Como vocês que acompanham o blog há tempos sabem, Catarina foi um bebê que dormia muito mal. Que tirava sonecas curtas (de no máximo 45 minutos), que acordava durante a noite (dormindo logo depois de mamar, normalmente; mas chegamos a enfrentar períodos em que ela acordava no meio da madrugada, ficava até duas horas brigando com o sono, para então adormecer). O que talvez vocês não saibam é que minha pequena já fez cinco anos, e até hoje dificilmente dorme uma noite inteira sem me chamar. Claro que nos dias de hoje tudo é mais fácil: eu vou até seu quarto, digo que ainda é madrugada, e que ela precisa voltar a dormir. Saio, volto para minha cama, e ouço depois de alguns minutos sua respiração pesada, de quem está no décimo sono.

Imagem: 123RF

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Já faz um tempo que venho pensando no seu histórico de sono, e tirando algumas conclusões sobre ele. E sabem que uma coisa chamou minha atenção? Fazendo uma análise bem sincera dos fatos, vejo que eu tive uma certa responsabilidade em relação a essa dificuldade de dormir da filhota. Como mãe de primeira viagem, eu era muito insegura – não desgrudava da pequena nem um segundo, estava todo o tempo ali, me certificando de que ela estava respirando bem, sem desconfortos, e sem sofrer com a minha ausência (vocês não imaginam a culpa que eu sentia com um mínimo distanciamento!). Eu dedicava toda a minha energia e atenção a ela, enquanto estava acordada, e acredito que esse simples fato a estimulava, a ponto de não ter querer adormecer. “Se mamãe está aqui, brincando comigo, falando comigo, cantando para mim, para que eu vou dormir, afinal?”.

Obviamente, eu não acredito que apenas esse fato tenha contribuído para seu padrão de sono difícil, bem como não acho que todas as mães que têm essa mesma postura com seus filhos enfrentem o mesmo problema. Mas, se você já tentou de tudo para fazer seu filho dormir bem e não conseguiu, que tal parar para observar suas próprias atitudes? Será que você se encaixa no perfil “mãe helicóptero”, que fica rondando o filho o dia inteiro, como eu fui?

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Um bom exemplo de como estar sempre disponível para Catarina atrapalhava seu sono (e como não dar muita bola fazia com que ela dormisse muito mais facilmente) acontecia sempre na minha casa: por meses, minha tática para fazê-la dormir à tarde era colocá-la no carrinho, deixá-lo ao lado da pia da cozinha, e lavar a pilha de louças. Parece maluquice? Mas eu percebia que o fato de me ocupar com outra coisa, mais o barulhinho da água da torneira, eram tiro e queda para a filhota dormir (mas se eu parasse o que estava fazendo para lhe dar uma mínima atenção, quase 100% de chance de ter um bebê pilhado ao meu lado!).

Fica a dica para você, que tem um bebê que luta muito para dormir! Depois em conta nos comentários se a tática da pia também funciona por aí!