Se eu perguntar a mil mães se elas gostariam que seus filhos fossem honestos, tenho certeza de que todas elas diriam que sim (pelo menos quero crer nisso!). Desde cedo nos preocupamos em mostrar o caminho da honestidade a nossos filhos – por exemplo: se pegaram algo no supermercado, não podem sair sem pagar; se erraram, devem assumir a responsabilidade por sua ação; se acharam um objeto que não é seu, devem devolver.

Não é assim que ensinamos a eles?

Para mim, é impossível falar sobre honestidade sem falar de respeito. Isso porque uma coisa é óbvia: quem respeita o bem do outro (seja ele o brinquedo de outra criança, algo encontrado no chão ou à venda na prateleira do mercado), tem naturalmente uma postura que chamamos de honesta.

Concorda comigo?

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Falando sobre honestidade

Quando estamos falando sobre honestidade e respeito, acho que as crianças entendem muito mais do que podemos imaginar. E muito mais do que palavras, elas incorporam nossos exemplos.

Podemos cansar de dizer que elas devem falar a verdade – mas se nós mesmas não fazemos isso, qual é o peso de nossas palavras? Se nossos filhos nos pegam mentindo, como pedir a eles que façam o contrário?

Vivemos uma fase de mudanças. Desejamos que as coisas mudem para melhor. Mas continuamos comprando CDs piratas, parando em vaga de deficiente físico (“afinal, é só por cinco minutinhos”), deixando de falar para o caixa que ele se esqueceu de cobrar por um produto (porque é óbvio que quando algo é cobrado duas vezes, lembramos de reclamar, não é?).

Para ensinar sobre honestidade aos nossos filhos é preciso estar junto, colocar atenção no que dizem, no que fazem.

Porque em determinado momento é natural que eles percebam que a mentira pode ser o caminho mais fácil para escapar das consequências de uma atitude errada – e nessa hora é preciso mostrar com firmeza, e com muito amor, que essa não é a melhor forma de se resolver a questão.

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É preciso ser clara nas palavras; mas acredito que, sobretudo, é preciso ser transparente nas atitudes.