Bem, como eu já cansei de falar aqui no blog, o capítulo sono sempre foi o que mais me deu dor-de-cabeça em casa. Outro dia, lendo sobre astrologia para bebês, vi que o bebê de Sagitário costuma dar trabalho para dormir, porque tem tanta energia, tanta vontade de viver, que não quer perder um minuto! Coincidência ou não, Catarina é EXATAMENTE assim, sempre foi, desde os primeiros meses. Se tinha visita aqui em casa e eu a levava para o quarto para fazê-la dormir, a menina se transformava num monstrinho: chorava alucinadamente, até que eu desistia e a levava para a sala (olha que a primeira vez que ela fez isso, tinha só 1 mês de vida!). Se saía para passear na hora da soneca e encontrava pessoas no caminho, já era – não dormia e depois ficava chorando de cansaço. Ufa, ainda bem que essa fase passou!

Com quase 1 ano e meio, Catarina começou (finalmente!) a dormir noites inteiras. E aí a mamãe que vos fala pensou: “yes, vou voltar a dormir minhas 8 horas de sono diárias, sem despertares na madrugada!”. Só rindo mesmo da minha inocência! Claro que as noites melhoraram: havia semanas inteiras que eu dormia bem, mas era só Catarina pegar um resfriadinho, que tudo piorava novamente. Sem dizer que demorou mais de um mês para eu parar de acordar sozinha, no meio da noite, pelo hábito adquirido durante meses! Enfim, foi essa a rotina que estabelecemos desde o meio do ano passado.

E aí a pequena fez dois anos de idade… E eu, que achava já ter superado a questão das acordadas frequentes de madrugada, voltei a ter um bebê que acordava no meio da noite e que não queria dormir de jeito nenhum! Como falei nesse post aqui, comecei a colocá-la para dormir mais tarde, e resolvemos por um tempo o problema. Mas a questão é que Catarina começou a tirar a soneca cada vez mais tarde, e isso piorou a qualidade de sua noite. Aliás, hoje eu sou praticamente a única pessoa (as avós às vezes também tem sucesso, outras não) que consegue fazê-la dormir à tarde. Como eu acho que ela ainda é pequena para parar de dormir durante o dia (nas vezes em que isso acontece, ela fica bem chatinha de cansaço), insisto até que ela se rende. Ela fala: “mãe, vou ficar só um pouquinho acordada!”. Ao que respondo: “e a mamãe vai ficar só um pouquinho dormindo” (já com os olhos fechados, fingindo que vou dormir  – o que às vezes acontece de fato, confesso!). Depois de alguns minutos, a pequena está completamente desmaiada (e quem disse que quer acordar depois???).

Agora voltando à madrugada: não é que a danadinha está acordando novamente? E não dá para postergar mais a hora de ir para a cama, porque também não dá para colocar a menina para dormir à meia-noite! Por algumas noites, a levei para a minha cama, mas acabei desistindo, porque ela está tão comprida que quase joga os pais para fora e fica dormindo na diagonal, toda folgada! Então resolvi que iria dar novamente limite para a pequena. Por algumas noites, fui até o berço, expliquei que mamãe estava cansada e que ela teria que dormir no berço, sem que eu ficasse ao seu lado. Saí do quarto, e obviamente ela chorou. Por… 1 ou 2 minutos! Parou, agarrou seu anjinho e dormiu!

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Esse é o anjinho da Catarina

Esse é o anjinho da Catarina

Primeira conclusão sobre tudo isso: quando você acha que a vitória é certa (e você vai voltar a dormir como nos tempos sem filhos), senta que lá vem história! Com 2 anos eles são super espertos, e se você bobear, o pequeno só vai querer dormir no seu quarto, na sua cama, de preferência toda esparramado. Segunda conclusão: sim, dar limite faz parte do processo de ter um filho que dorme bem. Terceira conclusão: a velha questão de deixar o bebê chorar para dormir, quando respeita a maturidade da criança, não causa o estresse de duas horas de choro, como aconteceu quando tentei aprender a dormir em seu berço aos 9 meses de vida. Bastam alguns minutos para que a criança perceba que não tem papo, e que consegue dormir sem a ajuda dos pais. Querem saber? Eu não me arrependo de ter esperado o tempo dela, sua maturidade chegar, para que aprendesse a dormir sozinha.