Engraçado pensar que na última Copa do Mundo eu estava grávida. Como tudo muda em quatro anos! Hoje sou mãe de uma menininha de três, que acaba de sair de casa vestida de verde e amarelo!

A primeira Copa de Catarina está acontecendo no Brasil. E isso, minha gente, não poderia ser mais interessante. Eu a vejo, pequenininha, mas valente, cheia de vontade de mostrar ao mundo a que veio. E é assim que vejo também nosso país – com um potencial incrível, pronto para crescer, amadurecer e se tornar um lugar melhor para se viver.

Acho ótimo que tanto se discuta sobre a realização da Copa em nosso país. Que as pessoas se perguntem se os gastos que teremos com o campeonato de fato se justifiquem. Não, não vivemos na Suécia, ou Noruega, onde educação, saúde, transporte coletivo, segurança já estão resolvidos, de modo que o dinheiro aplicado na organização do evento não se faça extremamente necessário em outra área. Se dependesse de minha vontade, a Copa não estaria sendo sediada no Brasil. Quem sabe em 50 anos, quando espero que não faltem mais insumos em hospitais, ou creches e escolas para todas as crianças. Mas não agora.

A verdade, entretanto, é que a minha vontade pouco importou para essa decisão (como a de milhões de brasileiros, que pensam da mesma forma). Teremos a Copa, e ela começa hoje. E já que é inevitável (como tantas outras situações que a vida nos coloca, sem perguntar se as queremos), que a vivamos da melhor forma. Mostrando para o mundo nossa alegria. E também nossa competência, nosso  trabalho e nosso acolhimento.

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É por isso que hoje minha filha veste verde e amarelo. Não para sucumbir à política do pão e circo, mas para sentir que faz parte de um país. E que ela, com sua luta, poderá fazer dele o lugar dos nossos sonhos.

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