Se existe um assunto relacionado a filhos sobre o qual eu tenho muito a dizer é o sono. Isso porque como eu já comentei bastante aqui no blog, essa foi a grande dificuldade que eu encontrei com Catarina, desde que ela nasceu. Ela era um bebê que dormia pouco, e que exatamente por isso, chorava muito. Enquanto os outros bebês com poucos meses tiravam sonecas de uma hora e meia a duas horas, minha filha dormia apenas 30 ou 45 minutos e acordava (irritada, chorosa, mas não havia a fizesse dormir mais  – até que eu fui atrás de técnicas mirabolantes para esticar as sonecas, que funcionavam algumas vezes). E só com o tempo eu realmente descobri no que eu errei e no que eu acertei para fazer minha bebê dormir com mais facilidade à noite (e durante o dia também).

caca dormindo

Um comentário importante (e eu sei que algumas mães podem discordar da minha opinião, o que não fará com que ela mude): eu tenho certeza de que o fato de minha filha não usar chupeta dificultou o processo do sono. Toda mãe sabe que a sucção acalma um bebê, e é por isso que tantas crianças acordam durante a noite pedindo uma mamadeira (sucção + gostinho do leite a que ele já associou o carinho da mãe). Não ter a chupeta à disposição foi um desafio e tanto no primeiro ano de Catarina, porque quando a coisa apertava, eu não tinha esse mecanismo para tranquilizá-la.

Mas voltando à questão de fazer o bebê dormir bem, eu sei que errei em alguns aspectos (e digo isso sem culpa, porque na época foi a única saída que encontrei para fazer a pequena pegar no sono). Sim, eu a ninei, balancei, morri de dor nos braços e no ombro, como já comentei nesse post aqui. Sim, eu a fazia dormir no carrinho, e passava horas passeando pelo condomínio para fazer a filhota dormir (trabalho insano!). Ou seja, no fim das contas, Catarina não dormia direto no berço (juro que tentei por semanas, ficando ao lado dela, fazendo carinho, cantando, mas ela chorava, chorava, e demorava MUITO para dormir. Até que eu desisti e recorri ao balanço e aos passeios de carrinho, perpetuando um modelo que definitivamente não era o melhor para ela e para mim – mas foi o único que eu encontrei na época). Aí vocês me perguntam: mas se fosse hoje, você teria insistido em fazê-la dormir no berço, mesmo que ela chorasse tanto (comigo sempre ao lado do berço, pois eu nunca consegui deixá-la e sair do quarto)? E a resposta é sim, eu teria insistido. Mas fazendo o processo de OUTRA MANEIRA BEM DIFERENTE! Associando outros elementos, que eu só descobri depois que a filhota já tinha alguns meses, e sobre os quais eu falei no post sobre o DVD e o livro O Bebê Mais Feliz do Pedaço e que eu recomendo que toda mãe com bebês que não se acalmam facilmente leia!

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Resumindo, a técnica desenvolvida por um pediatra norte-americano fala da importância de ativar o reflexo da calma nos bebês através de cinco passos: 1) enrolando o bebê; 2) colocando o bebê virando de barriga para baixo; 3) fazendo o barulhinho Shhhhh; 4) balançando o bebê (mas não aquele balanço que eu fiz e que a maioria das mães fazem, de colocar o bebê no colo ou no ombro e ficar chacoalhando – um movimento suave, mantendo o bebê de lado ou voltado para baixo, apenas o tempo suficiente para que ele se  acalme) e 5) estimulando a sucção (que pode ser feita até com o dedinho da mãe – estratégia que eu fiz sem querer e sei que funciona para alguns bebês que não aceitam a chupeta!). A ideia é acalmar o bebê, e com ele tranquilo, colocá-lo para dormir (aí sim!!! Isso faz sentido, o que não faz é colocar o bebê nervoso no berço para que ele durma e esperar que um milagre aconteça! Como Catarina vivia irritada e eu não conhecia esses elementos para aplicar, fazer com que ela dormisse no berço era quase impossível!).

Mas nem só de erros vive uma mãe, não é mesmo? Eu também acertei em alguns aspectos, que quero compartilhar com vocês:

Eu sempre fiz uma rotina para o bebê dormir: e isso ajudou a não ter aqueles bebês que acordam milhares de vezes à noite. Catarina tinha hora para dormir e isso era respeitado, tanto durante o dia quanto à noite. Depois de certo horário, as atividades aqui em casa eram mais calmas, e um banho sempre precedia a hora de dormir. Não resolvia o problema de sono da pequena, mas tenho certeza de que evitava que nossas vidas virassem um caos.

– Depois de um ano de idade, eu deixei de correr ao quarto da pequena todas as vezes em que ela chorava. Sim, porque nos primeiros meses eu fazia isso (e me arrependo! Não se trata de deixar chorar – porque isso não funciona para mim – e sim de dar um tempo para que o bebê se acalme sozinho! E eu não dava essa oportunidade à minha filha!). E conforme ela foi crescendo, tive confiança de demorar um pouco mais para responder ao seu chamado (e percebi que muitas vezes ela voltava a dormir sozinha sem ajuda).

Eu não deixava que ela chegasse ao seu limite de cansaço. Eu cansei de ouvir: dá uma canseira nela, assim Catarina vai dormir a noite toda! Que nada! Todas as vezes em que fiz isso, a filhota não acordou uma vez durante a noite, e sim três ou quatro! Então eu aprendi: bebê que vai dormir cansado demais, dá trabalho extra durante a noite. Acredito que com as crianças mais velhas isso não ocorra, mas com bebês é exatamente dessa forma que funciona!

– Eu reorganizei as sonecas diurnas, para que minha filha parasse de acordar durante a noite. Como eu já contei, descobri que colocar o bebê para dormir um pouco mais cedo ou mais tarde pode significar uma noite inteira sem acordar! Mais detalhes nesse post aqui.

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– Eu dei uma naninha à Catarina. Aliás, ela mesma elegeu suas naninhas – um urso e um anjinho com que dorme até hoje. Principalmente depois de 1 ano e meio percebi que ela ficava muito mais tranquila com eles no berço, e muitas vezes estava agarradinha a eles quando eu a via durante a noite, dormindo tranquilamente.

– Eu deixei uma luz azul no quarto da pequena. E depois dos 2 anos e meio, ela pediu para dormir com a luz bem fraquinha acesa (colocamos com um dimer), justamente quando começou a relatar medo do escuro. Agora quando ela acorda durante a noite, percebo que essa luz a tranquiliza, pois ela consegue se localizar no quarto e saber onde está. E, dizem os especialistas, é uma cor calmante para se usar no quarto do bebê.

Hoje Catarina passou a dormir muito melhor do que quando era mais nova. Sim, ela às vezes acorda (e durante a entrada na escola passou a acordar mais – acredito eu que não tanto porque estava em adaptação à nova rotina naquele ambiente, mas principalmente porque deixou de ter definitivamente a soneca da tarde, pois nesse horário está na escola); mas em geral é mais fácil acalmá-la.

Espero que as dicas sejam úteis! E qualquer dúvida, é só me escrever nos comentários, combinado?