Há cerca de um mês eu comentei com vocês que havia feito o desfralde noturno de Catarina (se você não leu o post, pode vê-lo aqui). Talvez uma das partes mais complicadas de se escrever em um blog seja justamente o fato de você ter que contar em público o que não deu certo. Mas não é exatamente esse um dos objetivos do Mil Dicas de Mãe? Se eu estivesse aqui falando sobre tudo o que acertei de primeira com minha filha, eu não teria nada a acrescentar às leitoras que o acompanham (além de ser uma grande mentirosa, porque faz parte da maternidade errar, não é mesmo?).

fralda

O fato é que tive que voltar atrás com a retirada da fralda da noite da pequena. E olha que quando eu comecei esse processo, disse para várias pessoas que depois de iniciado, eu iria em frente, com a mínima possibilidade de retornar ao ponto inicial (pelo menos tive o bom senso de não fechar totalmente a questão). De verdade, eu não sei exatamente o que deu errado – mas depois de duas semanas sem fraldas (com alguns poucos acidentes), Catarina passou a fazer xixi na cama TODAS as noites. Aliás, às vezes mais de uma vez por noite (juro que eu não acreditava! Mesmo levando-a ao banheiro durante a madrugada, às vezes uma hora depois ela estava molhada, dormindo calmamente).

E aí o dilema: voltar ou não atrás? Será que ela não se adaptaria à nova condição? Após alguns dias, será que não perceberia que estava fazendo xixi na cama? Porque ela fazia sem perceber, e acordava pela manhã jurando que nada havia acontecido durante a noite. O xixi vazava e ela sequer notava que estava molhada, e continuava a dormir.

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Não sei se foram muitos elementos juntos, porque durante o desfralde outras coisas aconteceram: ela deixou a mamadeira (eu achava que seria difícil, pois ela nunca chupou chupeta, mas sempre gostou do seu “mamá”; e para minha surpresa, após alguns dias sugerindo que ela desse as mamadeiras ao Papai Noel, ela simplesmente disse que eu poderia mandar todas elas embora, porque já era uma menina grande! E nunca mais pediu!); trocamos o berço dela por uma cama (o que rende outro post!); as aulas terminaram e com as férias sua rotina diária mudou; além do aniversário, correria para viajar, festas de fim de ano… O fato é que todas as noites a filhotinha acordava encharcada e já não havia mais lençol que desse conta do recado.

Eu insisti até nossa viagem para o Nordeste, um dia depois de seu aniversário. E como as noites continuavam do mesmo jeito, resolvi colocar a fralda enquanto estivéssemos fora (porque fazer xixi na própria cama, a mãe dá um jeito de limpar; já em um resort, seria bem mais complicado). Perguntei à Catarina se ela queria voltar a usar fralda para dormir, e ela disse que sim. Mais um motivo para que eu decidisse retomar as fraldas, até que ela se sentisse segura para continuar com o processo.

Algo que eu tenho observado e que talvez seja útil para outras mães é que nos dias em que ela dorme à tarde, as chances de acordar seca na noite seguinte são maiores. Não sei se é porque ela vai para a cama mais descansada (o que acho mais provável), ou se é porque acaba dormindo mais tarde, mas percebo que nessas ocasiões a fralda acorda sem xixi. O que estou fazendo agora é tentar estimulá-la de outra forma: dando um adesivo a cada vez que a fralda acorda seca. Vejo que tem sido um estímulo importante: aos poucos as noites sem xixi voltaram a acontecer, mas não o suficiente para que eu sinta vontade de tirar a fralda novamente.

Combinamos que ela me diria quando quisesse voltar a dormir sem fralda, e vejo que ela tem vontade de superar esse desafio. Mas ainda não pediu para tirá-la, apenas se anima cada vez que acorda seca. Estou apenas observando, esperando o tempo dela. Veremos quando ele acontece! Depois conto o final da história aqui, combinado?