O mais novo lançamento do mundo Barbie promete ser uma revolução na forma com que as meninas interagem com suas bonecas: a Hello Barbie, como é chamada, será capaz de conversar com sua filha. Ela não falará frases prontas e gravadas, e sim identificará a pergunta de sua pequena e conseguirá formular uma resposta. Parece um futuro distante? Mas não é – a previsão é que o brinquedo chegue às lojas dos EUA nos próximos meses (daí até nossas filhas encontrarem a boneca nas prateleiras do Brasil, sabemos que é só uma questão de (pouco) tempo).

hello barbie

A ideia da Hello Barbie é a seguinte: ela usará um software de reconhecimento de voz que gravará as conversas com a criança e enviará os dados por Wi-Fi para a central do fabricante. Lá, o áudio será processado, para que a boneca “aprenda a falar”: dessa forma, ela conseguirá responder às falas da sua filha, poderá reconhecer o nome dos integrantes da família, entre outras coisas.

Fico imaginando Catarina com uma boneca como essa – tenho absoluta certeza de que ela ficaria fascinada! Afinal, que criança não sonha que o brinquedo interaja com ela de verdade? Por outro lado, eu me sentiria extremamente desconfortável em saber que as conversas de minha filha, dentro da minha casa, estão à disposição da indústria. Claro que fica a pergunta: o que eles farão com essas informações?

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Apesar da Mattel, empresa que fabrica a Barbie, se dizer comprometida com a segurança dos dados, fico imaginando até que ponto essas conversas não serão analisadas para alimentar as vendas da própria indústria, munindo-a de tudo o que ela precisa saber para produzir produtos cada vez mais “encantadores” aos olhos das crianças. Isso sem falar na linha tênue entre simplesmente responder à criança e influenciar seu gostos, sua forma de interagir com o mundo.

Pode ser que eu esteja sendo uma mãe preocupada demais. Mas concordo com as pessoas que estão tentando barrar o lançamento da boneca, por sentirem que é como se tivéssemos uma espiã dentro de casa. Saudades do tempo em que os brinquedos eram simples, e nos davam a possibilidade de desenvolver a imaginação e a criatividade! Eu brinquei com Barbie por muitos anos, e não precisava que a boneca me respondesse para que a brincadeira fosse divertida. Aliás, eu preferia definir suas respostas – para que a cada dia ela vivesse uma “aventura” diferente.

E você, o que acha disso? Você compraria para sua filha? Veja o vídeo da boneca (apesar de estar em inglês, dá para ter uma boa ideia de como é a interação com ela).