, análise hormonal, visualização instrumental das glândulas endócrinas.

Entendendo o que é puberdade

A puberdade é o conjunto de modificações físicas que ocorrem na adolescência. Claro que você se lembra dessa fase: na menina, por exemplo, as mamas começam a se desenvolver; nos meninos, os primeiros pelos aparecem no rosto. O cheiro do corpo também muda (época em que você começou a usar desodorante).

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Num processo normal, os primeiros sinais (não todos, pois o conjunto vai se formando aos poucos) aparecem a partir dos 8 anos nas meninas e dos 9 nos meninos.

Mas, se seu filho ou filha começar a demonstrá-los antes disso, podemos dizer que ele está entrando na puberdade precocemente, e precisa da sua atenção e, possivelmente, de acompanhamento médico.

Quais são mesmo os sinais da puberdade?

Nas meninas, além do desenvolvimento do broto mamário (que você começa a notar na camiseta, com a pontinha do seio se sobressaindo), começa o desenvolvimento de características sexuais, como pelos pubianos e nas axilas.

Há definição da cintura, o quadril se alarga e o corpo toma curvas mais acentuadas. Há também um crescimento das mãos, dos pés, a estatura se eleva.

Finalmente, ocorre a menarca (primeira menstruação). E, mais uma vez: se você notar que o corpinho da sua filha está passando por essas mudanças antes da idade esperada, é necessário que você procure um médico.

Nos meninos, o corpo também muda: os ombros ficam mais largos, aparecem pelos pubianos, nas axilas e no rosto, a voz engrossa, as mãos, os pés e o músculos, de forma geral, se desenvolvem rapidamente. Há aumento dos testículos e ocorre a primeira ejaculação.

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E sim: seu filho também precisa de acompanhamento médico se demonstrar os sinais antes do tempo.

Por que é importante agir quando seu filho demonstra sinais de puberdade precoce?

Porque entrar na puberdade antes da hora pode gerar conflitos psicológicos e também consequências físicas. Já imaginou se, enquanto todas as amiguinhas da sua filha brincam com bonecas, ela vê seu corpo precisar de um sutiã? Se tem que lidar com o uso de absorvente?

Sabemos que num grupo de crianças o diferente sempre chama a atenção (elas podem comentar, e chegam a ocorrer até mesmo episódios de bullying!).

Os meninos também podem apresentar o sentimento de inadequação ao grupo, o que mexe com a autoestima.

Em relação às consequências físicas, a que mais preocupa os pais é o risco de a criança ficar com baixa estatura.

Sim, isso pode ocorrer, e é fácil entender o motivo: depois que o menino e a menina entram na puberdade, o corpo tem uma “programação” de crescer um pouco mais, de forma limitada.

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A ação dos hormônios que provocam o desenvolvimento das caraterísticas sexuais provoca também uma mudança óssea – aos poucos, o osso pára de crescer.

Se seu filho ou filha já é alto, quando entra na puberdade, ele não será baixo, claro. Mas se ele vem se desenvolvendo na média e entra na puberdade antes do tempo, corre, sim, o risco de ficar baixinho.

O que fazer se eu notar os primeiros sinais de puberdade precoce?

Você deve procurar o médico do seu filho, e, se ele notar que há mesmo alterações, fará o encaminhamento para um endocrinologista pediatra pediátrico.

Atualmente, há medicamentos que podem “brecar” a puberdade precoce – há uma estabilização e, até mesmo, uma certa regressão de alguns sinais.

Quando a puberdade precoce é diagnostica, o médico investigará qual a sua causa e o grau de evolução do quadro, para então indicar um possível tratamento.

Mas, atenção, uma informação importante: quanto antes você identificar que seu filho está entrando precocemente na puberdade e agir, entrando com a medicação prescrita pelo médico, se for o caso, melhor.

 Acho que informações como essas precisam ser compartilhadas com o maior número de pais, mães e cuidadores no geral possível (compartilhe você também, porque muitas pessoas ainda desconhecem o problema e deixam de agir na hora certa).

E, para mais informações, eu recomendo muito esse site aqui, bem completo sobre o assunto (clique e veja como ele está bem explicadinho):