Nesse fim de semana eu estava assistindo ao especial do Fantástico sobre bebês. Super bem feitinho, com várias informações relevantes sobre o momento em que o bebê começa a desenvolver a fala.  Tudo ia muito bem, até que o programa começou a dar uma estimativa de quantas palavras os bebês falam, em média, em cada idade (um pequenino de 2 anos falando 200 palavras? Nunca soube o que é isso!). E foi então que eu me lembrei o quanto essa história do não falar rendeu aqui em casa.

bebe

Você já ouviu dizer que meninas falam mais rápido do que meninos? Eu também ouvi, e acreditei piamente nisso. Quando conversava com mães de crianças mais velhas, elas me falavam que, pouco antes dos 2 anos de idade, seus filhos (e principalmente suas filhas) desataram a falar, e que em questão de poucas semanas seu vocabulário havia crescido rapidamente. Pois Catarina mal tinha completado 1 ano e meio e lá estava eu: ansiosa, fazendo de tudo para que ela virasse a mais nova tagarela da família.

As semanas passaram, e nada da pequena esboçar grandes avanços nesse sentido. Nessa época, e até pouco mais de dois anos de idade, se ela falasse 15 palavras, era muito! “Mamã, papá, bó (bola), vovô, vovó” saiam com certeza – o resto era questão de sorte: às vezes ela pronunciava uma vez, e só dois meses depois. E vocês acham que eu não falava com ela? Que não estimulava? Eu passava o dia inteiro nomeando as coisas, apontando, mostrando livros… E absolutamente nada acontecia, para meu desespero.

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Eu percebia que Catarina compreendia muito mais do que falava. E sei também que eu a entendia perfeitamente sem que ela precisasse falar, e talvez por isso ela tenha demorado mais do que a média das crianças para articular as palavras. Mas mesmo assim meu coração de mãe ficava apertado, a ponto de achar que ela poderia ter um problema mais sério. Será que eram sinais de autismo começando a se manifestar? Será que era apenas um problema fonoaudiológico que precisava de acompanhamento? Me fiz milhares de perguntas, mas decidi aguardar mais um pouco, porque era o que minha intuição me mandava fazer.

 Aos dois anos e dois meses, enfim, Catarina começou a demonstrar grandes avanços na habilidade de falar. E foi como todos dizem: de uma hora para outra! Quanto mais falava, mais se anima com a possibilidade de se comunicar daquela maneira, e mais empenhada na produção de novos sons ela ficava. Tudo muito natural, sem forçar. Se vocês me perguntaram o que eu fiz para que isso acontecesse, a resposta é: nada! Eu só esperei o tempo dela, e continuei a conversar como se ela entendesse tudo o que eu dizia (e eu acredito que entendia mesmo).

Enfim, como mães, acho que nosso papel é estar atenta, pois quando problemas reais existem de fato, a detecção precoce é sempre importante e traz muitos benefícios à criança. Mas também acho que às vezes é fundamental relaxar, e deixar que o filho sente, engatinhe, ande, fale ou aprenda qualquer outra coisa quando estiver pronto. Simples assim!