Mais um fim de ano se aproxima, e sinto aquela sensação de nostalgia, de saudades das coisas boas que aconteceram em mais esse ciclo. Nesse ano de 2012, minha filha passou de um bebê que dava seus primeiros passos para uma quase menininha, que mesmo sem falar muita coisa, já expressa suas vontades, canta (do seu jeitinho, numa língua que eu chamo de “Catarinês”), entende piadas (e é tão bonitinho vê-la perceber a graça nas coisas!), mas ainda pede colo, quer dormir de mãos dadas…

Hoje senti saudades pela primeira vez da época em que ela era um bebezinho (e olha que eu dizia que NUNCA ia sentir saudades disso!). Carregando-a no colo, olhando a noite que chegava, pensei no futuro, em quantas vezes eu hei de querer aquele momento de volta, quando eu não mais puder segurá-la  e fazer passar todas as dores do mundo com um simples abraço. Hoje mamãe resolve o susto do tombo com um beijinho, amanhã, infelizmente, não mais.

Só posso deixar nesta noite, para vocês, leitoras, a dica de registrar cada momento do filhote como uma preciosidade, pois ele não voltará mais. Guardar um chumacinho dos primeiros cabelinhos, a marca dos pés tão pequeninhos (aliás, veja abaixo que ideia super legal para se fazer com uma simples tela: imprimir a marca dos pés, em três diferentes meses, ao longo do primeiro ano do bebê), um vídeo dos primeiros passos…

Imagem: Barnes Yard

Publicidade

Certo dia, uma amiga querida, com filhos um pouco mais velhos do que Catarina, me disse que conforme o tempo passa, a gente esquece de muita coisa. Do rostinho, das expressões, dos gostos… E por incrível que possa parecer, a gente esquece mesmo. E é muito, muito bom poder pegar uma lembrança, uma foto, um registro qualquer, e poder voltar no tempo.

Um grande beijo,

Nívea